Câmara de Fortaleza aprova licença-maternidade de 180 dias
escrito por: Tricia em segunda-feira, novembro 13, 2006 às 9:57 AM.
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Matéria Diário do Nordeste - 09/11/2006 - 19:35
As servidoras públicas de Fortaleza vão poder ter direito a mais 60 dias, além
dos 120 já concedidos por lei, de licença-maternidade. A emenda que determina a ampliação do benefício para 180 dias foi aprovada pela Câmara Municipal de Fortaleza no último dia 8 e só espera agora a publicação no Diário Oficial e a sanção da prefeita Luizianne Lins, previstas para dentro de poucos dias.
A emenda de revisão n° 14, que contempla o projeto de indicação da vereadora Fátima Leite (PHS), dá nova redação aos incisos VIII e XIV do artigo 99 da Lei Orgânica do Município. Segundo eles, a licença-gestante tem duração de 120 dias, sem prejuízo para a mãe, e é permitida a licença especial à servidora que adotar legalmente uma criança recém-nascida.
A idéia da vereadora ao propor o projeto foi possibilitar que as servidoras pudessem amamentar os bebês por pelo menos seis meses, período mínimo
recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para que o leite materno, além de aumentar a imunidade da criança, fortaleça o vínculo afetivo entre mãe e filho.
As servidoras públicas de Fortaleza vão poder ter direito a mais 60 dias, além
dos 120 já concedidos por lei, de licença-maternidade. A emenda que determina a ampliação do benefício para 180 dias foi aprovada pela Câmara Municipal de Fortaleza no último dia 8 e só espera agora a publicação no Diário Oficial e a sanção da prefeita Luizianne Lins, previstas para dentro de poucos dias.
A emenda de revisão n° 14, que contempla o projeto de indicação da vereadora Fátima Leite (PHS), dá nova redação aos incisos VIII e XIV do artigo 99 da Lei Orgânica do Município. Segundo eles, a licença-gestante tem duração de 120 dias, sem prejuízo para a mãe, e é permitida a licença especial à servidora que adotar legalmente uma criança recém-nascida.
A idéia da vereadora ao propor o projeto foi possibilitar que as servidoras pudessem amamentar os bebês por pelo menos seis meses, período mínimo
recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para que o leite materno, além de aumentar a imunidade da criança, fortaleça o vínculo afetivo entre mãe e filho.
Marcadores: amamentação, governo, licença maternidade, politica, pós-parto
Sara é uma entre oito mulheres que em cada cem puérperas, sofre de depressão pós-parto. Convém lembrar que atitudes, expectativas, sentimentos e emoções medeiam Gravidez e Maternidade. Estes dois conceitos são habitualmente confundidos por muitos e tomados como sinónimos quando, de facto, são em si duas realidades e vivências bem distintas, tecidas que são em imaginários diferentes.
A Gravidez refere-se ao período de aproximadamente 40 semanas que vai da concepção ao parto. A mulher experimenta alterações físicas espectaculares e visíveis que acarretam vivências psicológicas particulares. Tudo se passa “dentro” da própria mulher. Daí que a gravidez se constitua como um momento particular de retorno a si própria, de algum narcisismo saudável, de um investimento maciço no próprio corpo, na sua imagem, no que ele contém: Vida. A gravidez é também, consciente ou inconscientemente, vivida pela mulher como uma confirmação da sua identidade sexual como mulher.
A Maternidade, entretanto, assume-se como um projecto de longo prazo (no mínimo 18 anos) que envolve a prestação de cuidados e a dádiva de amor, de valores que possibilitem um desenvolvimento sadio e harmonioso à criança recém-nascida. Requer iniciativas, actuações, disponibilidade, responsabilizações, abnegação. Requer que, mais do que se desejar ter um filho, se deseje ser mãe.
Ora, o desejo de se ter um filho e o desejo de se ser mãe, nem sempre são coincidentes. O período crítico de stresse físico e psicológico não termina com o parto – acontecimento que transforma a gravidez em maternidade. O puerpério é período de emoções intensas e variadas que implicam novas transformações fisiológicas, da relação, ritmo e rotina familiar, nem sempre antecipadamente previstas. Se a leitora foi recentemente mãe e se sente vulnerável psicologicamente neste período, deixe-nos ajudá-la a compreender que esta vulnerabilidade é uma vivência muito mais comum do que pode supor.
O que são Baby Blues?¹
Desejou tanto este momento feliz da sua vida, o nascimento do seu bebé, todos os amigos e familiares a cercam de atenções e conselhos, o seu sonho de começar a construir a sua própria família é agora uma realidade – então porque é que se sente tão infeliz?
Não se sinta alarmada. Está a sofrer de uma forma comum de depressão pós-parto que começa geralmente a manifestar-se por volta do terceiro dia após o parto e pode permanecer durante 10 a 14 dias. Os sintomas mais frequentes são chorar sem razão, irritabilidade e o sentir-se “em baixo”. Estes sintomas poderão ter pouco a ver com a personalidade da mulher. Pode tratar-se de alguém que noutra situação de stresse emocional, não se deprima com facilidade. Estudos apontam para que a causa mais frequente para os baby blues seja a descida abrupta dos elevados níveis de progesterona que ocorre no corpo da mulher após o parto, níveis estes pouco detectáveis no sangue nesta altura. Esta alteração drástica pode produzir um impacto tremendo nas emoções da puérpera. Aproximadamente 50 a 80% das mulheres, quer seja no primeiro ou no décimo parto, podem experienciar “baby blues”. Para além dos sintomas referidos, 10 a 15% das mulheres com este síndroma podem desenvolver um nível depressivo mais intenso caracterizado por alguns destes sintomas:
- Sentimentos de inadequação / incapacidade;
- Dificuldade em tomar decisões;
- Medo de ficar só;
- Sentimentos de rejeição em relação ao bebé;
- Desejo de deixar a família;
- Ataques de pânico;
- Medo e ansiedade;
- Sentimentos de falta de controlo;
- Falta de interesse por actividades anteriormente apreciadas;
- Pesadelos, etc.;
Se tem este tipo de vivências, é importante para si sentir-se apoiada agora por aqueles que a rodeiam, especialmente pelo seu cônjuge. Necessita de ser tão acarinhada como o seu bebé. Lembre-se que, na maior parte dos casos, este tipo de alteração do humor passará por si próprio. Procure descansar e alimentar-se regularmente para evitar hipoglicémia e permitir aumentar a sua resistência às novas solicitações. Alguns destes sintomas, sentidos de uma forma não persistente, são modos de adaptação à maternidade. Se eles persistirem, indicam que necessita de tratamento e acompanhamento psicológico.
O que é a Depressão Pós-parto?
A Depressão Pós-Parto (DPP) pode ter lugar alguns dias ou mesmo meses após o nascimento. Tal como os baby blues, pode aparecer após o nascimento de um primeiro filho ou depois dos partos subsequentes. Estudos recentes apontam para que uma mulher geralmente com sintomas depressivos terá mais hipóteses de ter DPP. Os sintomas da DPP são similares aos vivenciados durante os baby blues – tristeza, desespero, ansiedade, irritabilidade, sentimentos de incapacidade, insónias, etc. – mas a mulher sente-os de uma forma mais agressiva e prolongada. A DPP pode muitas vezes impedir uma mulher de realizar as actividades do dia-a-dia e de cuidar do bebé de uma forma adequada. Quando as capacidades para lidar com as tarefas quotidianas estão afectadas, pode dizer-se que é um sinal de que a mulher necessita de aconselhamento psicológico e medicamentoso para aumentar o seu bem-estar. Se uma mulher nestas condições não se tratar, os sintomas agudizam--se e podem persistir para além de um ano.
Para além dos sintomas descritos, podem acrescentar-se outros:
- Astenia, cansaço e irritabilidade;
- Dores de cabeça, dores no peito, palpitações cardíacas;
- Perda ou aumento da vontade de comer com consequente emagrecimento ou ganho excessivo de peso;
- Desinteresse sexual;
- Labilidade emocional (variações bruscas de humor);
- Preocupação excessiva ou total desinteresse pelo bebé;
- Sentir-se desvalorizada ou culpada;
- Medo de se magoar ou de magoar o bebé.
S&L
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a DEPRESSÃO PÓS-PARTO tem cura! Saiba como!
É imprescindível saber que a DPP é tratável e tem cura. O tipo de tratamento depende da severidade dos sintomas, podendo-se tratar com antidepresssivos e psicoterapia.
Que fazer em caso de Depressão Pós-Parto?
O principal é saber que se tem DPP, há cuidados que tem de ter consigo para melhorar o seu bem-estar:
- Tente descansar enquanto o bebé dorme;
- Pare de exigir demasiado de si própria. Faça o que pode e deixe o que é secundário;
- Fale com o seu marido, amigos e família sobre aquilo que sente;
- Não fique muito tempo sozinha. Vista-se e saia de casa. Dê pequenos passeios com o bebé ou sozinha, depois de deixar o bebé aos cuidados de alguém;
- Passe tempo de qualidade a sós com o seu cônjuge;
- Peça ajuda ao seu médico e não tenha vergonha de lhe contar o que sente. Ele encaminhá-la-á para um especialista habilitado a lidar com a sua situação;
- Converse com outras mulheres que já passaram pelas vivências do pós-parto e aprenda com as suas experiências.
Em Portugal pouco se conhece sobre associações ou grupos de interajuda de mulheres que vivenciam DPP. Se se sentir com coragem, crie um grupo de interajuda. O efeito será multiplicador.
O que é a Psicose Pós-Parto?
Abordá-la-emos de uma forma mais breve, também, porque felizmente é a forma menos frequente, embora a mais grave, de adoecer psicologicamente após o parto. Esta doença pode manifestar-se imediatamente, com mais frequência nos 3 primeiros meses do pós--parto. A mulher pode perder o contacto com a realidade, ter alucinações auditivas (ouvir vozes, obedecer-lhes, etc.) e visuais (ver as coisas de uma forma diferente das outras pessoas e até coisas que não existem). Podem-se juntar outros sintomas como ideias delirantes, agitação, cólera, pensamentos e comportamentos bizarros. Se a mulher tem psicose pós-parto necessita de tratamento médico imediato, mesmo que a própria negue esta necessidade, podendo precisar de internamento, pelos riscos que esta doença acarreta para si, para o bebé e para os outros.
Por vezes ouvimos notícias que nos chocam de mães que maltratam o bebé e outros filhos até à morte e que por fim se suicidam. Esta desordem psicológica que reflecte uma personalidade pré-mórbida, já doente antes do parto, e a falta de um ambiente familiar “contentor” de emoções podem estar na origem destas tragédias humanas.
É ao longo da gravidez que a mulher deve fazer a individualização do seu bebé para que no momento da diferenciação do parto, a separação física e emocional se integrem e o nascimento não seja sentido como perda de parte de si e o filho considerado uma projecção ou prolongamento de si mesma. A gravidez e o puerpério determinam uma vulnerabilidade psicológica na mulher que experimenta nestes períodos uma crise de maturação normal e organizativa através de modificações psicológicas que lhe são próprias. A mulher vai ter de “fazer o luto” do bebé imaginário (que trouxe no seu ventre ) para se relacionar com o bebé real. Ser mãe na espécie humana não é a tradução de um instinto, mas um processo de aprendizagem. Existe uma evidência considerável de que o ajustamento psicológico e afectivo da mulher esteja fortemente associado à DPP. Tal situação depende em grande medida da carência de apoio social, especialmente dos familiares mais próximos. A percepção que a mulher tem do seu relacionamento marital, avaliado no seu grau de satisfação em termos de proximidade do relacionamento e do apoio do cônjuge, está relacionada com a sintomatologia depressiva durante a gravidez e após o parto.
Mulheres que sentem níveis elevados de stresse durante a gestação e após o parto e/ou que carecem de um cônjuge confidente e disposto a auxiliar nas tarefas familiares e cuidados com o bebé, parecem estar particularmente vulneráveis ao desenvolvimento da depressão pós-parto.
Não exija demasiado da sua nova função e tire o máximo partido desta experiência irrepetível, tendo consciência dos seus próprios limites e, por favor, não sinta vergonha: peça ajuda!
S&L
Bibliografia
Cox, W. (1997) Coping with Post-Partum Depression – Women Face Emotional Abyss After Birth http://www.wellmother.com/articles/copingppd.htm
Cruz, M.M.(1990) Encantos e Desencantos da Maternidade, Análise Psicológica 4(VIII):367-370.
DSM – IV – TR – Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – American Psychiatric Association, 4ª ed. Climepsi Ed., 2002.
Nightingale, L.V. (1998) What Are The “Baby Blues”;
http://www.nightgalerose.com/free/baby.htm
O’Hara, M.W.(1987) Postpartum Blues, Depression and Psychosis: a Review. Journal of Psychosomatic, Obstetrics & Gynecology, 7:205-227.
Post Partum Depression;
http://www.4woman.gov/faq/postpartum.htm
Tavares, L. (1990) Depressão e Relacionamento Conjugal Durante a Gravidez e o Pós-Parto, Análise Psicológica, 4(VIII):389-398.
Your Emotion Well-Being: Understanding The Blues
http://www.duke.edu/~bkc/thml/webdoc7.htm
Lília Tavares - Psicóloga Clínica
* Exerce a sua actividade profissional numa entidade de reabilitação no concelho de Sintra.
Marcadores: pós-parto
Ampliação da Licença Maternidade no Ceará
escrito por: Tricia em quarta-feira, junho 21, 2006 às 11:01 AM.
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FONTE: Jornal Diário do Nordeste
MATERNIDADE (20/6/2006)
Oito municípios do Ceará asseguram 180 dias de licença
Oito municípios cearenses já estenderam de 120 para 180 dias o tempo da licença-maternidade das servidoras de suas administrações. A campanha pela licença de seis meses, deflagrada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, foi tema do Encontro de prefeitos, primeiras-damas e vereadores do Ceará, ontem à tarde, na Escola de Saúde Pública (ESP), em Fortaleza.
Em agosto do ano passado, a senadora Patrícia Saboya apresentou, no Senado, um projeto de lei que institui esse direito. A medida prevê a ampliação da licença para funcionárias de empresas privadas em troca de benefícios fiscais.
O objetivo do encontro, destaca Patrícia Saboya, é incentivar a adoção da licença de seis meses por mais prefeituras cearenses. “Além de proporcionar a mãe e filho o direito do aleitamento materno exclusivo, os dois meses a mais de licença aumentam o vínculo afetivo”, explica.

Enquanto o projeto de lei tramita à nível nacional, algumas administrações públicas optaram por votar e aprovar a licença de seis meses por meio de medidas locais. No Ceará, por exemplo, o município pioneiro na concessão do direito foi Beberibe, desde dezembro último.
Os municípios de Ipu, Maranguape, Pindoretama, Redenção, Tamboril, Varjota e General Sampaio também instituíram a licença de seis meses.
Além disso, outros 21 projetos, com o mesmo objetivo, tramitam atualmente em Câmaras Municipais cearenses. Já em Barro, Horizonte, Solonópole, Santana do Cariri e Jaguaretama, as propostas estão prontas para ir a sanção.
Em Fortaleza, o projeto da senadora Patrícia foi levado à discussão na Câmara Municipal para servir de modelo para uma proposta municipal. Mas, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, não existe nenhum projeto em discussão ou em elaboração sobre a ampliação da licença-maternidade.
Segundo a presidente da Associação das Primeiras-Damas dos Municípios do Ceará, Vânia Dutra, muitos prefeitos temem a ampliação da licença-maternidade, alegando prejuízos aos cofres municipais. “Devemos avaliar o retorno positivo. A presença da mãe por mais dois meses diminuirá os riscos da criança adoecer”, ressalta.
Para o médico e prefeito de Beberibe, Marcos Queiroz, o custo em dois meses a mais de licença é irrisório. Conforme um estudo realizado pela administração, após a aprovação da lei, a expectativa é de 17 servidoras grávidas anualmente, o equivalente a um gasto extra de R$ 1 mil por mês.
Em General Sampaio, o projeto de lei sofreu algumas alterações. Segundo a prefeita, Eliene Leite de Araújo Brasileiro, no quarto mês de licença, a mãe solicita a extensão do prazo. Mas, só conquista o direito se comprovar, por meio de um atestado médico, o aleitamento materno exclusivo.
“Existe um ato de subordinação quando o Ministério da Saúde preconiza o aleitamento materno durante os primeiros seis meses e só oferece quatro meses de licença-maternidade”, critica Ana Maria Cavalcante, superintendente da ESP e presidente da Sociedade Cearense de Pediatria.
Além do Ceará, municípios de outros dois estados brasileiros adotaram a extensão do benefício. Em Amapá, o governador sancionou a proposta. Já no Espírito Santo, três municípios instituíram a licença ampliada: Vitória, Serra e Castelo.

A contadora Juliana, com a filha Júlia, acredita que o assunto ainda merece muita discussão
SEIS MESES (19/6/2006)
Primeiras-damas discutem hoje licença-maternidade
As primeiras-damas dos municípios do Ceará, congregadas em sua Associação encabeçada por Vânia Dutra, primeira-dama de Horizonte, engajam-se na luta pela ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. Todas estarão logo mais, às 14 horas, na Escola de Saúde Pública, reunidas para um encontro com prefeitos e vereadores para discutirem o assunto.
Na oportunidade, a senadora Patrícia Saboya, autora do projeto de lei que institui a licença-maternidade de seis meses, fará uma exposição sobre o assunto, com apoio em seus argumentos do presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior; do representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Manuel Buvinich, e do prefeito de Beberibe, Marcos Queirós, primeiro no Brasil a conceder licença-maternidade de seis meses para as servidoras públicas.
Apresentar os dois lados da questão é de suma importância, acredita a contadora Juliana Águila Maciel, 26 anos, mãe de Ana Júlia, de 3. Ela diz já estar discutindo o assunto com seus colegas de trabalho. ‘‘Em uma confecção, por exemplo, uma máquina parada por meio ano representa um prejuízo enorme’’, explica. Ainda mais agora, prossegue a contadora, que o INSS não é mais o responsável por esse ônus e sim o empregador. É um custo muito elevado.
A realidade brasileira é muito delicada, acredita Juliana. Em outros países, essas conquistas foram conseguidas, mas a partir de outra estrutura econômica, bem distinta da nossa.
“Não há como não ver os dois lados da situação”, garante a psicóloga Vilédia Yang Li. “Mesmo porque, é importante para o bebê ser amamentado pelo menos seis meses. Depois disso, ele já está melhor preparado para a separação da mãe. Até então, é muito frágil e necessita de maiores cuidados”, esclarece.
LICENÇA-MATERNIDADE (20/6/2006)
Garantia do direito à vida
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior, a ampliação da licença-maternidade por seis meses se baseia na garantia do direito à vida.
Isso porque, explica ele, esse é o período necessário para o crescimento do cérebro, o aleitamento materno exclusivo, a criação do vínculo afetivo ideal e equilibrado para o futuro da criança, e o estabelecimento da diferenciação da personalidade.
A professora Cilani de Oliveira Uchôa, 30 anos, sentiu a diferença ao passar os seis primeiros meses ao lado do filho caçula, Antônio Júnior. “Dessa vez, tive o direito de continuar a amamentação do meu filho”, diz.
Cilani já estava no quarto mês da licença-maternidade quando a lei de extensão do período foi aprovada no município de General Sampaio, em março deste ano. “Faz apenas uma semana que voltei a trabalhar, mas não fiquei tão preocupada como das outras vezes. Ele [o filho] já está bem ativo”, conta.
Em Beberibe, a primeira servidora beneficiada com a licença de seis meses foi Soraia Colaço, 39 anos. Ainda afastada do trabalho, ela acredita que a filha, Júlia, será uma criança mais segura. “O fortalecimento afetivo e a amamentação exclusiva irão contribuir para uma vida mais saudável”.
FONTE: Jornal Diário do Nordeste
MATERNIDADE (20/6/2006)
Oito municípios do Ceará asseguram 180 dias de licença
Oito municípios cearenses já estenderam de 120 para 180 dias o tempo da licença-maternidade das servidoras de suas administrações. A campanha pela licença de seis meses, deflagrada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, foi tema do Encontro de prefeitos, primeiras-damas e vereadores do Ceará, ontem à tarde, na Escola de Saúde Pública (ESP), em Fortaleza.
Em agosto do ano passado, a senadora Patrícia Saboya apresentou, no Senado, um projeto de lei que institui esse direito. A medida prevê a ampliação da licença para funcionárias de empresas privadas em troca de benefícios fiscais.
O objetivo do encontro, destaca Patrícia Saboya, é incentivar a adoção da licença de seis meses por mais prefeituras cearenses. “Além de proporcionar a mãe e filho o direito do aleitamento materno exclusivo, os dois meses a mais de licença aumentam o vínculo afetivo”, explica.
Enquanto o projeto de lei tramita à nível nacional, algumas administrações públicas optaram por votar e aprovar a licença de seis meses por meio de medidas locais. No Ceará, por exemplo, o município pioneiro na concessão do direito foi Beberibe, desde dezembro último.
Os municípios de Ipu, Maranguape, Pindoretama, Redenção, Tamboril, Varjota e General Sampaio também instituíram a licença de seis meses.
Além disso, outros 21 projetos, com o mesmo objetivo, tramitam atualmente em Câmaras Municipais cearenses. Já em Barro, Horizonte, Solonópole, Santana do Cariri e Jaguaretama, as propostas estão prontas para ir a sanção.
Em Fortaleza, o projeto da senadora Patrícia foi levado à discussão na Câmara Municipal para servir de modelo para uma proposta municipal. Mas, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, não existe nenhum projeto em discussão ou em elaboração sobre a ampliação da licença-maternidade.
Segundo a presidente da Associação das Primeiras-Damas dos Municípios do Ceará, Vânia Dutra, muitos prefeitos temem a ampliação da licença-maternidade, alegando prejuízos aos cofres municipais. “Devemos avaliar o retorno positivo. A presença da mãe por mais dois meses diminuirá os riscos da criança adoecer”, ressalta.
Para o médico e prefeito de Beberibe, Marcos Queiroz, o custo em dois meses a mais de licença é irrisório. Conforme um estudo realizado pela administração, após a aprovação da lei, a expectativa é de 17 servidoras grávidas anualmente, o equivalente a um gasto extra de R$ 1 mil por mês.
Em General Sampaio, o projeto de lei sofreu algumas alterações. Segundo a prefeita, Eliene Leite de Araújo Brasileiro, no quarto mês de licença, a mãe solicita a extensão do prazo. Mas, só conquista o direito se comprovar, por meio de um atestado médico, o aleitamento materno exclusivo.
“Existe um ato de subordinação quando o Ministério da Saúde preconiza o aleitamento materno durante os primeiros seis meses e só oferece quatro meses de licença-maternidade”, critica Ana Maria Cavalcante, superintendente da ESP e presidente da Sociedade Cearense de Pediatria.
Além do Ceará, municípios de outros dois estados brasileiros adotaram a extensão do benefício. Em Amapá, o governador sancionou a proposta. Já no Espírito Santo, três municípios instituíram a licença ampliada: Vitória, Serra e Castelo.
A contadora Juliana, com a filha Júlia, acredita que o assunto ainda merece muita discussão
SEIS MESES (19/6/2006)
Primeiras-damas discutem hoje licença-maternidade
As primeiras-damas dos municípios do Ceará, congregadas em sua Associação encabeçada por Vânia Dutra, primeira-dama de Horizonte, engajam-se na luta pela ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. Todas estarão logo mais, às 14 horas, na Escola de Saúde Pública, reunidas para um encontro com prefeitos e vereadores para discutirem o assunto.
Na oportunidade, a senadora Patrícia Saboya, autora do projeto de lei que institui a licença-maternidade de seis meses, fará uma exposição sobre o assunto, com apoio em seus argumentos do presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior; do representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Manuel Buvinich, e do prefeito de Beberibe, Marcos Queirós, primeiro no Brasil a conceder licença-maternidade de seis meses para as servidoras públicas.
Apresentar os dois lados da questão é de suma importância, acredita a contadora Juliana Águila Maciel, 26 anos, mãe de Ana Júlia, de 3. Ela diz já estar discutindo o assunto com seus colegas de trabalho. ‘‘Em uma confecção, por exemplo, uma máquina parada por meio ano representa um prejuízo enorme’’, explica. Ainda mais agora, prossegue a contadora, que o INSS não é mais o responsável por esse ônus e sim o empregador. É um custo muito elevado.
A realidade brasileira é muito delicada, acredita Juliana. Em outros países, essas conquistas foram conseguidas, mas a partir de outra estrutura econômica, bem distinta da nossa.
“Não há como não ver os dois lados da situação”, garante a psicóloga Vilédia Yang Li. “Mesmo porque, é importante para o bebê ser amamentado pelo menos seis meses. Depois disso, ele já está melhor preparado para a separação da mãe. Até então, é muito frágil e necessita de maiores cuidados”, esclarece.
LICENÇA-MATERNIDADE (20/6/2006)
Garantia do direito à vida
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior, a ampliação da licença-maternidade por seis meses se baseia na garantia do direito à vida.
Isso porque, explica ele, esse é o período necessário para o crescimento do cérebro, o aleitamento materno exclusivo, a criação do vínculo afetivo ideal e equilibrado para o futuro da criança, e o estabelecimento da diferenciação da personalidade.
A professora Cilani de Oliveira Uchôa, 30 anos, sentiu a diferença ao passar os seis primeiros meses ao lado do filho caçula, Antônio Júnior. “Dessa vez, tive o direito de continuar a amamentação do meu filho”, diz.
Cilani já estava no quarto mês da licença-maternidade quando a lei de extensão do período foi aprovada no município de General Sampaio, em março deste ano. “Faz apenas uma semana que voltei a trabalhar, mas não fiquei tão preocupada como das outras vezes. Ele [o filho] já está bem ativo”, conta.
Em Beberibe, a primeira servidora beneficiada com a licença de seis meses foi Soraia Colaço, 39 anos. Ainda afastada do trabalho, ela acredita que a filha, Júlia, será uma criança mais segura. “O fortalecimento afetivo e a amamentação exclusiva irão contribuir para uma vida mais saudável”.
FONTE: Jornal Diário do Nordeste
Marcadores: amamentação, ceará, governo, licença maternidade, politica, pós-parto