Planos de saúde: saiba o que vai mudar
escrito por: Tricia em segunda-feira, janeiro 14, 2008 às 7:48 PM.
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Cobertura obrigatória aumentará a partir de abril deste ano
A partir do dia 2 de abril, todos os planos de saúde contratados após 1º de janeiro de 1999 (26 milhões de contratos) deverão estar adaptados às novas normas que ampliam os procedimentos médicos oferecidos. A Resolução Normativa 167, com as alterações, foi publicada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) quinta-feira no Diário Oficial da União.
Cerca de cem procedimentos foram incluídos. Com isso, a lista chegou a 2.973 itens. Quem tem plano anterior, mas adaptado, também deverá ser alcançado.
Entre serviços incluídos estão a cirurgia de catarata, procedimentos para anticoncepção como a colocação do DIU (dispositivo intra-uterino), a laqueadura de trompas e a vasectomia, desde que o paciente tenha dois filhos e mais de 25 anos.
Entre as novidades também estão a cobertura ambulatorial a atendimentos de terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e psicoterapia. Porém, o número autorizado de atendimento é reduzido. No caso das sessões de psicoterapia, por exemplo, são apenas 12 consultas por ano.
A nova cobertura também vai permitir mamografia digital para mulheres com menos de 50 anos. Visando a prática do parto humanizado será permitido o procedimento parto feito por enfermeira obstétrica, e garantida a presença de um acompanhante durante toda a estadia da gestante no hospital.
Segundo a ANS, no caso do DIU, os custos do próprio dispositivo, em seu modelo convencional (não-hormonal), também estão assegurados. Novas tecnologias em procedimentos cirúrgicos e em exames laboratoriais também estão nas novas regras. Incluem-se aí alguns testes genéticos de alto custo, para a detecção de doenças raras, e as videolaparoscopias (cirurgias por meio da introdução de uma pequena câmera).
De acordo com a ANS, outro novo procedimento com cobertura é a mamotomia, espécie de biópsia a vácuo guiada por raio X ou ultra-som, indicada para nódulos mamários menores que dois centímetros e com maiores suspeitas de malignidade.
Mensalidades devem subir
Arlindo de Almeida, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), que reúne as operadoras de planos de saúde, disse que as mensalidades podem aumentar de 8% a 10% este ano por causa da ampliação dos serviços determinada pela ANS.
“A maior preocupação é o custo para os planos de saúde e para os beneficiários. A introdução desses procedimentos vai gerar custos para as empresas. Isso pode causar desequilíbrio financeiro nas empresas e aumento das mensalidades dos planos de 8% a 10%, dificultando ainda mais a aquisição pelos brasileiros, que já enfrentam problemas para ter um plano”, disse.
Segundo ele, o percentual de aumento depende da operadora e do hospital ao qual ela é conveniada. O impacto deve ser repassado ao usuário em 2009.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
A partir do dia 2 de abril, todos os planos de saúde contratados após 1º de janeiro de 1999 (26 milhões de contratos) deverão estar adaptados às novas normas que ampliam os procedimentos médicos oferecidos. A Resolução Normativa 167, com as alterações, foi publicada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) quinta-feira no Diário Oficial da União.
Cerca de cem procedimentos foram incluídos. Com isso, a lista chegou a 2.973 itens. Quem tem plano anterior, mas adaptado, também deverá ser alcançado.
Entre serviços incluídos estão a cirurgia de catarata, procedimentos para anticoncepção como a colocação do DIU (dispositivo intra-uterino), a laqueadura de trompas e a vasectomia, desde que o paciente tenha dois filhos e mais de 25 anos.
Entre as novidades também estão a cobertura ambulatorial a atendimentos de terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e psicoterapia. Porém, o número autorizado de atendimento é reduzido. No caso das sessões de psicoterapia, por exemplo, são apenas 12 consultas por ano.
A nova cobertura também vai permitir mamografia digital para mulheres com menos de 50 anos. Visando a prática do parto humanizado será permitido o procedimento parto feito por enfermeira obstétrica, e garantida a presença de um acompanhante durante toda a estadia da gestante no hospital.
Segundo a ANS, no caso do DIU, os custos do próprio dispositivo, em seu modelo convencional (não-hormonal), também estão assegurados. Novas tecnologias em procedimentos cirúrgicos e em exames laboratoriais também estão nas novas regras. Incluem-se aí alguns testes genéticos de alto custo, para a detecção de doenças raras, e as videolaparoscopias (cirurgias por meio da introdução de uma pequena câmera).
De acordo com a ANS, outro novo procedimento com cobertura é a mamotomia, espécie de biópsia a vácuo guiada por raio X ou ultra-som, indicada para nódulos mamários menores que dois centímetros e com maiores suspeitas de malignidade.
Mensalidades devem subir
Arlindo de Almeida, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), que reúne as operadoras de planos de saúde, disse que as mensalidades podem aumentar de 8% a 10% este ano por causa da ampliação dos serviços determinada pela ANS.
“A maior preocupação é o custo para os planos de saúde e para os beneficiários. A introdução desses procedimentos vai gerar custos para as empresas. Isso pode causar desequilíbrio financeiro nas empresas e aumento das mensalidades dos planos de 8% a 10%, dificultando ainda mais a aquisição pelos brasileiros, que já enfrentam problemas para ter um plano”, disse.
Segundo ele, o percentual de aumento depende da operadora e do hospital ao qual ela é conveniada. O impacto deve ser repassado ao usuário em 2009.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
Marcadores: maternidades, parto humanizado, planos de saude, politica
Gestantes e médicos buscam humanização do parto
escrito por: Tricia em segunda-feira, maio 14, 2007 às 3:06 PM.
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Gestantes e médicos buscam humanização do parto Tássia
Novaes
Anne brinca com a filha
Clarissa Borges
A experiência da maternidade para a consultora cultural Anne Sobotta, 37,
sofreu total influência de sua filosofia de vida. Praticante e professora de
yoga há 3 anos, quando engravidou da pequena Jada, hoje com 7 meses, Anne
começou a se preocupar em ter uma gravidez mais tranqüila. Foi assim que
conheceu as técnicas de yoga para gestantes com a americana Karen Prior.
Depois do nascimento da primeira filha, está pronta para transmitir o que
aprendeu.
Controlar a respiração, fortalecer os músculos do quadril e pernas para o
momento do parto e preparar a coluna para o peso da barriga são alguns dos
benefícios que podem ser conseguidos através da prática. Durante a gravidez,
Anne dava aulas a outras futuras mamães e ensinava, entre outras coisas, as
melhores posições para dormir e exercícios especiais para a região
abdominal.
Além das técnicas de yoga, a consultora optou por um parto humanizado –
procedimento caracterizado por uma série de práticas que visam naturalizar
ao máximo o momento do nascimento. Jada veio ao mundo em casa, dentro de uma
piscina com água aquecida, sem macas, aparelhos cirúrgicos, ou qualquer
coisa que lembrasse um hospital. Anne conta que a opção pelo parto normal
veio naturalmente. "Não tinha porque fazer uma cesariana, e o parto normal é
melhor para a mulher e a criança", afirma.
Para a médica obstetra Marilena Pereira, que acompanhou o nascimento da
única filha de Anne, optar pelo parto domiciliar é uma questão de mudança de
postura. "Não é só uma questão do lugar, mas da conduta do obstetra também",
diz. Ela afirma que a grande diferença é que, em casa, a gestante tende a se
sentir mais à vontade, pode andar, ter por perto pessoas da família ou
amigos mais próximos e, principalmente, escolher a melhor posição no momento
de dar à luz.
A médica, que realiza partos em domicílio há 15 anos, afirma que as mulheres
que a procuram são, geralmente, aquelas mais preocupadas com a humanização,
consciência ecológica e com uma visão de mundo peculiar. A escolha pelo
parto na água faz parte deste estilo de vida. "A água diminui as contrações,
relaxa os músculos, encurta o período do trabalho de parto e favorece a
posição vertical, considerada a melhor tanto para a mulher quanto para o
bebê", explica.
Além dos benefícios durante o parto, algumas mulheres que preferem parir na
água acreditam em vantagens para o recém-nascido. É o caso da veterinária
Adriana Cavalcanti, 40. "Eu não queria entrar num hospital para parir, minha
opção era um parto mais natural possível", revela. Marina, sua única filha,
não nasceu no meio aquático devido a uma redução da pressão arterial da mãe,
mas todo o trabalho de parto foi submerso. A pequena permaneceu em contato
com a água em aulas de natação infantil na mesma clínica onde veio ao mundo.
Após 16 anos, a mãe acredita que fez um bem à filha. "Com um ano, ela já
nadava, nunca teve nenhum problema respiratório ou alérgico e é muito
saudável", conta. Apesar de ter passado 20 horas em trabalho de parto,
Adriana recomenda o procedimento. "É fantástico, a água relaxa muito, mas
tem que ter uma preparação psicológica antes", opina.
Embora não existam estatísticas que provem o aumento da busca pelo parto
humanizado, seja em domicílio, em casa, de cócoras ou na água, cada vez mais
especialistas se dedicam à prática e surgem serviços especializados. As
gestantes que se interessarem pelo assunto devem, antes de tudo, conversar
com um obstetra.
A médica Marilena Pereira explica que muitas mulheres acreditam que o parto
na água seja melhor porque o bebê encontra fora da barriga um ambiente mais
parecido com o útero. Para ela, o maior benefício é a comodidade no trabalho
de parto. Ela alerta, entretanto, para os cuidados que devem nortear o
procedimento. "Eu só acompanho um parto domiciliar se ele tiver uma evolução
muito boa e sempre levo todos os equipamentos necessários", explica. Se o
parto apresentar qualquer complicação, Marilena recomenda a ida a um
hospital.
Fonte: A Tarde
Novaes
Anne brinca com a filha
Clarissa Borges
A experiência da maternidade para a consultora cultural Anne Sobotta, 37,
sofreu total influência de sua filosofia de vida. Praticante e professora de
yoga há 3 anos, quando engravidou da pequena Jada, hoje com 7 meses, Anne
começou a se preocupar em ter uma gravidez mais tranqüila. Foi assim que
conheceu as técnicas de yoga para gestantes com a americana Karen Prior.
Depois do nascimento da primeira filha, está pronta para transmitir o que
aprendeu.
Controlar a respiração, fortalecer os músculos do quadril e pernas para o
momento do parto e preparar a coluna para o peso da barriga são alguns dos
benefícios que podem ser conseguidos através da prática. Durante a gravidez,
Anne dava aulas a outras futuras mamães e ensinava, entre outras coisas, as
melhores posições para dormir e exercícios especiais para a região
abdominal.
Além das técnicas de yoga, a consultora optou por um parto humanizado –
procedimento caracterizado por uma série de práticas que visam naturalizar
ao máximo o momento do nascimento. Jada veio ao mundo em casa, dentro de uma
piscina com água aquecida, sem macas, aparelhos cirúrgicos, ou qualquer
coisa que lembrasse um hospital. Anne conta que a opção pelo parto normal
veio naturalmente. "Não tinha porque fazer uma cesariana, e o parto normal é
melhor para a mulher e a criança", afirma.
Para a médica obstetra Marilena Pereira, que acompanhou o nascimento da
única filha de Anne, optar pelo parto domiciliar é uma questão de mudança de
postura. "Não é só uma questão do lugar, mas da conduta do obstetra também",
diz. Ela afirma que a grande diferença é que, em casa, a gestante tende a se
sentir mais à vontade, pode andar, ter por perto pessoas da família ou
amigos mais próximos e, principalmente, escolher a melhor posição no momento
de dar à luz.
A médica, que realiza partos em domicílio há 15 anos, afirma que as mulheres
que a procuram são, geralmente, aquelas mais preocupadas com a humanização,
consciência ecológica e com uma visão de mundo peculiar. A escolha pelo
parto na água faz parte deste estilo de vida. "A água diminui as contrações,
relaxa os músculos, encurta o período do trabalho de parto e favorece a
posição vertical, considerada a melhor tanto para a mulher quanto para o
bebê", explica.
Além dos benefícios durante o parto, algumas mulheres que preferem parir na
água acreditam em vantagens para o recém-nascido. É o caso da veterinária
Adriana Cavalcanti, 40. "Eu não queria entrar num hospital para parir, minha
opção era um parto mais natural possível", revela. Marina, sua única filha,
não nasceu no meio aquático devido a uma redução da pressão arterial da mãe,
mas todo o trabalho de parto foi submerso. A pequena permaneceu em contato
com a água em aulas de natação infantil na mesma clínica onde veio ao mundo.
Após 16 anos, a mãe acredita que fez um bem à filha. "Com um ano, ela já
nadava, nunca teve nenhum problema respiratório ou alérgico e é muito
saudável", conta. Apesar de ter passado 20 horas em trabalho de parto,
Adriana recomenda o procedimento. "É fantástico, a água relaxa muito, mas
tem que ter uma preparação psicológica antes", opina.
Embora não existam estatísticas que provem o aumento da busca pelo parto
humanizado, seja em domicílio, em casa, de cócoras ou na água, cada vez mais
especialistas se dedicam à prática e surgem serviços especializados. As
gestantes que se interessarem pelo assunto devem, antes de tudo, conversar
com um obstetra.
A médica Marilena Pereira explica que muitas mulheres acreditam que o parto
na água seja melhor porque o bebê encontra fora da barriga um ambiente mais
parecido com o útero. Para ela, o maior benefício é a comodidade no trabalho
de parto. Ela alerta, entretanto, para os cuidados que devem nortear o
procedimento. "Eu só acompanho um parto domiciliar se ele tiver uma evolução
muito boa e sempre levo todos os equipamentos necessários", explica. Se o
parto apresentar qualquer complicação, Marilena recomenda a ida a um
hospital.
Fonte: A Tarde
Marcadores: humanização, parto humanizado
Curso de Humanização ONLINE
escrito por: Tricia em sexta-feira, abril 13, 2007 às 7:57 PM.
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CURSO HUMANIZAÇÃO ON LINE
HUMANIZAÇÃO DA GESTAÇÃO, PARTO E PÓS-PARTO
Construindo uma humanização com consciência
Gestação, Parto, Pós-parto, Recém-nascido, Paternidade, a Nova Identidade da Mulher e da Família.
Conteúdo: o curso aborda desde aspectos técnicos até questões atuais da humanização; introduz aos conhecimentos básicos da fisiologia da gestação, parto e pós-parto e aos saberes tradicionais; promove a abordagem crítica, inclui iniciação à compreensão simbólica e psicológica dos temas tratados. Campos do saber abordados: Medicina e Obstetrícia, Fisioterapia, Nutrição, Sociologia, Psicanálise e Filosofia.
Público alvo: profissionais da área de saúde que queiram atualizar e/ou ampliar seus conhecimentos na área da gestação, parto e pós-parto (incluindo a paternidade); interessados em geral.
Datas: de 02 de Maio a 18 de Dezembro de 2007
Inscrições: até dia 30/04/2007
Certificado final
Organização e promoção: ONG Amigas do Parto
Inscrições: curso@amigasdoparto.org.br
Programação completa e valores:
clique aqui
HUMANIZAÇÃO DA GESTAÇÃO, PARTO E PÓS-PARTO
Construindo uma humanização com consciência
Gestação, Parto, Pós-parto, Recém-nascido, Paternidade, a Nova Identidade da Mulher e da Família.
Conteúdo: o curso aborda desde aspectos técnicos até questões atuais da humanização; introduz aos conhecimentos básicos da fisiologia da gestação, parto e pós-parto e aos saberes tradicionais; promove a abordagem crítica, inclui iniciação à compreensão simbólica e psicológica dos temas tratados. Campos do saber abordados: Medicina e Obstetrícia, Fisioterapia, Nutrição, Sociologia, Psicanálise e Filosofia.
Público alvo: profissionais da área de saúde que queiram atualizar e/ou ampliar seus conhecimentos na área da gestação, parto e pós-parto (incluindo a paternidade); interessados em geral.
Datas: de 02 de Maio a 18 de Dezembro de 2007
Inscrições: até dia 30/04/2007
Certificado final
Organização e promoção: ONG Amigas do Parto
Inscrições: curso@amigasdoparto.org.br
Programação completa e valores:
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Marcadores: dicas, eventos, humanização, parto humanizado
Maternidade é premiada por parto humanizado
escrito por: Débora, em quarta-feira, dezembro 13, 2006 às 3:27 PM.
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A maternidade do Hospital Dom Moura, no município de Garanhuns, agreste de Pernambuco, foi uma das quatro unidades do país que receberam nesta semana o prêmio Galba de Araújo, instituído pelo Ministério da Saúde. A maternidade implantou projetos de redução da mortalidade infantil e humanização do parto.Os outros premiados foram o Hospital Santa Marcelina, de São Paulo, a Maternidade Maria Barbosa, de Montes Claros (MG), e a Maternidade Lucila Ballalai, de Londrina (PR).O diretor da maternidade de Pernambuco, Hudson de Moura, recebeu R$ 50 mil e uma placa comemorativa. Ele informou que o dinheiro será destinado à manutenção de projetos já desenvolvidos na maternidade para dar maior segurança às gestantes antes, durante e depois do parto. Uma das iniciativas é o programa Renascer, que oferece testes de detecção de doenças sexualmente transmissíveis e aids para proteger bebês de pais soropositivos.Todos as crianças nascidas na maternidade do Hospital Dom Moura já vão para casa com a certidão de nascimento. Além disso, o local oferece apartamentos individuais, sala de espera com música ambiente, aparelhos de massagem e equipamento para prática de exercícios antes do parto. Apesar de também realizar cesarianas, a maternidade prioriza o parto normal.A premiação foi realizada na última quinta-feira (7), em Brasília.
Publicado em 09/12/2006.Fonte: Pernambuco.com
Marcadores: parto humanizado, parto normal
Pegue a pipoca, o neném já vai nascer!
escrito por: Tricia em terça-feira, dezembro 05, 2006 às 9:29 AM.
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Publicada em 05/12/2006 às 09h20m
Marcelle Carvalho – Extra
RIO - Júlia Carrera está em contagem regressiva. Grávida de 37 semanas, a intérprete de Tatiana, a fonoaudióloga de Clara (Joana Mocarzel) em "Páginas da vida", vai viver uma experiência inédita: ela dará à luz sua filha Valentina na novela.
Estou animada e, ao mesmo tempo, com um frio na barriga. A gente brinca que Valentina já vai nascer uma estrela — diz Júlia, que também é mãe de Nicolas, de 3 anos.
Casada com o ator Bruce Gomlevsky — que entra na novela como marido de Tatiana, mas vivendo ele mesmo — a atriz conta que terá parto normal e que a previsão é entre os dias 12 e 18 de dezembro. E será uma correria quando ela começar a sentir as dores.
Quando eu entrar em trabalho de parto, minha obstetra e a equipe da novela serão avisadas para correrem para a clínica São José — explica Júlia, que, na trama, terá o bebê com Helena (Regina Duarte).
Apesar de ter um momento íntimo exposto em rede nacional, a atriz afirma que está tranqüila: — A oportunidade é única para qualquer atriz. E confio no bom gosto do Maneco (o autor Manoel Carlos).
FONTE: O Globo
Marcadores: midia, parto humanizado
o Luis Fernando Nasceu!
escrito por: Tricia em segunda-feira, dezembro 04, 2006 às 2:35 PM.
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só pra registrar minha felicidade... hoje de manhã nasceu o filho de uma grande amiga minha!
Nasceu as 8:20h da manhã após um trabalho de parto de apenas 8 horas. O parto foi de cócoras, no hospital, totalmente sem intervenções. Emocionante!!!!!!!!
Vale ressaltar que um acontecimento desses aqui no Ceará é mais raro do que ver o Papa no Brasil. A médica que assistiu tudo foi a Dra Bárbara Schwermann, que assumiu o papel de boa parteira e fez valer a vontade da mãe no hospital.
=)
tô babando até agora...
Mas, não posso negar que tô chateada por ter perdido esse espetáculo (tinha um outro compromisso inadiável no mesmo horário), poxa! Será possivel!? hehehe
Nasceu as 8:20h da manhã após um trabalho de parto de apenas 8 horas. O parto foi de cócoras, no hospital, totalmente sem intervenções. Emocionante!!!!!!!!
Vale ressaltar que um acontecimento desses aqui no Ceará é mais raro do que ver o Papa no Brasil. A médica que assistiu tudo foi a Dra Bárbara Schwermann, que assumiu o papel de boa parteira e fez valer a vontade da mãe no hospital.
=)
tô babando até agora...
Mas, não posso negar que tô chateada por ter perdido esse espetáculo (tinha um outro compromisso inadiável no mesmo horário), poxa! Será possivel!? hehehe
Marcadores: ceará, depoimento, parto humanizado, parto natural
Parto muda e novas técnias revolucionam relação entre mãe e filho
escrito por: Débora, em sexta-feira, dezembro 01, 2006 às 12:17 PM.
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JANAINA FIDALGO da Folha Online
Você já ouviu falar em parto humanizado? Já pensou em fazer um parto na água ou em posição de cócoras? Sabia que o melhor é o parto natural? Estas técnicas estão no meio de um emaranhado de outras maneiras que fizeram o parto evoluir com o tempo e que começam a revolucionar a idéia de dor na hora de dar à luz -um dos maiores temores.Ser mãe é um sonho alimentado por muitas mulheres, mas é preciso se preparar para receber o bebê, escolhendo inclusive o melhor jeito de trazê-lo ao mundo. Os cuidados servem para que a criança nasça saudável e para que a mulher permaneça bem, com uma alimentação saudável, praticando atividades físicas, evitando o aumento excessivo de peso, cuidando da pele e sabendo lidar com possíveis alterações psicológicas.
O parto na água, ainda pouco difundido no Brasil, é uma das alternativas para amenizar a dor do parto: respeita o tempo que o bebê precisa para nascer e aumenta o contato entre pai, mãe e filho."O parto natural não é um modismo, mas um direito que as mulheres têm e que está sendo negado a elas. Ele traz benefícios em todos os níveis, da experiência pessoal ao desenrolar do próprio parto. Não digo que o parto na água seja para todas as gestantes, mas deve ser uma opção viável para aquelas que queiram", afirma o ginecologista e obstetra Adailton Salvatore Meira, especialista em partos na água.O efeito relaxante da água reduz as sensações de dor provocadas pelas contrações que ocorrem durante o trabalho de parto e descontrai a musculatura do períneo -espécie de músculo que oferece resistência à saída da criança no momento do nascimento. Outro aspecto positivo é a segurança que a gestante sente quando está dentro da banheira.
"A água é como um analgésico. Ameniza a sensação dolorosa porque diminui o peso gravitacional. O corpo fica mais leve e, consequentemente, o bebê pesando menos é empurrado com mais facilidade", diz Meira. Nesse tipo de parto, a gestante fica dentro de uma banheira, coberta completamente por água a uma temperatura que varia de 36º a 37º. "Tive muitas contrações, mas quando entrei na banheira as dores melhoraram 50% porque a água alivia", diz a veterinária Tatiana Monreal Dal Fabbro, 34, que deu à luz o seu segundo filho na água.No parto feito na água, o pai não é mero coadjuvante do processo. Ele fica dentro da banheira, sentado por trás da mulher, dando apoio emocional, fazendo massagem e incentivando a gestante. Também tem como responsabilidade cortar o cordão umbilical do bebê, o primeiro contato com o filho.A criança nasce debaixo d'água e só é trazida à superfície segundos depois. Enquanto em um parto tradicional os pais mal teriam contato com o bebê, na água a ligação entre pai, mãe e filho é o que tem mais valor.A família permanece na banheira abraçada, estreitando os laços e respeitando o tempo que o bebê precisa para se adaptar ao novo ambiente. O cordão umbilical só é cortado quando a placenta [camada que envolve o recém-nascido] é completamente expelida pelo corpo da mulher."Em 75% dos partos feitos na água, o bebê não chora. Ele continua dentro da água, recebendo o carinho dos pais. É um momento só do casal e do bebê", afirma Meira. Nesse tipo de parto, a criança tem uma transição mais suave para a atmosfera, porque permanece em um meio aquático, que é mais leve, relaxante e aquecido."Não me arrependo. É uma sensação única. Não é uma dor propriamente dita. Sentir seu bebê sair de você é uma maravilha, uma emoção muito grande", diz Tatiana.A grande dificuldade encontrada por quem opta por esse tipo de parto é a falta de ambientes adequados. A maioria dos hospitais e maternidades do Brasil, acostumados a receber pacientes que fazem cesarianas ou partos normais na posição horizontal, não são equipados com banheiras. No entanto, como os riscos de complicações durante o parto na água são baixos, a gestante pode dar à luz em sua própria casa ou nas chamadas casas de parto.Como antigamenteOutro tipo de parto que deixou de ser usado com o tempo, mas que está sendo recuperado é o parto verticalizado, na posição de cócoras. Segundo Hugo Sabatino, professor de tocoginecologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), estudos antropológicos demonstraram que em 99% das civilizações antigas as mulheres davam à luz na posição vertical, principalmente de cócoras."Isso mudou no século 18. Um prestigiado médico francês sugeriu a posição horizontal porque era muito grande o número de mortes, tanto materna quanto infantil", diz Sabatino.Atualmente, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas 20% das mulheres apresentam algum perigo na gravidez, mas a maioria continua sendo tratada como se pertencesse ao grupo de risco. "Gravidez não é patologia", afirma Sabatino.Para o ginecologista e obstetra Ricardo Herbert Jones, um dos adeptos da humanização, o parto horizontal facilita o trabalho do médico, mas atrapalha a mãe e o bebê. "O parto verticalizado, que é recomendado pela OMS, é mais fácil, seguro e rápido", diz.Para mudar essa tendência, a Unicamp criou há 20 anos um grupo que desenvolve o parto alternativo. "Começamos a modificar a postura da grávida na hora do parto. Estimulamos a posição de cócoras, mas como é pouco utilizada pela mulher civilizada, criamos uma cadeira que facilita o processo", afirma Sabatino.Nem somente a postura das mulheres durante o parto preocupa alguns médicos, que, para incentivar o parto normal, criaram a Rehuna (Rede pela Humanização do Nascimento). O chamado parto humanizado, defendido pelo médico francês Fréderick Leboyer, prega, entre outras coisas, o respeito ao bebê e é extremamente benéfico para a mãe.Um dos princípios do parto humanizado é dar liberdade à gestante. "A tendência é que a mulher tenha liberdade para escolher quem vai ficar com ela para se movimentar, se alimentar e beber quando quiser. Ela dita as regras e tudo ocorre sem intervenção", diz Jones.Tatiana queria dar à luz a sua primeira filha na água, mas como as condições não foram favoráveis, ela pediu que fizesse, pelo menos, um parto humanizado. "No nascimento da Lorena eu estava com pouco líquido. Foi induzido, mas fizemos um parto o mais humanizado possível. O ambiente estava escuro, fiquei de lado e não tomei analgésico nem anestesia. Ela tirou dez em tudo", disse a mãe Tatiana.A pedagoga Gisele de Oliveira, 28, disse que o parto humanizado foi muito bom para sua primeira filha. "A Andressa é tranquila e carinhosa."CesarianaTemendo a dor e querendo evitá-la a qualquer custo, muitas grávidas acabam fugindo do parto normal -seja ele de cócoras, na água ou horizontal- sem nem saber se teriam condições para dar à luz dessa maneira.A solução, incentivada por muitos médicos por ser mais prática e rápida, é agendar um dia, tomar sucessivas anestesias e passar por uma cirurgia: a cesariana. O recurso, no entanto, segundo o Ministério da Saúde, deveria ser o último, utilizado apenas nos casos em que, por algum problema, a mulher não pode dar à luz por meio de um parto normal.No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 32,4% dos partos feitos em 1995 foram cesarianas. O número vem diminuindo, resultado, provavelmente, de campanhas feitas pelo governo para incentivar o parto normal. Em 2000, 23,8% dos nascimentos foram realizados por meio de cesariana. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo lideram a lista de cirurgias.
Fonte:Folha de São Paulo
Marcadores: parto humanizado, parto na água, parto normal
Do I have to leave my country and home to have my baby sanely?
escrito por: Tricia em às 9:26 AM.
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© 2006 Midwifery Today, Inc. All rights reserved.
[Editor's note: This article first appeared in Midwifery Today Issue 79, Autumn 2006.]
"You really wanted a natural birth didn't you?" I whispered into Julia's ear, as she lifted her full weight off the bed into a semi-backbend, eyes blazing, doing all she could to get away from the back pain and maintain internal control. She nodded. With compassion I affirmed the obvious, "But you didn't think you would have to work this hard…." My voice trailed into the subconscious and she re-determined with her blazing focus to enter the river of mystery. With one contraction she was carried away into her phase of pushing.
I had only met Julia a few hours before. Alison Bastien, my friend and colleague, had greeted me warmly but briefly upon my arrival in Mexico. "Love you. Welcome! Hey, there's this great gal in labor at the famous midwife hospital, C.A.S.A. She's a determined VBAC and the sun is close to setting which means her labor is probably picking up. Please go see her."
It was 2006 and my fourteenth year to come as a midwife volunteer to the brave and visionary midwives of C.A.S.A. They now have a fully functioning maternity hospital, their own midwifery collective (a mixture of professional and traditional midwives), an international midwifery school, government and international recognition, etc. But above all, they continue to be kind, skilled, compassionate, visionary wimyn.
Maricruz, one of our first midwifery graduates and now a staff midwife as well as the director of the midwifery school, was with Julia. So was Julia's Mexican husband, Marco. So was the nurse, Marta. Periodically Nadine Goodman, the founder of C.A.S.A. and a devotee of the midwives, would call and offer support. Most importantly, Julia was with Julia.
Julia had chosen the C.A.S.A. midwives because she was determined to birth naturally after what was, in her words, a horrifying cesarean in the US with her first child. Her son, now six years old, was back home with grandparents while Julia sought and fought for a safe and sane place to heal the past and experience the power of natural birth.
I offered to rub her aching back and listened to the story of how the anesthesiologist made many attempts to get the needle into her spine. I noticed that it was that part of her back that required the backbend position. Julia refused to lie in any position that put pressure on the wounded part of her back. I rubbed her feet and listened to the stories that broke her heart and her body wide open. Every time she revealed another fact of the past, her labor leapt forward.
Maricruz whispered to me, "Estrella, she looks so uncomfortable in that backbend position. I am going to suggest another." Maricruz suggested and encouraged but Julia declined. Indeed she maintained the inverted posture both during and between contractions. She worked with her body and with her baby in a wave of rushes and fluid and sweat and stillness, keeping her balance in the backbend. The candlelight and flower essences mingled with the moonlight and smells from the adjoining garden in a way that transcended time and space.
So much was glistening in the little room, catching hues of light from every direction—the sweat on Julia's brow, the fluid surrounding the baby's head as she emerged, the smile on Maricruz's face, the candle and moon light, the hope in Marta's stillness, the sparkle in my voice and the tear in Marco's eye.
In that simple and sacred way another divine child was born into our world. Julia had done so well. Maricruz had done so well. Yet they are fighting a tough political battle to keep the right they both exercised with such power, grace, instinct and skill in that one simple act of VBAC.
Today, the issues are VBAC and recognized education and training, standards of health care that challenge the rights of both wimyn and midwives. But as a retired midwife with 30 years of experience, the issues seem to me to be inherent challenges to the power and instincts of wimyn.
Birthing without fear is not easy. Birth has an inherent mystery that easily invokes fear. Our own little spiritual community in Missouri enjoys successful homebirth of diverse natures by facing fears and mystery through ritual and storytelling. I shall never forget talking with a Bolivian traditional midwife at an international conference in 2000. She asked me, "Estrella, we know we must take our wimyn to the hospitals; but where are the prayers?"
I agreed with her unspoken concerns. Without the cultural ways of connecting with the spirit of the matter, a womyn in labor is soulfully abandoned and, equally so, her estranged health care providers. We talk in the health care world of the fear of litigation, perhaps because that is easier than speaking of the fear of the unknown inherent in birth. Fear of litigation has become a way to talk about the fear.
Marina was full of fear as her body rocked with the violent pains of a urinary tract infection and a rapid labor. Marina was a young, single, full term primipara from a nearby pueblo. One of our gentlest midwives, Fabiola, was guiding her with melodious litanies that mixed information with encouragement. Marina had only accepted that she was pregnant the day before. All alone, she feared her parents would discover her and cast her out or punish her. She had talked with girlfriends and was sure she was having digestion and infection troubles, not a baby. Until yesterday. Now she thrashed with the pain and the fear. Fabi circled close to her like a tender guardian of a wounded animal.
She kept her in the now and made friends with her. She gave her homeopathics to calm the fears. She used water to refresh her from the profuse sweating. She rubbed essences of sweet oils to relax her muscles. She constantly educated her as to what her body was doing and what it would do next. The bottled medicines helped the body and the word medicine helped the soul.
The rest of us stayed back, respecting the relationship of trust that the two wimyn were creating. Periodically the fear would rise in fury. Fabi faced the huge fears with Marina; and slowly and confidently Marina took Fabi's word medicine to heart. She began to gain power over the very thing that had made her feel powerless.
She had started to push and Fabiola and I consulted. Indeed, the cervix was 8–9 cm with a well-applied head. I had noticed a pattern of early encouragement to push by our young midwives, leading to swollen cervixes, prolonged pushing, unnecessary medical interventions, tears and a loss of wimyn power. We agreed to take a step back and have Marina breathe with Fabi while I stayed outside the door. The transition changed the little girl into a womyn, readying her for motherhood.
In power she pushed her baby girl into Fabi's loving hands. I covered the droopy baby with kisses until she wailed in strength for her mother.
"Fabi! Thank you, Fabi!" silently mouthed little Marina over and over.
Nancy, another C.A.S.A. midwife, announced the arrival of a man and womyn looking for Marina. Panic filled her shivering body and chased her eyes from her baby.
"Tell them I'm sick but not that I have a baby, please!" she pleaded.
"I cannot tell lies," said Fabiola simply. "And I cannot tell what you won't let me tell. You must face them. You can. You are a brave and strong womyn."
Marina faced her biggest fears, both known and unknown. Fabiola stayed by her side. The baby worked her magic. The family dealt with the shock and grew in mutual commitment. The parents forgave. A little girl became a powerful womyn and mother. All in one day at C.A.S.A.
My habit of offering a Cherokee Blessing at birth was passed on to Fabiola. Holding the girl child high in the presence of her mother and ancestors Fabi spoke in Spanish, "Que vives lo suficiente para que sepas por que naciste." May you live long enough to know why you were born.
The echo is still in my soul and I pass it on to you.
FONTE: Midwifery Today
[Editor's note: This article first appeared in Midwifery Today Issue 79, Autumn 2006.]
"You really wanted a natural birth didn't you?" I whispered into Julia's ear, as she lifted her full weight off the bed into a semi-backbend, eyes blazing, doing all she could to get away from the back pain and maintain internal control. She nodded. With compassion I affirmed the obvious, "But you didn't think you would have to work this hard…." My voice trailed into the subconscious and she re-determined with her blazing focus to enter the river of mystery. With one contraction she was carried away into her phase of pushing.
I had only met Julia a few hours before. Alison Bastien, my friend and colleague, had greeted me warmly but briefly upon my arrival in Mexico. "Love you. Welcome! Hey, there's this great gal in labor at the famous midwife hospital, C.A.S.A. She's a determined VBAC and the sun is close to setting which means her labor is probably picking up. Please go see her."
It was 2006 and my fourteenth year to come as a midwife volunteer to the brave and visionary midwives of C.A.S.A. They now have a fully functioning maternity hospital, their own midwifery collective (a mixture of professional and traditional midwives), an international midwifery school, government and international recognition, etc. But above all, they continue to be kind, skilled, compassionate, visionary wimyn.
Maricruz, one of our first midwifery graduates and now a staff midwife as well as the director of the midwifery school, was with Julia. So was Julia's Mexican husband, Marco. So was the nurse, Marta. Periodically Nadine Goodman, the founder of C.A.S.A. and a devotee of the midwives, would call and offer support. Most importantly, Julia was with Julia.
Julia had chosen the C.A.S.A. midwives because she was determined to birth naturally after what was, in her words, a horrifying cesarean in the US with her first child. Her son, now six years old, was back home with grandparents while Julia sought and fought for a safe and sane place to heal the past and experience the power of natural birth.
I offered to rub her aching back and listened to the story of how the anesthesiologist made many attempts to get the needle into her spine. I noticed that it was that part of her back that required the backbend position. Julia refused to lie in any position that put pressure on the wounded part of her back. I rubbed her feet and listened to the stories that broke her heart and her body wide open. Every time she revealed another fact of the past, her labor leapt forward.
Maricruz whispered to me, "Estrella, she looks so uncomfortable in that backbend position. I am going to suggest another." Maricruz suggested and encouraged but Julia declined. Indeed she maintained the inverted posture both during and between contractions. She worked with her body and with her baby in a wave of rushes and fluid and sweat and stillness, keeping her balance in the backbend. The candlelight and flower essences mingled with the moonlight and smells from the adjoining garden in a way that transcended time and space.
So much was glistening in the little room, catching hues of light from every direction—the sweat on Julia's brow, the fluid surrounding the baby's head as she emerged, the smile on Maricruz's face, the candle and moon light, the hope in Marta's stillness, the sparkle in my voice and the tear in Marco's eye.
In that simple and sacred way another divine child was born into our world. Julia had done so well. Maricruz had done so well. Yet they are fighting a tough political battle to keep the right they both exercised with such power, grace, instinct and skill in that one simple act of VBAC.
Today, the issues are VBAC and recognized education and training, standards of health care that challenge the rights of both wimyn and midwives. But as a retired midwife with 30 years of experience, the issues seem to me to be inherent challenges to the power and instincts of wimyn.
Birthing without fear is not easy. Birth has an inherent mystery that easily invokes fear. Our own little spiritual community in Missouri enjoys successful homebirth of diverse natures by facing fears and mystery through ritual and storytelling. I shall never forget talking with a Bolivian traditional midwife at an international conference in 2000. She asked me, "Estrella, we know we must take our wimyn to the hospitals; but where are the prayers?"
I agreed with her unspoken concerns. Without the cultural ways of connecting with the spirit of the matter, a womyn in labor is soulfully abandoned and, equally so, her estranged health care providers. We talk in the health care world of the fear of litigation, perhaps because that is easier than speaking of the fear of the unknown inherent in birth. Fear of litigation has become a way to talk about the fear.
Marina was full of fear as her body rocked with the violent pains of a urinary tract infection and a rapid labor. Marina was a young, single, full term primipara from a nearby pueblo. One of our gentlest midwives, Fabiola, was guiding her with melodious litanies that mixed information with encouragement. Marina had only accepted that she was pregnant the day before. All alone, she feared her parents would discover her and cast her out or punish her. She had talked with girlfriends and was sure she was having digestion and infection troubles, not a baby. Until yesterday. Now she thrashed with the pain and the fear. Fabi circled close to her like a tender guardian of a wounded animal.
She kept her in the now and made friends with her. She gave her homeopathics to calm the fears. She used water to refresh her from the profuse sweating. She rubbed essences of sweet oils to relax her muscles. She constantly educated her as to what her body was doing and what it would do next. The bottled medicines helped the body and the word medicine helped the soul.
The rest of us stayed back, respecting the relationship of trust that the two wimyn were creating. Periodically the fear would rise in fury. Fabi faced the huge fears with Marina; and slowly and confidently Marina took Fabi's word medicine to heart. She began to gain power over the very thing that had made her feel powerless.
She had started to push and Fabiola and I consulted. Indeed, the cervix was 8–9 cm with a well-applied head. I had noticed a pattern of early encouragement to push by our young midwives, leading to swollen cervixes, prolonged pushing, unnecessary medical interventions, tears and a loss of wimyn power. We agreed to take a step back and have Marina breathe with Fabi while I stayed outside the door. The transition changed the little girl into a womyn, readying her for motherhood.
In power she pushed her baby girl into Fabi's loving hands. I covered the droopy baby with kisses until she wailed in strength for her mother.
"Fabi! Thank you, Fabi!" silently mouthed little Marina over and over.
Nancy, another C.A.S.A. midwife, announced the arrival of a man and womyn looking for Marina. Panic filled her shivering body and chased her eyes from her baby.
"Tell them I'm sick but not that I have a baby, please!" she pleaded.
"I cannot tell lies," said Fabiola simply. "And I cannot tell what you won't let me tell. You must face them. You can. You are a brave and strong womyn."
Marina faced her biggest fears, both known and unknown. Fabiola stayed by her side. The baby worked her magic. The family dealt with the shock and grew in mutual commitment. The parents forgave. A little girl became a powerful womyn and mother. All in one day at C.A.S.A.
My habit of offering a Cherokee Blessing at birth was passed on to Fabiola. Holding the girl child high in the presence of her mother and ancestors Fabi spoke in Spanish, "Que vives lo suficiente para que sepas por que naciste." May you live long enough to know why you were born.
The echo is still in my soul and I pass it on to you.
FONTE: Midwifery Today
Marcadores: gestação, parto humanizado
O jeito mais bacana de nascer
escrito por: Débora, em quinta-feira, novembro 30, 2006 às 12:40 PM.
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Para a parteira norte-americana Shari Daniels, do programa Central de Bebês, do canal Discovery Home & Health, dar à luz é um milagre — e todas as mulheres saudáveis deveriam, ao menos, tentar o parto natural
Por Malu Echeverria*Foto Marcela Barros
Em 30 anos de profissão, a parteira norte-americana Shari Daniels trouxe ao mundo mais de 10 mil bebês. O primeiro foi a própria filha, num hospital, no início dos anos 70. O obstetra e as enfermeiras não levaram em consideração as contrações da grávida, deixando-a esperar no quarto. "Tive, então, de parir minha primeira filha sozinha, com a ajuda do meu marido", diz Shari, que tem mais seis filhos, dos quais três são adotivos.Indignada com a humilhação, achou que deveria fazer algo. Foi quando deixou de lado a psicologia e resolveu estudar o parto humanizado. Desde então, ela ajudou a abrir casas de parto nos EUA, no México, em Israel, na Índia, no Equador e na Jamaica. Em 1977, criou a primeira escola americana para parteiras nos EUA, na qual já treinou mais de 500 profissionais de costa a costa. Há dois anos, comanda o Miami Maternity Center, maternidade especializada em parto natural, onde é gravado o programa Central de Bebês, do canal a cabo Discovery Home & Health.Exceto pelo cheiro de hospital, a maternidade tem ares de casa. Fotos de bebês e de mulheres grávidas enfeitam as paredes. Em cada sala de parto, há uma cama de casal e uma banheira, para que as gestantes fiquem à vontade. O pai é presença comum, tanto no pré-natal quanto no nascimento do bebê. Ali, 80% dos partos são dentro d'água - sem anestesia e, salvo raras exceções, episiotomia. Somente 7% deles terminam em cesárea. Nesses casos, as gestantes são encaminhadas ao hospital mais próximo, a cinco minutos da maternidade. A seguir, Shari conta por que, na sua opinião, não existe melhor jeito de nascer.
Por que o parto natural é tão temido?É cultural. Até o século passado, não havia muitas opções. Durante a Segunda Guerra Mundial, com os médicos fora do país, as mulheres começaram a se dirigir aos hospitais para dar à luz. Como tinham de esperar na mesma enfermaria, ouviam os gemidos umas das outras. A histeria, obviamente, alastrava-se. Os médicos começaram, então, a administrar anestesia para acalmá-las. As mulheres descobriram que poderiam optar por não sentir dor ou até mesmo planejar uma cesárea, transformando o parto em algo mais previsível. Foram convencidas de que são fracas e, portanto, não conseguiriam parir sem remédios. Acontece que, em geral, elas desconhecem os riscos envolvidos nessas intervenções, os quais são evitados no parto natural.É possível se preparar psicologicamente para o parto?Sim, basta encarar a experiência como algo natural. Milhões de bebês ao longo da história da humanidade nasceram desse jeito.Como você ajuda as mulheres a lidar com a dor?Há várias técnicas que podem ser úteis. Ter a barriga submersa em água morna, por exemplo, produz um efeito calmante, como podemos observar nos partos que realizamos dentro d'água. Mas o principal é concentrar-se na maravilhosa experiência de trazer uma criança ao mundo.Você é contra anestesia?A prática de evitar remédios durante a gravidez deve ser mantida no parto, a não ser que exista realmente indicação médica. Acreditamos, portanto, que um parto sem o uso de medicamentos é melhor para mãe e bebê.E o que pensa da episiotomia?A episiotomia tornou-se comum em muitos centros obstétricos porque acredita-se que esse procedimento agiliza o trabalho de parto. Com as intervenções, repito, vêm os riscos. Comparo esse músculo a uma toalha. Uma vez roto, torna-se debilitado, afetando futuros nascimentos. O que, mais tarde, poderá causar também problemas na região do ânus. Em raríssimas exceções, a episiotomia se faz necessária. Em toda a minha carreira, realizei menos de 50.É importante ter familiares por perto no parto?O parto é um evento familiar. As mulheres têm escolhas diferentes em relação às pessoas que elas gostariam de ter por perto nesse momento. Mas dar à luz, para mim, é um milagre. Por isso, encorajamos os pais e outros membros da família a participar, dando suporte às mães.Todas as mulheres são capazes de parir naturalmente?Nem todas as mulheres, claro. Algumas condições, como diabete, cardiopatias e pressão alta, são empecilhos. Mas eu encorajo todas as que são saudáveis a tentar. Afinal, a natureza é sábia: as fêmeas mamíferas foram desenhadas para parir. Assim como a amamentação, que é o alimento ideal para o bebê, nunca haverá um jeito melhor para ele vir ao mundo.
O índice de cesáreas no Brasil é o maior do mundo. Ciente dos riscos, a Agência Nacional da Saúde Suplementar está promovendo medidas para reduzi-loCerca de 2,5 milhões de bebês nascem por ano no Brasil. Desses, 88% são realizados no SUS, que apresenta uma taxa de 28% de cesáreas. O restante dos partos ocorre no setor suplementar de saúde, no qual o índice desse tipo de cirurgia é o maior do mundo - 80%. De acordo com estudo recente da Organização Mundial de Saúde, o aumento das taxas de partos cirúrgicos, fenômeno global, implica em piores índices de mortalidade materna e neonatal. A conclusão é que a intervenção médica que salva indivíduos doentes em situações de emergência, quando aplicada em populações saudáveis, mais prejudica do que ajuda.Ciente disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está promovendo medidas para reduzir o elevado índice de cesáreas no Brasil. Entre elas está uma campanha nacional de apoio ao parto normal, com a participação de atrizes globais, que deve irao ar em janeiro. A outra diz respeito à avaliação anual das operadoras, realizada pela ANS. As que apresentarem uma redução na taxa ganharão pontos. A relação das instituições e sua pontuação geral serão divulgadas ao público no segundo semestre."O objetivo é acabar com o mito de que o parto cirúrgico é a melhor opção", diz Alzira de Oliveira Jorge, secretária-executiva da ANS.
Fonte: Revista Crescer
Marcadores: parto humanizado, parto normal