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Leite materno: arma contra alergia
escrito por: Tricia em terça-feira, janeiro 29, 2008 às 3:53 PM.
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28 de Janeiro de 2008
Um estudo francês divulgado nesta segunda-feira sugere que o leite materno pode ser essencial para evitar que os recém-nascidos desenvolvam alergias ao crescer. A partir de experimentos feitos em ratos de laboratório, cientistas do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm, na sigla em francês) descobriram que o leite materno funciona como um veículo de substâncias alergênicas (que provocam alergia), passadas das mães para os filhos na amamentação. Essa "transmissão" pode significar para os bebês uma vida livre de alergias no futuro.
Para entender a experiência, podemos pegar o exemplo da asma, doença alérgica que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo hoje. Na raiz, a asma é uma reação do sistema imunológico do corpo – responsável por combater os elementos invasores, como vírus e bactérias – à entrada de uma substância comum: a poeira, por exemplo. Ao reconhecer a poeira como elemento "estrangeiro", o corpo tenta expulsá-la, por meio de tosses e do estreitamento das vias respiratórias.
Para muitas pessoas, a doença representa uma vida inteira de remédios, seja para amenizar a reação imunológica, seja para alargar as vias respiratórias e acabar com a falta de ar. De acordo com os pesquisadores franceses, no entanto, boa parte dos casos poderiam ser evitados caso as vítimas tivessem sido alimentadas com leite materno por mais tempo.
Tolerância – Para chegarem a esta conclusão, os cientistas fizeram as mães de ratos recém-nascidos aspirarem uma proteína contida na clara do ovo, considerada uma substância alergênica, sem que os filhotes fossem expostos a ela. Depois da amamentação, testes nas ninhadas comprovaram que a substância havia sido passada para eles via leite materno. Dessa forma, argumentam os franceses, os ratinhos teriam se tornado tolerantes à substância – seus corpos não a estranhariam no futuro.
Segundo os cientistas, seu estudo pode estimular a realização de novas pesquisas no sentido de estabelecer as ligações entre a amamentação e a prevenção às alergias. Especialistas no assunto, porém, alertam que é preciso cautela, uma vez que o mecanismo observado nos ratos pode não se repetir em seres humanos.
Fonte: Veja
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Ministério Público: defesa do aleitamento materno e saúde da criança
escrito por: Tricia em sexta-feira, outubro 19, 2007 às 4:22 PM.
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Newton José de Oliveira Dantas
Espaço do Movimento do Ministério Público Democrático em Última Instância
Importância do aleitamento
A alimentação natural, mais do que simples ideologia, longe de fórmulas infantis e instrumentos que possibilitem a sua introdução, revelou-se verdadeiro direito fundamental, conquanto ligado à vida saudável da criança e, por muitas vezes, como garantidor da própria vida. 1 O aleitamento materno contribui para a saúde biológica e emocional tanto da mãe quanto do filho. 2 O leite humano é um alimento completo, resultante da combinação única de proteínas, lipídios, carboidratos, minerais, vitaminas e células vivas, cujos benefícios nutricionais, imunológicos, psicológicos e econômicos são bem reconhecidos e inquestionáveis. 3
Estima-se que a vida de seis milhões de crianças, a cada ano, poderia ser salva se adotadas as recomendações da OMS/Unicef no sentido de manter-se o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementado até dois anos ou mais, pois a introdução de líquidos, que não o leite materno, nos primeiros seis meses de vida da criança, pode interferir negativamente na absorção de nutrientes e em sua biodisponibilidade, culminando com a diminuição da quantidade de leite materno ingerido, provocando menor ganho ponderal e aumento de risco para infecções, diarréias, desidratação e alergias. 4
Pesquisa científica desenvolvida pelo Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontou que crianças que não recebiam leite materno tinham riscos 14,2 vezes maiores de morrer por diarréia, 3,6 vezes maiores de mortalidade por doenças respiratórias e 2,5 vezes maiores por outros tipos de infecções, comparadas àquelas que recebiam aleitamento materno exclusivo. 5 Esses dados são relevantes quando aliados às condições sócio-econômicas brasileiras, pois a pobreza não permite que as pessoas tenham acesso à rede de água e esgoto canalizados, bem como à água potável. É justamente com a água contaminada que as mães pobres lavam as mamadeiras e prepararam as fórmulas infantis para alimentarem os seus filhos que, sem sistema imunológico adequado diante do desmame materno precoce, contraem infecções, desenvolvem diarréias crônicas, seguidas de desidratação e chegam a óbito. 6 Essas famílias, via de regra, possuem outros filhos e, para alimentarem a todos, diluem menor quantidade do alimento em pó em maior proporção de água, levando a uma alimentação inadequada. 7
A maior parte da produção científica, nacional e internacional, afirma que a introdução de chupeta e mamadeiras é a principal causa de desmame precoce, atuando negativamente na oclusão dentária, nas estruturas moles e duras do sistema estomatognático, por fim, na saúde e, principalmente, na vida das crianças. 8 O aleitamento materno é apontado como importante fator no desenvolvimento craniofacial adequado, permitindo ótimo exercício da musculatura orofacial, estimulando as funções de respiração e deglutição, o que não acontece com o uso de mamadeira. 9 É certo, ainda que o uso de mamadeiras e chupetas pode provocar desvio no crescimento dos maxilares, provocando “má oclusão” (mordida aberta anterior). 10
Por outro lado, existem vantagens para o lactente e para as mães, tais como: diminuição do risco de contrair doenças agudas e crônicas e importantes reflexos psicológicos e imunológicos. 11 Estudos comportamentais e hormonais demonstram a importância dos primeiros contados do bebê com a mãe e do toque da boca da criança com o mamilo e a aréola. Este contato é primordial para o relacionamento mãe e filho. A mãe, estimulada pelo contato com o seu bebê, apresenta alterações neuro-endócrinas positivas, dedicando mais tempo a ele, sempre de forma carinhosa. Já na criança, há estímulos nas terminações nervosas periorais e intra-orais, que modulam regiões do tronco encefálico, aprimorando, dessa forma, o reflexo de sucção e permitindo uma amamentação quantitativamente melhor, trazendo-lhe, inclusive, efeito analgésico. 12
NBCAL (Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras)
A NBCAL trouxe a limitações e proibições à promoção comercial, assim como a necessidade de rotulagens específicas para cada grupo de produto por ela abrangido, como recomendado pela OMS. As Resoluções da Anvisa voltam-se para as infrações de promoção comercial e rotulagem dos produtos, enquanto a portaria do Ministério da Saúde cuida de aspectos gerais, proibitivos e orientadores, destinados às pessoas que atuam nas áreas de saúde, industrialização e comercialização de produtos, fabricados ou não no país.
A violação desses regramentos está adstrita às sanções da Lei 6.437/77, que regulamenta a atuação dos fiscais da Vigilância Sanitária, impondo penalidades progressivas, de acordo com a gravidade e a freqüência da infração, podendo chegar à apreensão do produto, imposição de multa e interdição do estabelecimento.
Direito à saúde
Denota-se do texto constitucional a proteção à vida. Tal direito, porém, foi adjetivado, tornando-se direito à qualidade de vida. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, a Declaração de Estocolmo (1972) ressaltou que o homem tem o direito fundamental a “[...] adequadas condições de vida [...]”. Na Declaração do Rio de Janeiro (1992), afirmou-se que os seres humanos “têm direito a uma vida saudável” (Princípio I). 13 Assim, não basta viver, é necessário que se tenha qualidade de vida. 14Esta “qualidade de vida é um elemento finalista do Poder Público, onde se unem a felicidade do indivíduo e o bem comum, com o fim de superar a estreita visão quantitativa, antes expressa no conceito de nível de vida”. 15 Outra não é a intenção da Constituição Federal e do Estatuto da Criança ao abraçarem o direito à saúde como direito fundamental, ficando claro que o aleitamento materno garante tal direito, portanto, é o verdadeiro direito fundamental. Limonge de França considera o leite materno elemento do direito à vida e como aspecto fundamental da personalidade. 16
O MP e a NBCAL
Ao Ministério Público cabe a defesa do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (artigo 127, CF).
Todos têm o direito de nascer e desenvolver-se dignamente (direito fundamental). A Carta Magna reconhece direitos e garantias individuais e coletivos, voltados à dignidade humana, como o efetivo acesso à alimentação, saúde, educação, trabalho, justiça e demais condições básicas de vida (mínimo existencial).
São esses direitos e garantias (fundamentais) que o MP (Ministério Público) deve efetivar para que a sociedade possa gozar da democracia. Daí falar-se que ao MP incumbe a defesa do regime democrático.
Para a defesa do direito à vida, à saúde e à alimentação saudável, fundado na Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código de Defesa do Consumidor, na Lei 11.265/06 e na NBCAL, é necessário que o promotor de Justiça se capacite neste tema específico e desenvolva programa estratégico de atuação, em parceria com a Vigilância Sanitária e com ONG’s, que possuam o escopo de defender o aleitamento materno, com o fito gizado alhures, estruturando-se num sistema de redes em defesa do direito à saúde da criança.
Quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Fonte: Ultima Instancia
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Amamentação nutre e reforça os laços
escrito por: Débora, em domingo, maio 20, 2007 às 10:54 PM.
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Lying down may help breastfeeding
escrito por: Tricia em segunda-feira, maio 14, 2007 às 3:16 PM.
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Breastfeeding newborn babies lying down may boost the chances of success, UK research suggests.
A study of 40 mothers breastfeeding in different positions found that babies' natural reflexes kicked in more easily when the mothers were lying down.
The position seemed to trigger primitive reflexes usually seen in young mammals, the Royal College of Nursing conference heard.
Many women struggle with breastfeeding and give up after a few weeks.
Dr Suzanne Colson, senior midwifery lecturer at Canterbury Christ Church University, advises women on a technique called biological nurturing where the mother lies down and lets the baby lie on its tummy on top of her.
When mothers were lying flat or semi-reclined, babies could find the breast easier and in many cases attach themselves and feed whilst asleep
Dr Suzanne Colson
To look at whether this technique promotes feeding reflexes in the baby, she video-taped 40 women breastfeeding in a sitting-up position and lying down or reclining in the first month of life.
She spotted 17 reflexes in babies when they were breastfed lying down, including reflexes normally associated with other mammals who feed their babies in this way.
Breastfeeding in a sitting-up position only promoted the three normally seen reflexes - routing, latching and sucking.
Mothers who breastfed lying down seemed to have more success and, although the majority of women in the study had initially reported problems with breastfeeding, after using the technique all the women continued breastfeeding.
Primitive reflexes
Dr Colson said the current study could not prove the technique was more successful than the standard sitting-up position, but it challenged the view that the"correct way" to breastfeed is sitting bolt upright or or lying on your side.
"I found that mothers who breastfed their infants semi-reclined or flat-lying (as opposed to side-lying), in positions that mirrored the feeding positions of other mammals, had the greatest success.
"When mothers were lying flat or semi-reclined, babies could find the breast easier and in many cases attach themselves and feed whilst asleep.
"The research suggests that babies when they are on their tummy display these primitive reflexes, head bobbing in particular, that is seen in other mammals who are abdominal feeders."
She advised mothers to do what feels comfortable.
Dr Peter Carter, general secretary of the Royal College of Nursing, said: "For many new mothers breastfeeding can be difficult and challenging. Not being able to do something which is supposed to be as simple and as natural as feeding their own child can leave many new mothers feeling disappointed and let down.
"By challenging conventional breastfeeding positions this new research could go a long way to helping those mothers who are experiencing difficulties feeding their infants by suggesting other easy-to-adopt positions."
Mr Pat O'Brien, consultant in obstetrics and gynaecology at University College London and spokesperson for the Royal College of Obstetrics and Gynaecology, said it would be useful for women to know they can try different positions.
"From a health point of view, there's no reason they couldn't try breastfeeding in that position and we welcome any research that might improve the chances of success.
"Maybe women just have to experiment and find a position that suits them best."
Fonte: BBC
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*Estudo revela ausência de câncer de mama em índias*
escrito por: Tricia em segunda-feira, abril 30, 2007 às 5:03 PM.
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Da Assessoria
No Dia do Índio, comemorado hoje (19.04), vale a pena dar ênfase ao primeiro
estudo em genética sobre a ausência do câncer de mama em índias brasileiras.
Trata-se de uma pesquisa inédita e revolucionária, coordenada pelo
especialista em Oncologia/Mastologia de Cuiabá, Guilherme Bezerra de Castro,
médico do Núcleo de Terapia Especializada em Cancerologia (Nutec) do
Hospital Santa Rosa. Em outubro do ano passado, ele divulgou o resultado da
pesquisa, realizada durante dois anos na reserva indígena de Sangradouro,
próximo ao município de Primavera do Leste.
Segundo o especialista, a observação com relação à ausência do câncer entre
a comunidade feminina indígena surgiu em 1993. "Na época eu trabalhava no
atendimento para o serviço público de saúde e tinha algumas índias como
pacientes em Cuiabá. O fato de nenhuma delas apresentarem este tipo de
câncer despertou curiosidade e levou ao questionamento, através de um estudo
detalhado sobre o assunto. Foi quando, juntamente com uma equipe
especializada, estruturamos um Centro de Pesquisa, criado especialmente para
o desenvolvimento deste trabalho", contou Dr. Bezerra.
Em 2001, foi coletada a primeira mostra de material biológico de 178 índias
da reserva. Esse material inclui peso, altura, coleta de sangue, além de
histórico reprodutivo e de amamentação de cada uma delas. "Uma mostra foi
utilizada para estudo genético e outra para estudo hormonal. É bom deixar
claro que toda pesquisa foi realizada com total consentimento dos índios e
da Funai. O estudo ainda teve o auxílio de três índios auxiliares de
enfermagem e a coordenação de um médico da Filadélfia", destacou o
especialista.
O estudo em genética sobre a ausência do câncer de mama em índias já ganhou
repercussão internacional, em três revistas americanas, e nacional. Ele
será, inclusive, discutido nesta quinta-feira (19) durante o programa "Sem
Censura", realizado ao vivo pela TVE-Rio de Janeiro, pela jornalista Leda
Nagli.
Fonte: Diário de Cuiabá
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A doadora Elisandra Simões é cautelosa: máscara e touca ao armazenar o leite
Apenas elogios
Próxima etapaApesar dos obstáculos já vencidos, a enfermeira sabe que ainda tem muitos desafios pela frente. "A gente se esforça tanto, divulgando e espalhando cartazes, mas a maioria das mães desconhece o serviço. Não temos fundos para fazer uma campanha maior", afirma, com indignação. Na maternidade em que trabalha, folhetos são distribuídos para todas as mulheres que acabaram de dar à luz. São cerca de 120 orientações a pacientes internas e 20 externas. Por telefone, mais de 100 mulheres são atendidas. Mesmo assim, um abismo separa os bancos de leite e as potenciais doadoras Brasil afora. No Leonor Mendes de Barros, por exemplo, existem cerca de 30 voluntárias. Elas doam aproximadamente 90 litros por mês. Neste mesmo banco é pasteurizado leite humano proveniente de mais dois locais, resultando em 105 litros coletados, prontos para o consumo. Mas, somente para abastecer a demanda interna da instituição, seria necessário o dobro.Graças a pessoas como Joana, o alimento mais completo do mundo, o leite materno, chega até bebês prematuros ou filhos de mulheres que, por algum motivo, não puderam amamentar - ao invés de escorrer pelo ralo do banheiro.
Você também pode.
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Comissões do Senado vão debater com empresários a ampliação da licença-maternidade
escrito por: Débora, em quinta-feira, fevereiro 08, 2007 às 4:43 PM.
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Para debater o tema serão convidados os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Queiroz Monteiro Neto; da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio José Domingues de Oliveira Santos; da Fersol, Indústria e Comércio, Michael Haradom; e da Nestlé do Brasil, Ivan Zurita. Outra audiência pública deverá ser marcada para que o assunto seja discutido com representantes dos trabalhadores e da área de saúde.
Patrícia Saboya, autora do projeto, destacou que a proposta tem como objetivo corrigir uma distorção, uma vez que os programa sociais de saúde pública sempre informam sobre a importância da amamentação e incentivam as mulheres a amamentarem os filhos até os seis meses de idade.
- No entanto, a legislação não permite que as mães trabalhadoras fiquem com seus filhos durante todo esse período - explicou a senadora.
Patrícia Saboya salientou que amamentar por seis meses estabelece laços afetivos do bebê com a mãe, o que vai possibilitar que a criança seja mais saudável, evitando, inclusive doenças cardíacas e alguns tipos de cânceres. Na opinião da senadora, o investimento na primeira fase da infância contribui para que o país economize mais tarde em projetos sociais. Patrícia Saboya informou, como exemplo, que o Brasil gasta cerca de R$ 300 milhões a cada ano com tratamentos de doenças respiratórias - enfermidades que, segundo ela, poderiam ser evitadas com a amamentação.
No debate sobre a matéria, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ressaltou que a problemática infantil não é uma questão apenas de direitos humanos, mas também de interesse econômico. O parlamentar concordou que realizar investimentos para melhorar as condições de vida dessa parcela da população refletirá em economia para o país.
- Não se trata apenas de fazer favor às mãezinhas, que vão ficar cuidando das crianças. [O projeto] vai trazer grandes benefícios ao país - disse.
O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH e relator da proposta, disse que a sociedade está cobrando a aprovação do projeto e que ele recebe muitos telefonemas de pessoas interessadas em saber quando a matéria será aprovada. No entanto, o senador afirmou que quer ouvir todos os segmentos envolvidos antes, para aprimorar o projeto.
Iara Borges / Repórter da Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senad
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*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)
O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores socioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não amamentação ou amamentação sub-ótima pode favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos “modernos” de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.
Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”. Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.
Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, muito poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos. Pois, para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.
O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:
Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame
• Idade maior que um ano
• Menos interesse nas mamadas
• Aceita variedade de outros alimentos
• É segura na sua relação com a mãe
• Aceita outras formas de consolo
• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais
• Às vezes dorme sem mamar no peito
• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar
• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar
É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.
Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:
Quadro 2. Vantagens do desmame natural
• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança
• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame
• Fortalece a relação mãe-filho
• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho
O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.
Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.
Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores
• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar
• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança
• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível
• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão
• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período
• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres
• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.
A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.
As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.
Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”.
FONTE: Sociedade Brasileira de Pediatria
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Estado promove ações de apoio ao aleitamento materno
escrito por: Débora, em terça-feira, janeiro 09, 2007 às 6:03 PM.
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Marcadores: amamentação, diversos
Banco de leite humano será inaugurado amanhã
escrito por: Débora, em terça-feira, dezembro 19, 2006 às 3:42 PM.
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Banco de Leite Materno será inaugurado amanhã
Dourados recebe o seu primeiro Banco de Leite amanhã no Hospital da Mulher a partir das 8h 50. Mato Grosso do Sul celebra grandes avanços na implementação das ações do Aleitamento Materno, frutos da determinação e do compromisso assumido pelos gestores das políticas públicas implantadas no Estado.Segundo o médico responsável pelo Banco de Leite, Antonio Marinho Falcão Neto, será um centro de referência de apoio e incentivo para o leite materno. “O leite será usado para os bebês recém-nascidos que estiverem U.T.I neo-natal e mães que tiverem dificuldades na hora da amamentação (...) as mães que tiverem excesso de leite poderão também estar doando para o banco”, disse o médico. A Organização Mundial da Saúde estima que, em todo o mundo, um milhão e meio de mortes infantis poderiam ser evitadas através da prática do aleitamento materno. Crianças em amamentação exclusiva adoecem 2 vezes e meia menos do que crianças que tomam leite artificial.
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Fonte: Site Aleitamento
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Banco de Leite precisa de doações neste final de ano
escrito por: Débora, em quinta-feira, dezembro 14, 2006 às 6:06 PM.
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O ambulatório de saúde da mulher, ligado à Secretaria Municipal de Saúde de Araras realizou, durante a segunda fase da campanha de vacinação contra a poliomielite, uma pesquisa sobre aleitamento materno. Aproveitando a presença das mães ou responsáveis nos postos de saúde foi aplicado um questionário/pesquisa para avaliar o cenário de amamentação dentro do município. Nesta primeira fase do projeto foram coletados dados que serão utilizados na elaboração de estratégias de incentivo ao aleitamento materno. O levantamento mostrou que 60,77% dos 1.260 entrevistados receberam leite materno em algum momento no primeiro ano de vida. Entre crianças menores de 4 meses identificou-se que 19,10% foram alimentadas exclusivamente no peito (AME) e 16,62% com amamentação parcial (AMP), em menores de 6 meses o índice apresenta uma leve queda, 14,60% receberam alimentação exclusiva e 16,62% parcial, mas ainda assim nos dois casos a AME é maior.A pesquisa apontou que fatores como a introdução de alimentação complementar prejudica o aleitamento materno. Do total de entrevistados 17,72% complementa a amamentação com outros tipos de leite, 7,83% introduzem água e 12,39% o chá.Os fatores sociais também influenciam, mas de forma favorável, entre as analfabetas a amamentação exclusiva é de 33,33% e amamentação complementar (AMC) é de 44,44%, enquanto que nas alfabetizadas 19,34% fazem exclusiva e 38,07% praticam a complementar, apontando outros fatores responsáveis pela desistência.Desistem do aleitamento materno, principalmente, mulheres com gravidez precoce (adolescentes), mulheres com dificuldades em manter a amamentação na 1° semana decorrente das debilidades pós parto como cesarianas, fissuras de mama e desinformação. "Observe que entre as mulheres que fazem parto normal 21,64% praticam a amamentação exclusiva enquanto que 19,21% das pacientes de cesáreas têm o hábito." explica Francisco Luiz Gonzaga, secretário municipal de saúde.Os índices que também se diferem estão entre as mulheres na segunda gestação, se na primeira gravidez 17,03% das mulheres fazem amamentação exclusiva e 37,36% complementar, na segunda, o índice sobe para 22,56% AME e 38,41% AMC.Os dados levantados serão encaminhados a Secretaria Estadual de Saúde e servirão para um programa de ações e metas da Secretaria Municipal de Saúde além da formação de um banco de dados do município.
Fonte: Cosmo online
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Amamentação reduz risco genético de infecção de ouvido
escrito por: Tricia em às 9:16 AM.
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09/12/2006 - 07:10h
GALVESTON, EUA - A amamentação protege crianças que, por predisposição genética, são mais vulneráveis a infecções de ouvido, dizem pesquisadores da Universidade do Texas em Galveston. Cerca de 19% das crianças sofrem com uma tendência para infecções crônicas, a chamada otite média. Cientistas já sabiam que a genética desempenha um papel nessa propensão.
O estudo dos pesquisadores do Texas, publicado na edição de dezembro do periódico Pediatrics, examina amostras genéticas de 505 crianças, 60% das quais consideradas suscetíveis à infecção, porque haviam sofrido do problema antes dos seis meses de vida; haviam passado por três ou mais episódios da doença num período de seis meses; tinham sofrido quatro ou mais episódios em 12 meses; ou já haviam sofrido de seis ou mais episódios até os seis anos.
O principal autor do trabalho, Janak A. Patel, explica que duas variações genéticas foram identificadas como indicadoras de risco elevado para a infecção de ouvido. Em seguida, os cientistas determinaram que os efeitos dessas variações, que levam à produção excessiva de moléculas envolvidas no processo de inflamação e reduzem a eficácia do sistema imunológico, poderiam ser contrabalançados pela amamentação que, sabe-se, eleva a resistência imunológica.
FONTE:Jornal Imirante
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Campanha estimula doação de leite humano
escrito por: Tricia em quinta-feira, dezembro 07, 2006 às 3:26 PM.
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A campanha é feita por intermédio da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.
A madrinha da campanha deste ano é a atriz e humorista Heloísa Périssé, que emprestou a sua imagem e a do seu bebê para ilustrar os 80 mil folhetos e os 20 mil cartazes que estão sendo distribuídos a todos os estados brasileiros
A campanha visa estimular as lactentes saudáveis a doar o excesso de leite do peito, desde que não estejam usando medicamentos que impedem a doação, bem como repassar orientações sobre os cuidados a serem tomados na hora de armazenar o leite, a técnica para a retirada e as formas de conservação e suas validades.
O gesto de doar leite humano contribui para a redução da mortalidade infantil e para a melhora da qualidade de vida dos bebês beneficiados, aqueles que necessitam do leite para sobreviver e cujas mães não conseguem amamentar ou não têm leite suficiente para atender as necessidades dos filhos. No Brasil, 75.364 mulheres doam 122.261 litros de leite humano, contemplando 109.175 bebês, anualmente, em média, tomando por base dados do período de 2003 a 2005.
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MITOS FALSOS SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO
escrito por: Tricia em sexta-feira, dezembro 01, 2006 às 9:29 AM.
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Mito 1: Amamentar frequentemente reduz a produção de leite, produz um reflexo de ejecção débil e o fracasso da amamentação.
Realidade: Ainda que muitos bebés maiores possam receber a maior parte do leite nos primeiros cinco a dez minutos da mamada, isto não é regra geral a todas as crianças. Os recém-nascidos, que apenas estão a aprender a mamar, nem sempre são eficientes ao peito e geralmente necessitam de muito mais tempo para mamar. Poder mamar também depende do reflexo de descida do leite materno. Ainda que para muitas mães a descida do leite é quase imediata, para outras não. Em algumas mulheres, a descida de leite é escalonada, ocorre várias vezes durante uma só mamada. Em lugar de adivinhar, é melhor permitir que a criança mame até que mostre sinais de satisfação, tais como soltar o mamilo ou ter os braços e as mãos relaxadas.
Mito 4: As mães que amamentam devem espaçar as mamadas para que possam encher as mamas.
Realidade: Cada par mãe/filho é único e diferente. O corpo de uma mãe que amamenta está sempre a produzir leite. As suas mamas funcionam em parte como “depósitos de reserva”, alguns com maior capacidade que outros. Quanto mais vazia está a mama, mais rápido o corpo trabalhará para reabastecê-la. Quanto mais cheia está a mama, mais lenta será a produção de leite. Se uma mãe espera sistematicamente que suas mamas encham antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está a produzir leite em demasia e, por isso reduz a sua produção.
Mito 5: Na oitava semana a criança necessita apenas de seis a oito mamadas; aos três meses requer apenas de cinco a seis mamadas; e aos seis meses, não mais do que quatro a cinco mamadas ao dia.
Realidade: A frequência das mamadas varia de acordo com vários factores: a produção de leite da mãe e sua capacidade de armazenamento (as mães com mamas maiores em geral têm maior capacidade de armazenamento), assim como as necessidades de crescimento da criança. Os dias em que se produzem picos de crescimento (dias de maior frequência) ou a criança está doente, os padrões de mamada dos bebés podem mudar temporariamente. É importante ter em conta que o consumo calórico da criança aumenta ao final da mamada, assim impor limites arbitrários sobre a frequência ou duração das mamadas podem levar a um consumo muito baixo de calorias por parte da criança.
Mito 6: É a quantidade de leite que o bebé consome, que determina quanto tempo uma criança aguenta entre as mamadas, independentemente se é leite materno ou de fórmula.
Realidade: A quantidade de leite que uma mãe produz chega a seu ponto óptimo quando é permitido à criança sadia mamar tantas vezes quanto necessite. O reflexo de ejecção de leite opera mais fortemente em presença de um bom fornecimento de leite que normalmente ocorre quando se pratica uma amamentação a pedido, isto é, sem impor horários.
Mito 2: Uma mãe necessita amamentar somente de quatro a seis vezes em cada 24 horas para manter uma boa quantidade de leite.
Realidade: Estudos científicos mostram que quando uma mãe amamenta frequentemente desde que a criança nasce, com uma média de 9,9 vezes em cada 24 horas durante os primeiros quinze dias, a sua produção de leite é maior, a criança ganha mais peso e a mãe amamentará por um período mais longo. A produção de leite tem sido demonstrada estar relacionada com a frequência das mamadas. A quantidade de leite começa a diminuir quando as mamadas são pouco frequentes ou restringidas. Não se deve esquecer que muitos bebés recém-nascidos mamam cada hora e meia ou cada duas horas, o que é normal e frequente.
Mito 3: As crianças obtêm todo o leite que necessitam durante os primeiros cinco a dez minutos de mamada.
Realidade: Os bebés amamentados esvaziam o estômago mais rapidamente que os alimentados com biberão: aproximadamente uma hora e meia em vez de até quatro horas. Isto se deve ao tamanho muito menor das moléculas de proteínas que formam parte do leite materno, que são digeridas com maior rapidez. Ainda que a quantidade de leite consumido seja um dos factores que determina a frequência das mamadas, o tipo de leite é de igual importância. Estudos antropológicos dos leites produzidos pelos diversos tipos de mamíferos confirmam que os bebés humanos estão preparados para receber alimento com frequência e que assim tem sido feito através da história.
Mito 7: Nunca desperte o bebé que dorme.
Realidade: Ainda que seja verdade que a maioria dos bebés mostram quando tem fome, é possível que os recém-nascidos não acordem tão frequentemente quanto necessitem, por isso é necessário despertá-los para que mamem pelo menos oito vezes em cada 24 horas. Talvez não acordem por causa dos medicamentos que a mãe recebeu durante o parto, por icterícia, trauma, uso de chupeta, medicamentos maternos ou comportamento introvertido por parte dos bebés quando têm que esperar quando dão sinais de fome. Além do mais, as mães que querem aproveitar a infertilidade natural que produz a amenorreia durante a amamentação comprovam que o regresso da menstruação demora mais quando a criança continua a mamar de noite.
Mito 8: O metabolismo do bebé está desorganizado ao nascer e requer que se imponha uma rotina ou horário para ajudar a resolver esta desorganização.
Realidade: Os bebés nascem programados para mamar, dormir e ter períodos de vigília. Não é um comportamento desorganizado, mas um reflexo das necessidades únicas de cada recém-nascido. Com o decorrer do tempo os bebés adaptam-se gradualmente ao ritmo de vida do seu novo ambiente sem precisar de treino nem ajuda.
Mito 9: As mães que amamentam devem oferecer sempre ambas as mamas em cada mamada.
Realidade: É muito mais importante deixar que o bebé termine de mamar no primeiro lado antes de oferecer o segundo, ainda que isto signifique que recuse o segundo lado durante essa mamada. O último leite (que contém mais calorias) obtém-se gradualmente conforme a mama vai esvaziando. Ocorre que ao trocar-se de lado prematuramente, o bebé mamará apenas o primeiro leite, mais baixo em calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Como resultado, o bebé não se satisfará e perderá peso, e provavelmente terá cólicas. Apenas durante as primeiras semanas, muitas mães oferecem ambas as mamas em cada mamada para ajudar a estabelecer o fornecimento de leite.
Mito 10: Se um bebé não aumenta bem de peso, é porque o leite de sua mãe é de baixa qualidade.
Realidade: Os estudos mostram que mesmo as mulheres desnutridas são capazes de produzir leite de suficiente qualidade e quantidade para suprir as necessidades de crescimento do bebé. Na maioria dos casos, o pouco peso deve-se ao consumo insuficiente de leite materno devido a horários restritos, a uma inadequada sucção ou a um problema orgânico do bebé.
Mito 11: Quando uma mulher tem pouco leite, geralmente é devido ao stress, a fadiga ou ao baixo consumo de alimentos e de líquidos.
Realidade: As causas mais comuns de pouco leite são: mamadas pouco frequentes e/ou problemas com a pega e postura do bebé ao mamar. Ambos os problemas são devido em geral à informação incorreta que recebe a mãe que amamenta. Os problemas de sucção do bebé também podem afectar de forma negativa a quantidade de leite que a mãe produz. O stress, a fadiga ou a má nutrição raramente são causas de baixa produção de leite, já que o corpo humano desenvolveu mecanismos de sobrevivência para proteger o lactente em tempos de fome extrema.
Mito 12: Uma mãe deve tomar leite para produzir leite.
Realidade: Uma dieta saudável e balanceada que contenha verduras, frutas, cereais e proteínas é tudo o que uma mãe necessita para nutrir-se adequadamente e produzir leite. O cálcio pode ser obtido de uma grande variedade de fontes não relacionadas com lácteos, como os legumes, sementes, frutas secas e pescados como sardinha e salmão com espinha. Nenhum outro mamífero toma leite para produzir leite.
Mito 13: Sugar sem o propósito de alimentar-se (sucção não nutritiva) não tem objectivo.
Realidade: As mães com experiência em amamentação aprendem que os padrões de sucção e as necessidades de cada bebé variam. Ainda que as necessidades de sucção de alguns bebés sejam satisfeitas primordialmente quando mamam, outros bebés requerem mais sucção ao peito, mesmo quando tenham acabado de mamar a alguns minutos. Muitos bebés também mamam quando têm medo, quando se sentem sós ou quando sentem alguma dor.
Mito 14: As mães não devem ser a “chupeta” do filho.
Realidade: Consolar e suprir as necessidades de sucção ao peito é o que preparou a natureza para mães e filhos. As chupetas são um substituto da mãe quando ela não está. Outras razões para oferecer a mama para acalmar o bebé incluem um melhor desenvolvimento oral e facial, o prolongamento da amenorreia, evitar a confusão de sucção e estimular uma produção adequada de leite que assegure um índice mais elevado de êxito da amamentação. Além disso, um bebé tranquilo que encontra consolo em sua mãe, terá um desenvolvimento emocional fortalecido.
Mito 15: A confusão bico artificial-mamilo não existe.
Realidade: A alimentação ao peito e a alimentação por biberão requerem diferentes técnicas orais e motrizes. Como resultado, alguns bebés desenvolvem a confusão de sucção e usam técnicas não adequadas para mamar na mama quando lhe são oferecidos biberão e mama. Isto faz com que não sejam eficientes a mamar e por vezes causam fissuras nos mamilos.
Mito 16: A amamentação frequente pode dar lugar à depressão pós-parto.
Realidade: Acredita-se que a causa da depressão pós-parto sejam as alterações hormonais que se surgem depois do nascimento do bebé e que podem acentuar-se pela fadiga e pela falta de apoio. Entretanto, ocorre em mulheres que tenham apresentado problemas anteriores a gravidez. Por outro lado, sabe-se que as mulheres que amamentam apresentam com menos frequência depressão pós-parto.
Mito 17: Amamentar o bebé a livre pedido não facilita o vínculo materno.
Realidade: Responder de forma sensível e rápida aos sinais do bebé une a mãe ao seu filho, de tal maneira que eles se sincronizam, criando assim um vínculo maior. Paralelamente, um bebé que não chora porque é atendido prontamente, não gera situações de stress familiar devido ao seu pranto.
ImageMito 18: As mães que mimam muito os seus filhos e os levam muito nos braços, os deixam mal acostumados.
Realidade: Os bebés que são levados nos braços frequentemente choram menos horas ao dia e mostram maiores traços de segurança ao crescer. Os bebés necessitam da segurança dos braços de sua mãe mais do que imaginamos.
Mito 19: É importante que os demais membros da família alimentem o bebé para que também eles desenvolvam um vínculo.Image
Realidade: Alimentar o bebé não é a única forma com que os demais membros da família podem aproximar-se do bebé. Pegar, acariciar, dar banho e brincar com o bebé são muito importantes para o seu crescimento e desenvolvimento, assim como para o vínculo com os demais.
Mito 20: O fato de que seja o bebé quem dirige a sua alimentação (com a amamentação a livre pedido) tem um efeito negativo sobre a relação do casal.
Realidade: Os pais maturos dão-se conta de que as necessidades do recém-nascido são muito intensas, mas também, que diminuem com o tempo. De facto, o trabalho em equipe que se realiza ao cuidar de um recém-nascido pode unir o casal quando ambos aprendem a ser pais juntos.
Mito 21: Alguns bebés são alérgicos ao leite materno.
Realidade: O leite materno é a substância mais natural e fisiológica que o bebé pode ingerir. Se o bebé mostra sinais de sensibilidade relacionados com a alimentação, em geral deve-se a alguma proteína alheia (dieta da mãe) que conseguiu entrar no leite materno, e não ao leite materno em si. Isto soluciona-se facilmente eliminando o alimento ofensivo da dieta materna durante um tempo.
Mito 22: A amamentação muito frequente causa obesidade no bebé quando ele cresce.
Realidade: Estudos científicos mostram que os bebés amamentados autocontrolam os seus padrões alimentares e a quantidade que ingerem, já que tendem a consumir a quantidade de leite adequada para seu próprio organismo. É a alimentação com leite artifical e a introdução precoce de alimentos complementares a causa dos que se vêem afectados de obesidade ao crescer, não o aleitamento natural.
Mito 23: Dar de mamar quando o bebé está deitado causa infecções de ouvido.
Realidade: Por ser o leite materno um fluido vivo e cheio de anticorpos e imunoglobulinas, o bebé que mama tem menor probabilidade de desenvolver infecções de ouvido, independentemente da postura que utilize. Quando a mãe amamenta sentada, o bebé também está na posição horizontal em seus braços. Além do mais, a disposição dos músculos no momento de sugar fecha a comunicação com o ouvido.
Mito 24: A amamentação prolongada por mais de 12 meses fica sem valor, já que a qualidade do leite materno começa a diminuir a partir dos seis meses de vida.
Realidade: A composição do leite materno muda de acordo com as necessidades do bebé conforme este cresce. Mesmo quando o bebé já é capaz de receber outro tipo de alimento, o leite materno é a sua fonte primordial de nutrição durante os primeiros doze meses. Converte-se em complemento dos alimentos ao segundo ano de vida. Além disso, o sistema imunológico do bebé demora entre dois e seis anos para se completar. O leite materno continua a complementar e a ajudar o sistema imunetário enquanto o bebé mamar.
Investigações recentes mostram que o leite materno é mais rico em gordura e energia depois de um ano de amamentação: contém quase 12% mais calorias que o leite de uma mãe de um recém-nascido. Ocorre da mesma maneira com os factores protectores.
Fonte: Bionascimento
Liga La Leche
Lisa Marasco
Illinois, Estados Unidos.
Nuevo Comienzo Out.-Dez/2005
Tradução Brasileira: Pajuçara Marroquim
Adaptação Portuguesa: BioNascimento
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O novo estudo mostra que os bebés amamentados por mais de seis meses têm significativamente melhor saúde mental na infância.
O estudo realizado pelo Telethon Institute for Child Health Research, baseou-se no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de mais de 2500 crianças da Austrália Ocidental, nos últimos 16 anos.
A investigadora Drª. Wendy Oddy diz existir uma crescente evidência de que os factores bioactivos existentes no leite materno desempenham um papel importante no rápido desenvolvimento cerebral que ocorre no primeiro ano de vida.
“Mesmo quando os valores são ajustados tendo em conta factores parentais como: situação sócio-económica, educação, felicidade e funcionamento familiar, verificamos que as crianças que foram amamentadas até aos 6 meses apresentam um risco menor de problemas de saúde mental” comenta a Drª. Oddy.
O estudo descobriu que crianças que foram amamentadas menos que seis meses comparadas com as que foram seis ou mais meses tiveram um aumento de risco de problema de saúde mental de 52% até aos dois anos de idade, de 55% até aos 6 anos, aos 8 anos o aumento de risco foi de 61%, enquanto que aos 10 anos o aumento de risco foi de 37%.
A analise é baseada numa checklist de comportamento infantil reconhecida cientificamente, que avalia o comportamento das crianças do estudo, aos 2;6;8 e 10 anos.
Drª. Oddy revela que as crianças que foram amamentadas tinham particularmente taxas mais baixas de delinquência, agressividade e comportamento anti-social, e de uma forma geral eram menos deprimidas, ansiosas ou isoladas
“Estes resultados são evidências fortíssimas para que seja dado melhor apoio ás mães, para que amamentem por mais tempo”, diz a autora do estudo.
Fonte:
Telethon Institute for Child Health Research
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uma história de amor
escrito por: Tricia em terça-feira, novembro 28, 2006 às 1:30 PM.
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Marcelo Abreu
Da equipe do Correio
Como milagre, começa essa história. E ele, o milagre não esperado, veio jorrando, farto, vigoroso como a própria vida. Nos braços da mulher, a prova inquestionável do feito. Joana D´Arc Dias Costa não se contém. E se pergunta, cada vez que sente o milagre pulsando do seu corpo: "Será que estou vivendo isso mesmo, meu Deus?" Ao sentir o filho sugando o seu peito, ela tem certeza de que não é apenas um sonho.
Essa história era improvável. Até o dia em que o marido, perplexo, indagou à mulher, enquanto ela dava o peito ao filho: "O que é isso branco no canto da boca dele?" Joana tomou um susto. E comprovou, experimentando o próprio líquido: "É leite". E repetiu, como se ela mesma não pudesse acreditar no que seus olhos viam e sua boca sentia: "É leite, é o meu leite…"
Às vésperas de completar 47 anos, entrando na menopausa e com consulta marcada para ver a taxa de hormônios e começar o tratamento de reposição, Joana amamentava o filho recém-nascido. Detalhe: ela não o pariu. Adotado aos sete dias de nascido, o bebê, ao primeiro contato com a mãe adotiva, procurou o seu peito. Ele chorava muito. Eram noites insones e de completa impotência. Havia anos Joana não sabia o que era aquilo. Para acalmá-lo, ela o deixava sugar o peito. "Aí ele parava de chorar e dormia", lembra. Ao sugar o peito da mãe, ela lhe contava historinhas. Embalava-o com músicas de ninar. Às vezes, exaustos, dormiam mãe e filho, juntos.
E assim se passaram 15 dias. No peito da mãe, a mesma procura, o mesmo acalanto. Era o refúgio do bebê adotado. Quando ele completou um mês, numa noite, sem pedir licença, o leite jorrou do peito de Joana. E veio forte. As quatro filhas biológicas, com idades que variam de 21 a 26 anos, também não acreditaram. Nem o marido. E o recém-nascido, indiferente ao espetáculo da vida que protagonizava, mamou com sofreguidão. E o choro coletivo fez aquela família de Taguatinga soluçar.
O miudinho mamou tanto, que chorou ao largar os seios fartos da mãe. Aos 47 anos, sem ter ficado grávida e com a última filha nascida há mais de duas décadas, Joana estava amamentando uma criança. Naquela noite, em lágrimas, ela entendeu o milagre que batia à sua porta. O nome dele? Lucas de Jesus. Local de nascimento: São José da Tapera, em Alagoas, a 240km da capital Maceió, um dos municípios mais pobres do país, segundo dados do IBGE. É lá que começa essa história de milagre.
No dia 14 de maio deste ano, Dia das Mães, Lucas nasceu. A mãe, uma moça de 25 anos, solteira, agricultora no sertão, havia acabado de dar à luz o quarto filho. E estava decidida. Não ficaria com o bebê. Alegou falta de condições materiais para criá-lo. A pobreza a atormentava. Em janeiro, Joana, o marido, as filhas e um grupo de voluntários da igreja onde congregam, foram ao sertão de São José da Tapera. Há 10 anos, ela coordena um trabalho de ajuda aos que nada têm. Eles enchem um ônibus de mantimentos, todos de doação, e vão até cidades bem distantes e miseráveis do país.
Lição de sabedoria
A vida testou Joana desde que nasceu, em Teresina, no Piauí. Filha de um homem que consertava bicicletas e de uma costureira, tudo sempre lhe foi muito difícil. Para estudar numa escola particular da cidade, as madres superioras, muito compadecidas, fizeram-lhe uma contrapartida. Ela limparia os banheiros, faria a faxina das salas e ganharia uma bolsa de estudos. Sem hesitar, a menina aceitou. E limpou chão e lavou banheiros, todos os dias. As amigas da escola elegante não queriam sentar-se perto dela. Motivo? Ela era negra e pobre. Limpava chão.
Um dia, a menina mirradinha de olhar curioso deixou Teresina. Veio morar em Brasília, sonhando com os estudos. Parou na casa de parentes. E aqui, com dificuldade, formou-se em pedagogia. E jurou a si mesma que levaria educação e cidadania aos mais necessitados. Casou-se, vieram as filhas e, juntos com amigos da igreja, criaram o Projeto Jesus Expansão do Amor. Há quase 10 anos, sempre em julho e janeiro, o grupo percorre os lugares mais miseráveis do Brasil promovendo cursos de alfabetização, reciclagem, noções de saúde e prevenção de doenças. Levam o que de melhor o ser humano pode receber: cidadania.
Voltemos, então, ao último dia 14 de maio, domingo das mães. O telefone da casa confortável e espaçosa de Joana, em Taguatinga, toca. Era uma funcionária do fórum de São José da Tapera. Conta-lhe que uma moça havia acabado de dar à luz e que iria deixar o bebê para adoção. No dia seguinte, na segunda-feira, depois de uma bateria de exames, Joana se submeteria a uma plástica nos seios, para corrigir a flacidez causada pela própria idade.
A família se reuniu. As quatro filhas e o marido, Carlos Alberto Silva, 44, deixaram com ela a decisão final. No dia seguinte, insone, Joana decidiu: adiaria a plástica e partiria em busca daquela criança. Na mesma segunda-feira, o casal partiu para a distante São João da Tapera. De avião, chegaram até Maceió, depois, horas de estrada até a cidadezinha.
Diante do juiz, a moça, que não teve contato com Joana e Carlos, ratificou o que dissera assim que o bebê nasceu. Não queria aquela criança, o então companheiro, além de mandar que ela abortasse, ainda a deixou sozinha, com outros três filhos para criar. O juiz a fez entender que a decisão tiraria dela todos os direitos sobre o filho. A moça estava decidida. E entregou o bebê à adoção.
Novos pais
Aos sete dias de vida, Lucas – nome dado pela mãe biológica nas 24 horas em que manteve contato com a criança – chegou às mãos de Joana. "Na hora que o peguei no colo, senti amor igual ao das minhas quatro filhas. Era como se eu mesma tivesse dado à luz." Mãe e pai voltaram a Brasília com o bebê no colo. As filhas os esperavam com festa. Mas, até então, só havia a guarda provisória. "Mantivemos o mesmo nome porque não sabíamos quanto tempo ele ficaria conosco. Nem se o juiz nos concederia a guarda definitiva. E além disso já havia uma certidão de nascimento, só com o nome da mãe biológica", explica ela.
Com um mês, o leite encheu os seios de Joana. Aumentou-lhe o volume. Deixou-os fartos. "Senti a mesma coisa quando tive minhas filhas." Em agosto, os pais adotivos voltaram a São José da Tapera. E lá, diante do mesmo juiz, receberam a guarda definitiva do bebê. Ele virou Lucas de Jesus Dias Costa. Hoje, aos seis meses, pesa 9kg e mede 70cm. E já está na natação. Nunca adoeceu, nem mesmo uma gripe. É um touro. O médico comprovou que o leite de Joana é forte e tem todos os nutrientes de que uma criança precisa. E o danado mama todos os dias. Abre o bocão quando tem que parar. "A dieta do pediatra, agora, inclui sopinhas e mingau. Mas ele só quer o peito", gaba-se Joana, entre risos e lágrimas.
No fim da manhã de ontem, Joana amamentava o filho. Enquanto sugava o peito da mãe, Lucas acariciava-lhe o rosto com as mãozinhas gordas. Emocionada, ela deixou escapar: "Quando me preparava para ser avó, virei mãe. Eu agradeço todo dia por esse milagre. Nós é que fomos ajudados por ele". E admite: "Eu choro mesmo, todo dia, mas de felicidade". Na vida de Joana, quase tudo foi improvável. Até fazer jorrar leite, quando leite não havia mais.
FONTE:Correio Brasiliense
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Bebês amamentados crescem mais felizes
escrito por: Tricia em sexta-feira, novembro 17, 2006 às 11:57 AM.
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09 de novembro de 2006 (Bibliomed).
Crianças amamentadas por suas mães, por pelo menos seis meses, têm uma saúde mental "significativamente melhor", do que aquelas que não foram amamentadas. Além disso, têm uma menor probabilidade de exibir problemas como comportamento anti-social e delinqüência.
Estas são as conclusões de um estudo realizado pelo Telethon Institute for Child Health Research em Perth, na Austrália. Os investigadores acompanharam o crescimento e o desenvolvimento de mais de 2.500 crianças australianas, durante os últimos dezesseis anos. Os investigadores disseram que o leite materno parece representar um papel importante no crescimento do cérebro, durante o primeiro ano de vida de uma criança.
A pesquisa verificou, que crianças que foram amamentadas por menos de seis meses, tinham uma probabilidade 55% maior de ter problemas de saúde mental ao atingirem os 6 anos de idade, quando comparadas com as amamentadas por 6 meses ou mais. O estudo também observou que crianças que não foram amamentadas durante seis meses ou mais, tinham uma probabilidade 61% maior de exibir problemas de comportamento anti-social, ao redor dos 8 anos.
O comunicado do Instituto pode ser encontrado no endereço http://www.ichr.uwa.edu.au/news/news.lasso?id=213
Fonte: Telethon Institute for Child Health Research.
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