Atividade na gravidez deixa essa etapa mais leve
escrito por: Débora, em domingo, março 18, 2007 às 3:07 PM.
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Faz tempo que a mulher descobriu que ‘‘gravidez não é doença’’, a ponto dessa frase já ter virado lugar-comum. O que não quer dizer, no entanto, que a futura mamãe não deve levar em consideração as intensas mudanças que acontecem em seu corpo e os cuidados necessários para que ela desfrute de uma gestação saudável e tranquila. Como em qualquer fase da vida, a prática de uma atividade física e boa nutrição são aspectos importantes. A mulher deve dar preferência aos esportes aquáticos e procurar um trabalho direcionado para gestantes, pois as necessidades e as respostas do seu corpo passam a ser diferentes. A bióloga Andréia Mortensen, na décima semana de gestação, pretende começar a praticar Yoga, além de retomar a natação e a hidroginástica, pois quer um parto natural. ‘‘Sei que essas medidas, junto com informação, mais profissionais que incentivam o parto natural e o apoio do marido, são importantes para que eu consiga essa meta’’, disse Andréia. Para quem deseja um parto normal, os exercícios contribuem bastante, mas o maior benefício é mesmo uma melhor recuperação.É importante desfazer mitos relacionados ao parto normal, alerta a médica Yasha Barros. Dentre eles está o medo de uma série de problemas que podem acometer o bebê, caso ele ‘‘passe do tempo’’ de nascer. Atualmente existem vários recursos que podem ser utilizados para monitorar o feto até o final dos nove meses, o que tranquiliza a mulher e mostra que não existe nenhum risco em esperar um pouco mais. Em existindo indicação, o obstetra realiza um parto cirúrgico.De acordo com a psicóloga Tatiana Schefer, os conflitos psicológicos dependem de como as mudanças do período afetam a mulher, pois surgem diversas fantasias e expectativas, que terminam mexendo com toda a família. É comum que a mulher sinta tristeza devido à mudança do corpo, insegurança em relação ao companheiro, medo de dor ou complicações durante o parto ou incerteza em relação à capacidade de cuidar bebê. Quando a mulher já tem outros filhos, pode questionar se conseguirá dar conta de mais um e como irá ‘‘dividir’’ o amor entre eles. A recepcionista Ana Célia Souza contou que, após a confirmação, seu marido ficou radiante, mas ela sentiu um misto de felicidade e apreensão,‘‘por ser a primeira gravidez e ter apenas 18 anos’’. O acompanhamento psicológico passa a ser necessário se existir um sofrimento acentuado e a mulher não conseguir resolver os conflitos sozinha. Para Yasha Barros, obstetra, o ideal seria começar os cuidados antes mesmo da concepção, mas não sendo possível, a mulher deve procurar o médico ao perceber o atraso da menstruação, para iniciar o pré-natal. Faz parte do acompanhamento pesquisar a eventual ocorrência de algumas doenças, dentre elas a anemia, diabetes, infecção urinária e hipertensão arterial. Também é verificado se a gestante tem imunidade à rubéola, toxoplasmose e hepatites B e C. Além disso, é feito o exame do HIV, mas a mulher precisa estar ciente de que está sendo pedido e concordar. A detecção precoce contribui para o sucesso no tratamento, destacando o caso do HIV, que a transmissão da mãe para o feto pode ser evitada.A jornalista Valéria Candidio sentia-se sem disposição no início da gravidez e passou a se cuidar após ser alertada, pela sua cardiologista, de que havia risco para ela e para a filha, devido ao seu quadro hipertensivo. Passou a seguir uma rigorosa dieta, aboliu os doces, reduziu drasticamente o sal, só consome massas integrais e quase nenhuma gordura. Hoje, aos 5 meses e meio de gestação, Valéria recuperou a disposição e conta, em tom de brincadeira, que ‘‘se não fosse o barrigão, nem sabia que estou grávida’’, disse.A médica Yasha Barros recomenda que a mulher evite dirigir no fim da gravidez, não por prejudicar o bebê, mas porque o impacto de um eventual acidente pode ter consequências graves, devido à proximidade da barriga com o volante.Aline Antunes, preparadora física, explicou que a gestante deve dar mais atenção às atitudes corriqueiras, como sentar, dormir, trabalhar e realizar as tarefas domésticas Procurar melhores formas de desenvolver as atividades do dia-a-dia ajudam a amenizar alguns desconfortos típicos do período.
Fonte: Diário de Natal
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video de dança pré-natal
escrito por: Tricia em terça-feira, fevereiro 20, 2007 às 4:14 PM.
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Acesse o video aqui.
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O MECANISMO DO PARTO
escrito por: Tricia em quarta-feira, janeiro 03, 2007 às 3:50 PM.
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Durante o parto normal, a mulher relaxa alguns músculos e contrai outros — principalmente os abdominais. Para a criança nascer sem problemas, ela precisa coordenar esses movimentos. Os exercícios que aumentam as forças dos músculos abdominais ou diminuem a resistência dos músculos da pélvis (região inferiorda barriga, por onde passa o bebê) reduzem o tempo e a dor do parto.
Em alguns casos, o parto normal não ocorre por falta de coordenação desses músculos. Uma criança só nasce em parto normal quando as forças orgânicas que a empurram para baixo são mais poderosas que as resistências que a sustentam.
FORÇAS QUE EMPURRAMO BEBÊ PARA BAIXO
1 Músculos abdominais
2 Contração do útero
3 Peso do bebê
No processo do parto, o corpo da mulher produz a substância ocitocina, que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê. Mais um artifício para o parto acontecer com perfeição
FORÇAS RESISTENTESAO NASCIMENTO
4 Colo do útero
5 Diafragma pélvico(são músculosque sustentamos órgãos, comobexiga, intestinose útero)
Quando a mulher força o nascimento antes do organismo eliminar a sua resistência natural, a criança corre o risco de nascer com problemas como machucados na cabeça, e até mesmo sofrer hemorragia cerebral.
OS EXERCÍCIOS
Por que são importantes:
Eles facilitam o trabalho de parto, conservam o corpo da mulher, evitam dores nas costas, culotes, flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica exercícios tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto.
Quem tem restrições:
Os exercícios devem ser bem acompanhados em mulheres com anemia, sangramento, diabéticas, hipertensas ou que já tiveram parto prematuro em uma gravidez anterior.
VASOCAPILAR
Excelente para a circulação. A mulher fica deitada, com pernas e braços para cima, e sacode as mãos,os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a placenta (fonte de alimentação e oxigenação dofeto) dificilmente envelhece. É um bom exercício para hipertensas, para evitar inchaço, varizes e hemorróidas.
CONTRAÇÃO DA PÉLVIS
Essa atividade ajuda a posicionar o bebê corretamente. Com mãos e joelhos no chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras.
CÓCORAS
Com ele, a mulher aprende a controlar o músculo da pélvis e obter o seu relaxamento na hora certa do parto. Nesta posição, a grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como se estivesse segurando a urina. A atividade também permite que o feto deslize melhor no momento do nascimento.
Nota da Gi: esse é um dos exercícios que faço no RPG, combinado com a respiração e em várias posições: deitada, de pé, sentada, apoiada sobre a maca. Assim, posso descobrir qual posição é mais confortável para mim.
PONTE
Bom para evitar dor nas costas e no nervo ciático (no quadril), que costuma incomodar as gestantes. Evita parto prematuro.
Nota da Gi: essa posição é até que meio instintiva, quando a gente começa a sentir essas famosas dores nas costas. Alívio quase imediato!
SAPINHO
Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis. Ajuda no controle das forças na hora do parto.
ALONGAMENTO
Para dor nas costas. Sentada, a mulher coloca as pernas abertas para a lateral e alonga para os lados e para a frente.
Nota da Gi: nada de sentir enferrujada se não alcançar os dedos dos pés depois que a barriga crescer!
OUTROS EXERCÍCIOS
Caminhada sem muito esforço físico, hidroginástica, natação e bicicleta (ergométrica)
ATIVIDADES CONTRA-INDICADAS
Esportes competitivos, como basquete, vôlei, futebol etc. Aeróbica de alto impacto. Durante a gravidez, devido às ações hormonais e à retenção de líquidos, as articulações ficam mais frágeis. Por isso, a grávida deve evitar exercícios de alto impacto.
FONTE: Hoapital Santa Lucia
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Ioga relaxa gestante
escrito por: Débora, em segunda-feira, dezembro 18, 2006 às 11:58 AM.
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meu bebê está sentado e agora?
escrito por: Tricia em quarta-feira, novembro 29, 2006 às 8:57 AM.
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Primeiro, calma!
O bebê pode se virar e ficar cefálico até na hora do parto. O importante é não se desesperar, e se informar sobre os exercicios. Até que todas as alternativas tenham sido tentadas, acho precipitado cogitar a possibilidade de cirurgia.
Existem alguns exercicios que você pode fazer para ajudar no posicionamento. No livro da Janet Balaskas tem alguns, não lembro de todos, mas um deles dizia para a gestante ficar em posição de cachorrinho (de quatro) por 10min, várias vezes ao dia. Outro dizia para ela se deitar sobre uma pilha de livros, colocando-os embaixo do quadril, e permanecer nessa posição por alguns minutos. Nesses exercicios as chances do bebe virar são muito grandes, algo em torno de 90%.
Outra dica é que ela escute seu corpo, se conecte com o seu filho, medite e converse com o bebê. Já vi casos de mães que conseguiram que o bebê virasse após uma conversa, um carinho, uma sintonia maior com ele. Pode ser usada uma luz também, uma luminária proximo da barriga, na parte de baixo, irá causar interesse no bebê fazendo com que acabe virando sozinho.
O mais importante é não se desesperar, ainda é muito cedo! A partir da 37º semana há uma leve diminuição na quantidade de liquido aminiótico, é por isso que fica mais dificil do bebê virar, mas, não impossivel. Antes disso, relaxa. Ainda é muito cedo pra se preocupar.
Sempre há uma saida para essa situação. Existem muitas opções de exercicios para o bebê virar, além de homeopatia, acupuntura, etc. e há ainda a manobra que a parteira faz durante o trabalho de parto, pegando na barriga, desvirando o bebê. Nesse caso, é habilidade do médico que irá acompanhá-la.
De acordo com a Dra. Betina (ONG Amigas do Parto) o parto pelvico tem algumas particularidades: " o Feto pélvico: em mulheres que já tiveram um parto normal e o feto não é excessivamente grande pode-se tentar novamente a via vaginal; porém, naquelas que nunca tiveram um parto vaginal é aconselhável fazer cesariana, pois não se sabe se a bacia da mãe é compatível com a passagem da cabeça do feto. Existe uma técnica para a rotação do feto para a posição cefálica que atualmente pode ser feita sob visão do ultra-som com bastante segurança, mas nem sempre se tem sucesso. Sua realização deve ser discutida com seu médico." - retirado do site da ONG Amigas do Parto.
Na comunidade do orkut (GO Baseada em Evidencias) da Dra. Melania tem um topico sobre parto pelvico muito bom, com várias pesquisas inclusive. Dá uma olhada.
Alguns links interessantes sobre o assunto:
http://www.birthinternational.com/articles/andrea13.html
http://www.breechbabies.com/
http://www.icpa4kids.com/webster_technique.htm
http://www.worldchiropracticalliance.org/tcj/2001/aug/aug2001l.htm
http://www.americanpregnancy.org/labornbirth/breechpresentation.html
Ah! Encontrei alguns exercicios no site da Ronnie Falcão, parteira americana:
1. Deitar-se de costas (barriga pra cima) encima de uma tábua ou similar, usando travesseiros ou almofadas embaixo do quadril. O ideal é que essa diferença de altura seja de uns 40 graus, mais ou menos. Praticar varias vezes ao dia.
2. Musica para o bebê. Coloque uma musica bem gostosa, e posicione um fone de ouvido na parte baixa da barriga (proximo a bacia).
3. Coloque uma luz bem forte proximo a barriga, na parte de baixo. Ou até mesmo, entre as pernas. Pode ser uma luminária ou abajour.
4. Conversando com o bebê. Peça a alguem conhecido (o pai de preferencia) para que ele converse com o filho, falando bem proximo a barriga, dizendo-o para se virar, de maneira suave e carinhosa, encostanto a boca bem proximo a pele, na parte de baixo da barriga.
5. Se tudo isso não funcionar, pense na possibilidade de realizar a manobra durante o trabalho de parto. Nesse caso, o médico aplica uma droga para relaxar o utero e com as mãos empurra o bebê, desvirando-o. Essa manobra é dolorida para a mãe, mas bem menos dolorida que um resguardo de uma cirurgia cesareana.
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A dança do ventre e a fertilidade
escrito por: Tricia em quinta-feira, novembro 23, 2006 às 10:50 PM.
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Por Rhamza Alli
FONTE: Conexão Dança
“A dança do ventre é uma expressão poética do corpo cheia de gestos e significados. É uma celebração a feminilidade, desenvolvida por mulheres e para mulheres.” (Rhamza Alli)
O que se conhece por dança do ventre hoje em dia, no mundo ocidental, é a dança árabe (Oriente Médio e Norte da África) miscigenada com e influenciada por várias outras culturas, compilada em seus movimentos mais populares, adicionada de um breve ocidentalismo (véus, meia-ponta), muito bem vestida com lantejoulas e franjas e transformada em espetáculo.
A história da dança do ventre é tão antiga quanto a história do homem, ou melhor, da mulher. É a primeira dança feminina de que se tem registro. Enquanto as outras danças eram executadas pelos homens e claramente ligadas à sobrevivência (chuva, caça, etc), desenhos em cavernas de mulheres dançando, mostram-nas com ventre em evidência. Os movimentos de contração, ondulação e vibração foram desenvolvidos pelas mulheres e para as mulheres em função de aliviar dores menstruais e preparar os músculos para a sustentação da gestação e o trabalho de parto, também como um culto à Grande Deusa (natureza) em prol da fertilidade - do ventre e da terra.
Do norte da Índia, originam-se os ciganos que, como nômades, espalharam-se pelo mundo levando consigo sua cultura e modo de vida. Avançaram cada vez mais em direção ao ocidente, passando pela Pérsia, Mesopotâmia, Turquia, Norte da África, chegando ao sul da Europa. Usavam seus dotes artísticos como forma de sobrevivência, cantando e dançando em feiras; sua cultura e estilo iam se misturando e aos costumes locais e novas manifestações, resultado dessas miscigenações, foram surgindo.
A dança que chegou ao conhecimento ocidental foi através do contato com povos como os Gawazee - ciganos provenientes do norte da Índia - que se instalaram no Cairo e os Ouled Nail que habitam a Argélia.
Os Gawazee mantiveram-se a parte da sociedade e preservaram suas tradições e história de forma oral através de uma língua própria e única. Sua dança, viva até hoje, é caracterizada por contínua vibração dos quadris.
Os Ouled Nail se mantiveram confinados em suas tribos. As mulheres saiam delas apenas para dançarem nos centros urbanos. Em sua vestimenta carregavam o dinheiro obtido com a dança: enormes coroas e cintos com moedas, jóias, pedrarias, correntes e pingentes. Muitos símbolos identificados como vindos de Fenícia, Cartago e Babilônia. Sua dança inclui rolamentos dos músculos abdominais que começam lentos e pouco a pouco vão se acelerando e acrescentando movimentos de pés, quadris, braços e ombros.
Quando os ocidentais chegaram ao Cairo (final do séc. IXX) em busca de safáris e tesouros ficaram extasiados com o exotismo da dança e suas dançarinas. Elas, por sua vez, trataram de adaptar a dança e as vestimentas ao gosto ocidental e trocaram a rua pelos clubes noturnos e cassinos. Algumas dançarinas foram levadas à Europa e Estados Unidos aonde puderam refinar sua dança e sua vestimenta. Em contato com o balé clássico e contemporâneo, incorporaram braços delicados, pés na meia-ponta ou em saltos, véus esvoaçantes e roupas de duas peças cheia de brilhos e franjas. Transformada assim em espetáculo, a dança do ventre pode ganhar os grandes teatros, casas de show e telas do cinema.
Apesar das antipatias ao termo "dança do ventre" - que muitos julgam pejorativo, eu, particularmente, não o considero impróprio, pois ao meu ver, a dança é sim do ventre em todos os sentidos: fisicamente, já que se baseia na movimentação rotatória, ondulatória, vibratória e de impacto do tronco e dos quadris o que movimenta intensamente todo o abdômen, além dos próprios movimentos de abdômen; e histórica e simbolicamente já que a dança é a representação da fertilidade e do nascimento.
Mas, afinal de contas, o que é a dança do ventre? O único e verdadeiro significado desta dança, é o poder de criação incutido nela, a fertilidade, a gestação, a maternidade. Ela é dançada pelas mulheres árabes durante o trabalho de parto - tanto pela parturiente que repete os movimentos de contração e vibração de abdômen, como pelas outras mulheres que, junto com a parteira, assistem o parto formando um círculo em volta da futura mamãe, dançando e cantando uma ladainha para purificar o ambiente e estreitar o contato com o divino. Este ritual é executado tanto nos países do Oriente Médio como nos africanos até os dias de hoje.
Uma dança mais festiva e alegre é dançada quando uma menina menstrua, quando se sabe da gravidez de uma mulher, no batizado das crianças, enfim, tudo que for ligado à criação de uma nova vida.
Ocasiões festivas como casamentos, colheitas, aniversários, festas religiosas, bênçãos, curas, afazeres do dia-a-dia, enfim, tudo que faz parte da vida é comemorado com música e dança por esse povo, cada região, cada tribo, com suas tradições e particularidades, mas sempre honorando à vida.
Como é a Dança do Ventre
A Dança do Ventre consiste em alguns movimentos de vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem todo o corpo.
O shimmy (vibração) de quadris é o movimento mais conhecido, mas, na realidade, o fundamento da dança do ventre é o controle abdominal e o isolamento das partes do corpo. Uma vez que se atinge estes dois princípios básicos, os movimentos acima citados estendem-se às outras partes do corpo: quadris, torso, ombros, braços, cabeça e pescoço isolados ou em diversas combinações.
Uma dança do ventre tradicional inclui movimentos lateralizados e retos de pescoço, quadris e torso, ondulações de braços e mãos, tremidas suaves e rápidas de ombros, seios e quadris, movimentos circulares do torso com caídas e acentuações emendadas com ondulações de peito e abdômen. Movimentos vibratórios de extensão e contração dos músculos abdominais isolados ou combinados com os pélvicos. As figuras "círculo" (início da vida) e "oito" (infinidade da vida) são amplamente usadas em diversas dimensões, também isoladas ou em combinações.
Não raro a bailarina sustenta o shimmy de quadris e trabalha as outras partes do corpo em uma dinâmica diferente, ou apresenta uma vibração generalizada e bem controlada de todo o corpo enquanto cabeça, mãos e quadris acompanham a dramaticidade e acentuações da música.
Além de todos os movimentos básicos, a dança deve aflorar e ser acrescida de giros, cambrées, espirais, trabalho de chão. Apesar do nome dança do ventre, podemos chamá-la de Dança do Corpo, pois movimenta todo o corpo por dentro e por fora. As pernas e pés, são usados, entretanto apenas para a sustentação e o deslocamento da bailarina, sem ênfase em seus movimentos como se a bailarina fosse uma serpente.
Beneficios
Físicos:
- Preparação para ao parto;
- Recuperação do tônus muscular pós -parto;
- Combate a problemas relacionados ao abdômen como: TPM, cólicas, constipação intestinal e dores renais;
- Alongamento geral do corpo sem riscos de lesões, distensões ou contraturas (obviamente, através de exercícios bem administrados);
- Tonificação da musculatura de forma gradual e "de dentro para fora";
- Fortalecimento dos órgãos localizados no abdômen, tornando -os mais eficientes e ativos;
- Postura correta e confortável;
- Equilíbrio e energização;
- Respiração correta;
- Auxílio em dietas de perda e ganho de peso;
Psicológicos/emocionais/sociais:
- Resgatar da auto -estima;
- Aprender a se sensualizar sem se vulgarizar;
- Perceber os valores ligados ao ser humano e a natureza e não à aparência;
- Despertar interesse por música, ritmos e cultura orientais;
- Proporcionar o relaxamento mental/ diversão;
- Promover a boa convivência com amigos, colegas e familiares;
- Incentivar a boa convivência com a natureza;
- Conscientizar sobre a responsabilidade social de cada mulher (como educadoras da nova geração).
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Os 14 movimentos da antiginastica - 5º e 6º movimentos
escrito por: Tricia em quarta-feira, outubro 25, 2006 às 4:50 PM.
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São 14 no total, todos com um unico objetivo: preparar o seu corpo para o trabalho de parto e parto. São simples, dá pra fazer em casa, facil, facil. Quem inventou? A terapeuta corporal Therese Bertherat.
::QUINTO MOVIMENTO::
"Quando suas costas respiram"
(pag. 144)
"Para este movimento, é preciso que você tenha duas ou três bolinhas de dois centimetros de diâmetro. Podem ser de até, no máximo, três centímetros se você suportar bem. Costumo usar bolinhas de cortiça porque é um material suave e agradável ao tato.
Deite-se de costas, pernas flexionadas, pés encostados um no outro, e contraia o interior das coxas, como no movimento nº4. depois, descanse as mãos ao longo do corpo, e tente relaxar os músculos “adutores” do interior das coxas.
Concentre a atenção no sacro. Tente perceber sua formação e seu contorno a partir do contato com o chão. Observe com precisão o lugar onde ele começa e ergue-se (em direção à ponta inferior perto do cóccix) e já não encosta no chão.
Pegue uma das bolinhas de cortiça e coloque-a à direita do sacro. Não no osso do sacro, mas perto de sua borda, no lugar em que você sente que ele começa a se afastar do chão, isto é, perto do cóccix. Seu corpo fica pousado na bola, você sente o contato, mas que não seja muito dolorido. Se for é preciso mudar a bola de lugar. Ponha-a mais afastada do sacro, isto é, mais para a direita, ou para baixo. É claro que o corpo ainda deve ficar em contato com ela.
Em seguida, não faça nada. Observe esse contato, as eventuais reações de suas costas, da barriga, dos ombros, da nuca. Tente soltar as tensões da região lombar; encoste a cintura no chão. Mesmo que o contato seja leve, já está bem. Não acredite que, quanto mais dói, melhor.
Assim que o lado direito entender esse contato com um corpo estranho, coloque outra bolinha à esquerda, na mesma altura, simetricamente. Assim, ficam as duas bolas de cada lado do sacro. Com calma, encoste a cintura no chão, relaxe as costas.
Abra a boca e deixe a língua alargar-se lá dentro. Fique atenta ao ritmo da respiração. Quando sentir vontade de soltar o ar, procure fazer uma leve pressão com o corpo sobre as bolinhas. Cuidado, não erga as costas para fazer isso. O movimento é interno e muito leve. Depois, quando sentir vontade de inspirar, faça também uma leve pressão sobre as bolas. Faça como se cada lado do sacro, você tivesse dois minúsculos pulmões anexos que também quisessem respirar. Encher, esvaziar, dentro de um ritmo sereno.
Ao fim de um minuto – ou mais, se você se sentir bem – tire as bolinhas com um gesto simples, sem fazer nenhuma contorção. Encoste com delicadeza as mãos na barriga, e aprecie a largueza de suas costas, desde os ombros até o sacro. Descanse o tempo que puder, depois estique as pernas devagar, uma após a outra, deixando escorregar os calcanhares no chão, sem ergue-los nem mexer com as costas. Deixe os pés caírem a vontade e saboreie o apoio confortável da barriga das pernas, das costas encostadas no chão."
:: SEXTO MOVIMENTO ::
“Quando duas costas respiram de novo”
(pág. 147)
"Quando você estiver dominando bem esses movimentos, poderá num outro dia passar para o seguinte. Tente descobrir na linha da cintura o espaço entre o osso da bacia (crista ilíaca) e as costelas. Atrás, ficam as vértebras lombares, mas dos dois lados você não sente nenhum osso nesse espaço.
Deite-se de costas, deixe os pés encostados um no outro e bem apoiados no chão, coxas juntas. Depois, coloque a bolinha à direita da cintura, bem para o lado de fora, isto é, bem à direita para que o contato fique mais perceptível sem doer. Abra a boca, preste atenção na respiração. Quando sentir à vontade, coloque a outra bolinha à esquerda, simetricamente. Respire com calma em direção às bolinhas, como se os pulmões se alongassem até a cintura, fazendo uma ligeira massagem no útero quando o ar passar.
Ao retirar as bolinhas, fique descansando um pouco, com as pernas ainda flexionadas, e observe com cuidado como se encostam no chão a cintura, as costas, os ombros, e como você percebe sua respiração."
retirado do livro:
Quando o corpo consente
Marie Bertherat
Thérèse Bertherat
Paule Brung
Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1997
161 páginas
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Os 14 movimentos da antiginástica - 4º movimento
escrito por: Tricia em segunda-feira, outubro 23, 2006 às 4:46 PM.
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pra quem lê esse blog não é novidade, mas pra quem não ouviu falar deixe-me apresentar novamente os movimentos da antiginástica.
São 14 no total, todos com um unico objetivo: preparar o seu corpo para o trabalho de parto e parto. São simples, dá pra fazer em casa, facil, facil. Quem inventou? A terapeuta corporal Therese Bertherat.
Os três primeiros já foram publicados aqui no blog. Você pode encontrá-los na ferramenta de busca ai ao lado.
enjoy!
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"Como um berço"
(pag. 143)
Quarto movimento...
Para este movimento, você precisa de uma bola bem mole, do tamanho de um pequeno melão. Ajuda os músculos lombares a se descontraírem, a se alongarem. O sacro, você está lembrada, é um osso de forma triangular, no fim da coluna; a ponta inferior articula-se com o cóccix. Em cima, o sacro articula-se com os ossos da bacia e com a ultima vértebra lombar. Sua forma abaulada é convexa ao lado das costas e côncava do lado da barriga. Por isso, quando você esta deitada, forma uma espécie de berço onde ficam aninhados seu útero e sua barriga.
Vá apalpando seu sacro, tente seguir-lhe o contorno. Com os dedos, procure o cóccix bem no fim da coluna, no rego das nádegas. Ele está situado bem mais abaixo dos ossos da bacia, os ossos dos “quadris”, como se diz usualmente. As “cristas ilíacas”, como dizem os livros de anatomia. Sempre com a maior precisão e leveza da mão.
Deite-se no chão de costas, pernas flexionadas. Os pés devem ficar um junto ao outro e bem encostados no chão. Afaste ligeiramente as pernas e coloque a palma da mão direita entre as pernas, sobre a púbix e o sexo; coloque a palma da mão esquerda sobre a mão direita. Não precisa apertar. Na época em que o tamanho do útero dificultar esse movimento, não insista. O movimento pode ser feito com os braços estendidos ao longo do corpo. Preste atenção na respiração, e quando sentir vontade de soltar o ar, aperte uma coxa contra a outra. Procure observar contra suas mãos a força dos músculos (os adutores) que ficam na face interna das coxas. Repita isso durante umas três ou quatro respirações tranqüilas.
Repouse os braços ao longo do corpo. Conserve encostadas as pernas e também os pés. Mas sem forçar, e coloque a bola sob o sacro e o cóccix. Depois, não faça nada. Isso é o mais difícil.
Deixe a região lombar apoiar-se no chão com suavidade. Todas as partes ósseas, densas, fortes da face posterior do corpo – coluna vertebral, sacro, ossos da bacia – se encostam no chão, se afundam como um berço, ficam prontas para receber sua barriga, seu útero, seus líquidos, sua placenta, e seu querido bebê. Desde que você perceba os movimentos do bebe, vai sentir também suas reações no exato momento em que você conseguir alongar as costas. É provável que ele se ponha aos pinotes, feliz por ficar a vontade nesse espaço que você lhe oferece.
À medida que a parte inferior das costas se alonga, talvez você sinta a nuca se arquear e encurtar, por um jogo de compensações, como se os músculos concordassem de um lado para recusar o outro. Tente manter a nuca calma e alongada, e os ombros bem encostados no chão.
Tire a bola. Descanse de leve as mãos na barriga e saboreie o conforto e a segurança do sacro encostado no chão.
retirado do livro:
Quando o corpo consente
Marie Bertherat
Thérèse Bertherat
Paule Brung
Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1997
161 páginas
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Os 14 movimentos da antiginastica - 3º Movimento
escrito por: Tricia em quarta-feira, setembro 20, 2006 às 3:37 PM.
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(pag. 141)
Terceiro movimento...
Como é o interior de sua boca? Quase ninguém sabe, embora o conhecimento tátil e sensorial da própria boca possa ajudar você a ocupar seu espaço interior, a livrar-se das tensões dos maxilares e facilitar o vaivém do ar aos pulmões.
Sente-se ou deite-se de costas no chão, como já foi explicado no movimento nº2. sempre com a nuca bem alongada. Com a ponta da língua bem à vontade, encoste-a no céu da boca. Percorra em todos os sentidos a parte rígida da abobada palatina. Vá com calma, não deixe um milímetro sem ser examinado.
Agora leve a língua para a direita, sobre a gengiva dos molares superiores e volte lentamente para o meio, para a gengiva dos incisivos centrais. Só se atenha ao maxilar superior. Faça esse percurso interno várias vezes, parando um instante sobre a raiz de cada dente. Tente, depois, ir além dos molares, em direção a gengiva do dente superior direito, mesmo que esse dente já tenha sido extraído ou nunca tenha apontado. Faça o mesmo percurso para o lado esquerdo lentamente.
Agora leve a ponta da língua para cima, para o véu palatino, a parte flexível do céu da boca. Percorra essa região em todos os sentidos.
Volte para a parte rígida e para a gengiva. Tente sentir com a ponta da língua a diferença de relevo, a diferença de temperatura dentro de sua boca.
Coloque a ponta da língua sobre a gengiva dos incisivos centrais, os dois dentes da frente. E suba lentamente a arcada do céu da boca, pelo meio, até o véu. Ao toque da língua, você vai encontrar como que uma linha divisória que separa dois céus da boca, um direito e um esquerdo. Siga delicadamente essa crista que separa seus dois palatos. Você vai encontrar com a língua uma espécie de pequeno umbigo situado nessa crista, quase no alto da arcada. Pare nesse miniumbigo. Apóie nele a língua no momento em que você solta o ar. Relaxe a pressão quando você inspira.
Encoste a polpa digital do polegar direito no lado do céu da boca. Preste atenção na respiração e, quando você sentir vontade de soltar o ar, pressione o céu da boca com o polegar. Cuidado para não contrair o ombro ou o braço... Pressione, desse modo, umas dez vezes. Ou mais ainda, se você se sentir a vontade nesse movimento. É claro que suas unhas devem estar curtas; mas elas precisam mesmo estar aparadas para a chegada do bebê.
Retire o polegar. Descanse. Compare o espaço interno do céu da boca direito com o esquerdo. Compare suas sensações quanto aos seios nasais, aos maxilares, aos brônquios e aos pulmões. Compare o lado direito com o esquerdo. Depois, encoste de novo o polegar esquerdo à esquerda do céu da boca. Faça pressão, firme mas sem violência, durante umas dez respirações serenas.
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Quando o corpo consente
Marie Bertherat
Thérèse Bertherat
Paule Brung
Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1997
161 páginas
Marcadores: atividades fisicas, dicas, gestação
(pag. 139)
Este movimento ajuda a distinguir os músculos da boca que têm costume de fazer juntos uma porção de movimentos automáticos. Distinguir os movimentos que vêm dos maxilares, os que vêm da língua e os que vêm dos lábios, saber diferencia-los e comanda-los pode ajudar a relaxar as fortíssimas tensões musculares da boca e, em conseqüência, as do corpo todo.
Na primeira vez é melhor fazer este movimento estando deitada no chão. Depois, quando estiver habituada, pode fazer sentada. Deite-se de costas, pernas flexionadas, pés encostados e pousados no chão. As coxas estão juntas, a região lombar, o quanto possível encostada no chão. Observe como você respira e, quando sente que vai soltar o ar, encoste bem uma coxa na outra. Relaxe na hora da inspiração. Faça isso duas ou três vezes.
Pois é, esse é um movimento da boca. Que será ainda mais eficaz se, antes de começar, você já tiver alongado os músculos da face interna das coxas. Contrair esses músculos conscientemente é a melhor maneira de conseguir que eles alonguem e relaxem.
Relaxe agora a face interna das coxas, abra e feche a boca como um peixinho no aquário, devagar, com calma. Faça isso durante um ou dois minutos, tentando deixar a língua não muito grande, pousada dentro da boca, no assoalho da boca. Passiva. Os músculos dos lábios também devem ficar passivos. Só estão trabalhando os masseteres, os músculos do maxilar.
Observe, sem procurar altera-lo, o ritmo de sua respiração. Agora, deixe a boca fechada, os maxilares encostados, mas não cerrados. Tente contrair a língua dentro da boca. Bem forte, ela possui só pra ela dezessete músculos.
Coloque com suavidade a palma da sua mão direita sobre a boca, sem tapar as narinas. Entreabra os maxilares e, com a ponta da língua, tateie a palma da mão. Deixe a língua voltar ao seu lugar na boca e recomece. Agora no momento de soltar o ar, procure apoiar a ponta da língua na palma da mão. Relaxe a pressão ao inspirar. Faça isso por um minuto.
Enrijeça a língua e procure empurrar a palma da mão – sempre na hora de soltar o ar – cada vez com mais força. A língua deve estar pontuda, rígida, em forma de cone. Tente perceber como ela, sozinha, tem força ara afastar a palma da sua mão.
Procure não contrair nem afundar a nuca. Não contraia os lábios nem feche os maxilare após cada pressão. Faça com que este trabalho seja um puro movimento da língua, executado de modo preciso na hora da expulsão do ar.
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FONTE:
Quando o corpo consente
Marie Bertherat
Thérèse Bertherat
Paule Brung
Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1997
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Este movimento da boca pode ser feito com você sentada numa cadeira, de preferência descalça e com os pés bem apoiados no chão. É preciso que a cadeira tenha a altura adequada às suas pernas. As mãos bem soltas, de palmas para cima, podem descansar sobre as pernas. Comece fazendo pequenos "sim" com a cabeça.
Solte os maxilares, mas deixe os lábios fechados, encostando-os de leve, com os músculos relaxados. Imagine que seus lábios se alargam, carnudos e macios, sem contudo se separarem um do outro.
Com a ponta da língua, siga delicadamente pelo lado de dentro o contorno dos lábios encostados. Descubra as comissuras à direita e à esquerda. Passeie a língua sempre com suavidade, de um lado para o outro, tentando descobrir com a ponta da língua a forma que tem sua boca de lábios fechados. Tente um leve sorriso e descubra, sempre de dentro, qual a forma de seu sorriso.
transcrito do livro:
Quando o corpo consente
Marie Bertherat
Thérèse Bertherat
Paule Brung
Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1997
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Este movimento solta os músculos dos maxilares e da nuca. Tenta fazê-los quando te sentires preocupada ou pouco à vontade . Se quiseres, podes deitar no chão, que é melhor. Mas, sentada numa cadeira, ou em pé, também dá certo.
Já que os maxilares estão apertados, aperta-os mais ainda. Junta molar com molar, procura apertar tanto o lado direito quanto o lado esquerdo. Presta atenção no modo de respirar. Fica assim por uns segundos.
Agora, abre a boca, apenas o suficiente para a língua chegar aos lábios. Deixa a língua alargar-se, que ela ocupe todo o espaço da boca entreaberta, até a comissura dos lábios, e que umedeça, sem precisar movimentar-se, o lábio inferior e o lábio superior. Sem apertar os lábios, e com a língua bem larga.
Permanece assim por alguns segundos, tentando soltar a respiração pelas narinas, devagar. Só quando a língua ficar seca, deixa-a voltar à posição habitual na boca.
Refaz o movimento uma ou duas vezes. Observa como tua respiração se torna mais calma e profunda."
FONTE:
Quando o corpo consente
Marie Bertherat
Thérèse Bertherat
Paule Brung
Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1997
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a coisa mais natural do mundo
escrito por: Tricia em quarta-feira, agosto 02, 2006 às 6:15 PM.
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por Eduardo Petta | fotos Cacá Bratke | produção Sílvia Goichman
O parto de minha mulher tinha tudo para ser mais uma cesárea. Tiago tinha duas voltas de cordão umbilical no pescoço e a bolsa de água já tinha estourado havia mais de 24 horas, sem sinais de contração. Eram 9 da noite em minha casa em Ubatuba, numa praia afastada cerca de 20 minutos do hospital mais próximo.Na cena, minha mulher, eu e Zaki, a parteira.Resolvemos meditar os três para a criança nascer. Duas horas depois, Carol entrou em trabalho de parto. A dilatação começou a aumentar lentamente. Zaki controlava as batidas cardíacas do bebê e a dilatação. Chás, florais, massagens e até acupuntura ela usou durante a madrugada inteira. Ao nascer do dia, junto com o primeiro raio de sol, Carol deu à luz um bebê lindo, que depois ganhou o nome de Tiago. O que para nós foi uma alegria profunda, para nossos pais e amigos foi um ato cujos adjetivos derivaram entre "coragem" e "loucura". Só minha avó deu de ombros: "Foi assim que tive sua mãe e meus outros quatro filhos...".
Minha avó parece ter razão.Afinal, é dessa forma que a mulher dá à luz desde que o mundo é mundo, certo? Errado. Pelo menos é o que dizem os números. Segundo dados do Sisnac (Sistema Nacional de Nascidos Vivos), o índice de cesáreas em hospitais privados no Brasil oscila entre 70% e 90% do total de partos. E ao que parece não é só minha avó que está errada."Deus errou.Devia ter colocado nas mulheres brasileiras um zíper na barriga", diz, em tom de ironia, Adailton Salvatore Meira, médico homeopata e ginecologista, atual coordenador da Rehuna (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento).
Para Adailton, a mulher hoje em dia recebe pouca ou nenhuma informação por meio da tradição - a velha transmissão oral de mãe para filha. E não se pode nem esperar que ela, coitada, encontre sozinha o caminho natural para parir, tão envolta está nos afazeres, no trabalho, na lida cotidiana. "Falta tempo para a mulher escutar o corpo falar."
Para o escritor e mitólogo Joseph Campbell, a mulher moderna esqueceu seu elo com a natureza. "A mulher afastou-se da terra, desconectou-se da própria natureza e passou a andar longe de sua essência. Para as sociedades primitivas, a mulher dá à luz assim como a terra faz brotar as plantas. A magia da mãe e a magia da terra são a mesma coisa, relacionam-se."
O resultado desse esquecimento é que hoje não são mais mães ajudando outras mães a dar à luz.A mulher grávida tornou-se paciente e passou a gerar a vida em macas cirúrgicas, deitada, tendo seu filho extraído da barriga e em seguida levado à enfermaria. Pior: nesse afã médico, estamos retirando do bebê a chance de vencer sua primeira batalha na vida: a de nascer naturalmente.
O que terá acontecido? A mulher desaprendeu a parir? Ou os médicos desaprenderam a fazer partos naturais? A pergunta pode parecer como aquela do ovo e da galinha, mas a resposta é muito mais complexa, e esta reportagem não pretende esclarecer esse enigma. A pretensão também não é condenar a cesárea, que, quando necessária, pode salvar vidas.Mas apenas apontar um outro caminho: a tendência crescente em todo mundo para uma gravidez mais, digamos, natural, culminando com um parto também natural. Uma volta às origens, por assim dizer, mas sem abrir mão da segurança e da sabedoria acumulada pela medicina ao longo dos anos para garantir um bebê saudável.
A gravidez natural inclui princípios de uma dieta saudável e nutritiva, assim como ioga, massagem e um aprofundamento da consciência sobre o corpo que irá ajudar a mulher a ter confiança e equilíbrio emocional para o processo do parto, seja ele natural ou não. Sim, porque, mesmo no caso de uma cesárea, todos esses cuidados só farão bem.
A vida é bela
Tudo começa lá atrás, pouco depois da fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Hormônios percorrem o corpo da mãe, seus seios incham.Vocês fazem o exame e, bingo: parabéns, estão grávidos. Durante nove meses, sua vida será cheia de situações novas.
Nessa hora,mulher, a conversa inicial é com você.Mais do que nunca, é tempo de manter o equilíbrio emocional." Uma gestação feliz e saudável tem chance de garantir uma criança mais segura e preparada para a vida", diz a professora de ioga Márcia de Luca. A primeira coisa a fazer é tomar consciência de que existe uma vida em seu ventre. Mudar seu eixo do eu, ou do eu-e-meumarido, para algo maior: um bebê, que depende só de você.O mundo dele agora é seu mundo. Tudo que você pensar, sentir, comer,ouvir e falar será transmitido a ele, de alguma forma.
Sim, é preocupante. Pensar que qualquer medo pode ser nocivo à criança faz a gente ter medo de ter medo, e não é preciso muito para entrar em pânico. Pare. Pensamentos e preocupações têm cura. E essa enxurrada de sofrimentos tem um antídoto: meditação.
Meditar na gravidez é tão importante que, no Japão, ao descobrir a gravidez, as gestantes são estimuladas a praticá-la diariamente. Conhecida como tai kyo, essa técnica milenar japonesa consiste em conversar com o bebê e evitar qualquer coisa que traga emoções negativas, como filmes violentos, músicas muito agitadas e cenas tristes.
"A meditação é o melhor refúgio para a grávida", diz a terapeuta carioca Maria de Lourdes Teixeira, a Fadynha, introdutora do método shantala (massagem para crianças) no Brasil. Em seu livro Meditações para Gestantes, Fadynha ensina técnicas que ajudam a mulher a controlar "a montanha-russa de emoções que é a gravidez". Entre as várias práticas,Fadynha chama atenção para a visualização mental da criança ainda no útero. A gestante deve sentarse num lugar calmo, fechar os olhos, respirar e imaginar o corpo do bebê: braços, pernas, cabeça e até mesmo os dedos das mãos. Depois, imaginá-lo dentro do líquido amniótico morninho dando cambalhotas, livre dos efeitos da gravidade."Converse com o bebê.A conexão física e emocional é estabelecida antes do nascimento. Reforce o vínculo entre mãe e filho enviando mensagens carinhosas ao seu filho", sugere a terapeuta. Outra boa idéia é a arteterapia."A mulher fica mais inspirada, e os trabalhos manuais ajudam a torná-la mais centrada", diz ela. Dá até para aproveitar e fazer uma peça do enxoval. Para que comprar tudo pronto?
Entrando no pique
O corpo precisa de atividade e movimentação. Isso não significa ficar sarada, ter o abdômen definido ou os glúteos redondos, mas suar e produzir endorfina, um calmante natural. Há várias atividades adequadas para a situação: tai chi, hidroginástica, natação, caminhada e ioga. "Especialmente na gravidez, a prática de ioga contribui para que a mulher perceba as transformações físicas e psicológicas, centrando a atenção no corpo e na mente", diz Márcia de Luca."E a ioga alonga e tonifica os músculos, fazendo com que a gestante não fique com os movimentos restritos no fim da gravidez".
O corpo vai pedir também atenção à alimentação. É normal a mulher ganhar peso e sentir mais fome, mas não é por isso que você vai se entregar à gula. "Não engordar em demasia é um dos requisitos para ter uma gravidez saudável. Não precisa ser repressão total, mas vá à mesa com parcimônia", diz Marcos Tadeu Garcia, médico ginecologista e obstetra adepto do parto humanizado. "O bebê se alimenta do que você come. Antes de se entregar aos tais desejos da gravidez, pense que você está dando aquela comida à criança", diz ele.
Agora, o maridão
Para que a vida fique ainda mais zen, entra em cena o companheiro, peça-chave nessa saga. Não basta ser pai ou mero observador, tem que participar, ter paciência, tolerância e compaixão. Enfim, ler muito Dalai Lama.Você, maridão, deve colaborar para não praticar seus vícios (fumar,beber, comer fast food ou tomar refrigerante) na frente da mulher.E ainda demonstrar orgulho pela barriga dela, mergulhando rumo ao coração do bebê. Toque a criança, acaricie-a, fale com ela. Seja solidário.
A gravidez não é, como muitos dizem, uma TPM de nove meses. Mas são sim, não vou enganá-lo, nove meses de mudanças hormonais (e acrescente mais alguns meses depois). Caso você esteja encontrando dificuldades no relacionamento nessa fase, siga os passos da grávida natural: pratique ioga, esportes e meditação e tenha uma alimentação saudável.Na pior das hipóteses, você irá melhorar o equilíbrio emocional, ganhar autoconhecimento e ainda ficar em forma.Afinal, o homem também passa por um processo de adaptação, que envolve ansiedade, tensão, preocupações e mudanças de personalidade para assumir a nova identidade e a postura de um futuro pai.
Para praticar a intimidade, nada melhor que sexo. Detalhe: durante todos os nove meses."Fazer amor durante a gravidez é perfeitamente seguro", diz Janet Balaskas, diretora do Centro de Parto Ativo em Londres e autora de diversos livros sobre o assunto.
Sim, as relações são diferentes, mas não é preciso decorar o Kama Sutra. Basta escolher posições que não comprimam a barriga (de lado, de costas e por aí vai).O importante é que a relação envolva muito carinho, pois o relacionamento agora é a três, o bebê está junto, percebendo, sentindo, e ele ficará feliz ao captar as emoções entre vocês.
Há quem sinta mais desejo sexual durante a gravidez.Mas é possível também que o tesão diminua. Normal. Logo passa. Compensem então com companheirismo, proximidade, massagens gostosas, cafunés.Uma coisa é certa: a mulher precisa de muito carinho.
Crepúsculo dos deuses
Eu e minha mulher queríamos muito ter tido um parto natural. Pesquisamos, lemos, escutamos, procuramos. Minha mulher fez ioga, nadou, meditou, respirou e se programou mentalmente. Eu li o Dalai Lama. Mas foi só na hora que as contrações se aceleraram que pude compreender a importância de ter alguém do nosso lado a nos guiar.Uma mãe ensinando os passos à outra. Era tarde da madrugada e Carol respirava incessantemente, centrada em cada sopro, andando de um lado para o outro da casa com cara de dor. Quando a criança começou a descer, porém, ela usou cada contração para ajudar a criança a vir ao mundo. Pariu em silêncio, consciente, respirando. Carol não sabia de nada, mas tudo aconteceu tão naturalmente que parecia que ela sabia de tudo.
Para a médica britânica Janet Balaskas, a explicação é científica. "Quando a mulher dá à luz na posição vertical, sem auxílio de drogas, ela está usando a parte mais primitiva do cérebro, uma parte que temos em comum com todos os mamíferos e que secreta os hormônios necessários, que atuam sem a necessidade de nenhum hormônio sintético." Para quem tem medo de não saber parir, Janet Balaskas manda um recado:"O corpo da mulher é sábio. Basta que ela o escute e saberá tudo".
Quando olho para trás e lembro que, ao nascer, nosso filho foi direto ao seio de minha mulher e, depois, veio ao meu colo, fico feliz em saber que é sim possível a mulher parir no seu tempo, sem intervenções. E que também é possível recuperar o elo perdido com a natureza e dar à luz da mesma forma como faziam nossos antepassados.
PARA SABER MAIS,
LIVROS
Gravidez Natural, Janet Balaskas, Editora Manole
Parto Ativo, Janet Balaskas, Editora Ground
Meditações Para Gestantes, Fadynha, Editora Sextante
CURSOS
Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda, (11) 3168-5096, www.ciyma.com.br
Instituto de Yoga e Terapias Aurora, (21) 2205-1570, www.institutoaurora.com.br
SITES
www.amigasdoparto.org.br
www.partohumanizado.blogger.com.br
www.maternidadeativa.com.br
www.maternatura.med.br/conteudo.htm
FONTE: Vida Simples - Editora ABRIL
Marcadores: atividades fisicas, meditação, parto, parto natural