5 mistakes women make at the doctor's office


escrito por: Tricia em sábado, maio 31, 2008 às 2:57 PM.

By Elizabeth Cohen
CNN Medical Correspondent


Empowered Patient, a regular feature from CNN Medical News correspondent Elizabeth Cohen, helps put you in the driver's seat when it comes to health care.

ATLANTA, Georgia (CNN) -- For 10 years, Barbara's gut told her she needed to get a new doctor for her daughter, and for 10 years, she didn't listen, even as her daughter got sicker and sicker.

The doctor had diagnosed irritable bowel syndrome when Barbara's daughter was 13. Day after day, year after year, she had bloody diarrhea.

At age 23, weighing just 112 pounds at 6 feet tall, her daughter became so sick and malnourished she ended up in the hospital. Barbara's intuition told her the doctor wasn't giving her daughter the right treatment, but she just couldn't tell him.

"It was like my tongue was bolted to my bottom mouth, and I couldn't get the words out. I didn't want to offend him. I was paralyzed," said Barbara, a high-ranking university administrator.

"I'm well-educated. I have a Ph.D. I make decisions easily, and I say 'no' easily. But in this situation, it was like I had a different personality. I felt like I'd reverted to childhood," she added.

Research on women's interaction with doctors is limited, but a number of women's health experts say they had noticed trends among female patients that didn't see as frequently in men.

Feeling paralyzed and voiceless in the doctor's office is one of the major health care mistakes women make, says Dr. Christiane Northrup, author of "Women's Bodies, Women's Wisdom: Creating Physical and Emotional Health and Healing."

"Even very well-educated women freeze up and don't speak up" in some cases, she said.

Here, from Northrup and other women's health specialists, are five mistakes women make at the doctor's office.

1. Women don't question doctors

"Being at a doctor's office often puts the patient in the position of 'child' and the doctor in a position of 'parent,' " Northrup said.

Northrup's solution: "Always take someone with you who will ask the questions you are afraid to ask."

When you're alone, Robin DiMatteo, a distinguished professor of psychology at the University of California, Riverside, has this suggestion. "Say to the doctor, 'I realize I don't have the medical skills that you do, but this doesn't make sense to me logically. Can we think this through together?' "

2. Women tend to over-research

According to the Pew Internet Project, women are more likely to look up health information on the Internet. In a telephone survey, 69 percent of women said they'd looked up information about a specific disease or condition, compared with 58 percent of men.

Although doing your own research is a good thing, Dr. Pamela Peeke says her female patients are more likely to become overwhelmed by what they read.

"Women are much more likely to come in with hundreds of pages of Internet printouts under their arms, and they've become convinced they have all sorts of diseases," she said.

The solution: Some experts recommend doing research on the Internet and writing down the most important points rather than carrying in numerous printouts. That way, you can have a more focused conversation with your doctor.

3. Women don't recognize gender bias

Several studies have shown that women's medical problems are more likely to be interpreted as emotional issues or complaining.

"You should recognize that there is doctor bias," advised Dr. Nieca Goldberg, author of "Women are Not Small Men." "You don't want to go to a doctor who says, 'Now, honey, it's not all that bad.' "

Goldberg says she remembers going to a doctor who made a remark like that. "I said, 'I don't think we'll be continuing this visit,' " she remembered.

4. Women interpret their own symptoms

Goldberg says she's seen this over and over again: Instead of just giving the doctor the facts, women sometimes also offer their own interpretations, which can put their own health at risk.

For example, she's seen women who are having heart attacks tell the doctor that they think it's just indigestion. "This could be dangerous if you're in the ER having a heart attack," Goldberg says. "You don't want to lead the doctor down the wrong path."

Goldberg's advice: Just state the facts, and let the doctor do the interpreting. There'll be time for questions afterwards if you think the doctor's diagnosis is wrong.

5. The mother of all mistakes: Women don't trust their intuition

This is what happened to Barbara, who asked that her last name not be used for fear of retribution from other doctors in her small town.

She says her gut told her that her daughter's doctor didn't have the right diagnosis. When she and her daughter finally found a new doctor, he said her daughter didn't have irritable bowel syndrome at all; she had ulcerative colitis.

Last year, surgeons removed her daughter's colon. Her bloody diarrhea is gone, and her daughter now weighs a healthy 158 pounds.

"There are literally hundreds of situations in which a woman's gut intuition is spot-on, but she talks herself out of it so as not to make waves," Northrup said. "We women are suckers for wanting to be loved."

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Autora: Laurie Barclay
Publicado em 02/05/2008


Os resultados de um estudo prospectivo de coorte publicado no volume de maio
do Epidemiology sugerem que o consumo de chocolate durante a gestação pode
diminuir o risco de pré-eclâmpsia.

Dra. Elizabeth W. Triche, PhD, do Yale Center for Perinatal, Pediatric and
Environmental Epidemiology, em New Haven, Connecticut, e colaboradores
explicaram que a pré-eclâmpsia é uma grave complicação gestacional com
manifestações cardiovasculares. Os autores lembram que estudos recentes
sugerem que o consumo de chocolate pode ser benéfico para a saúde
cardiovascular.

A amostra do estudo consistiu em 2.291 pacientes grávidas que pariram um
nascido vivo entre setembro de 1996 e janeiro de 2000. Os pesquisadores
mediram o consumo de chocolate por auto-relato no primeiro e terceiro
trimestres da gestação e pela concentração sérica de teobromina no cordão
umbilical, que é a principal metilxantina presente no chocolate. Uma revisão
detalhada dos dados de 1.943 pacientes determinou o diagnóstico de
pré-eclâmpsia. Modelos de controle por regressão logística para potenciais
confundidores foram usados para determinar os odds ratios ajustados (OR) e
intervalo de confiança de 95% (IC).

De 1.681 mulheres, 63 (3,7%) desenvolveram pré-eclâmpsia. As concentrações
de teobromina no cordão umbilical são inversamente associadas à
pré-eclâmpsia (para o quartil mais altos versus o quartil mais baixo [OR,
0,31; IC 0,11-0,87]).

As estimativas de consumo de chocolate auto-relatadas, também, foram
negativamente associadas à pré-eclâmpsia. O risco de desenvolvimento dessa
condição diminuiu em mulheres que consumiam cinco ou mais porções por semana
versus mulheres que consumiam menos de uma vez na semana (OR, 0,81; IC
0,37-1,79 para consumo nos primeiros três meses de gestação e OR 0,60; IC
0,30-1,24 nos últimos três meses).

“Nossos resultados sugerem que o consumo do chocolate durante a gestação
pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia”, declaram os autores. “Contudo, uma
relação inversa de causalidade também pode contribuir para estes achados”.

As limitações para este estudo incluem: dificuldades de padronizar o
autoconsumo de chocolate, possível causalidade reversa se mulheres
diagnosticadas com pré-eclâmpsia reduzirem sua ingestão calórica após o
diagnóstico, possível confundidor individual devido ao tabagismo ou índice
de massa corporal, pequeno número de mulheres com pré-eclâmpsia ou erro de
classificação da exposição.

“Devido à importância da pré-eclâmpsia como uma complicação grave da
gestação, são necessários outros trabalhos prospectivos com detalhes sobre o
consumo de chocolate”, afirmam os autores do estudo. As medidas da exposição
ao chocolate devem ser desenhadas para permitir um exame cuidadoso da
relação temporal entre o consumo de chocolate na gestação e o subseqüente
risco de pré-eclâmpsia.

Epidemiology. 2008;19:459-464.

Fonte: MEDCenter

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o que é sofrimento fetal mesmo?


escrito por: Tricia em segunda-feira, dezembro 11, 2006 às 11:19 AM.

"O sofrimento fetal é comumente utilizado como justificativa para cesárea, e certamente o termo é aterrorizante, que mãe pode ficar tranqüila com a suposição de que seu bebê se encontra em sofrimento? Por isso, e porque a maioria dos bebês com esse diagnóstico de sofrimento fetal nascem com bons escores de Apgar e com pH normal no sangue do cordão (o único exame que comprova se EFETIVAMENTE houve hipóxia, ou seja, redução do suprimento sangüíneo reduzindo a oxigenação fetal), o próprio Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras recomenda que se use o termo "freqüência cardíaca fetal não-tranquilizadora" (tudo bem que realmente não tranquiliza muito, mas ainda é melhor que "sofrimento") para se referir a determinadas alterações da freqüência cardíaca fetal que podem estar associadas com o comprometimento da oxigenação do bebê.

A freqüência cardíaca fetal (FCF) oscila NORMALMENTE entre 110 e 160 batimentos por minuto (bpm). Essa é a freqüência BASAL, porque tanto a movimentação fetal como as contrações podem acarretar ACELERAÇÕES da FCF, que são achados fisiológicos e tranquilizadores. ÓTIMO o bebê acelerar os batimentos nessas circunstânicas. Essas acelerações são consideradas SATISFATÓRIAS quando demoram pelo menos 15 segundos
e são da magnitude de pelo menos 15bpm. CUIDADO para não achar que o retorno à FCF basal é uma desaceleração, por isso a ausculta deve ser criteriosa, antes, durante e depois da contração, registrando-se a ocorrência ou não de movimentos fetais.

A DESACELERAÇÃO é quando, ao invés de subir, os batimentos caem durante ou depois de uma contração ou seguindo-se aos movimentos. Uma queda moderada durante uma contração em franco trabalho de parto ou com bolsa rota não é um achado não-tranquilizador, pode acontecer naturalmente pela compressão da cabeça fetal. Leves/moderadas desacelerações seguindo-se aos movimentos podem sugerir circular de
cordão. Profundas desacelerações DEPOIS das contrações, essas sim, podem ser patológicas, mas há que se checar se não estão associadas com o decúbito DORSAL, porque nessa posição há compressão aorto-cava e redução da oxigenação fetal, mas é um achado transitório que se reverte com a mudança para o decúbito lateral esquerdo. Se mesmo com a mudança de decúbito persiste o padrão de desacelerações, a
monitorização com carditocografia está indicada, porque há que se avaliar se o achado se associa com bradicardia ou redução da variabilidade da FCF. Desacelerações tardias e graves freqüentes em associação com bradicardia ou redução da variabilidade representam o padrão de FCF não-tranquilizador, que pode, de acordo com a fase do trabalho de parto e as características do líquido amniótico,
traduzir realmente má oxigenação fetal e indicar a cesariana (ou, em período expulsivo, um fórceps de alívio).

BRADICARDIA é a freqüência cardiaca fetal abaixo de 110bpm, isolada não tem valor prognóstico, se associada a desacelerações tardias indica possibilidade de hipoxia fetal.

TAQUICARDIA é a freqüência cardíaca fetal acima de 160bpm (cuidado para distinguir das acelerações), MANTIDA. Geralmente fisiológica, pode todavia associar-se a febre materna ou infecção fetal. Também se deve avaliar se há associação com outras alterações da freqüência cardíaca fetal.

Enfim, devem ser considerados vários parâmetros, porque o diagnóstico de "sofrimento fetal" geralmente é feito de modo inadequado. Uma ausculta cuidadosa permite o diagnóstico diferencial dos diferentes padrões de FCF e certamente, com cuidados como evitar hipotensão e adoção do decúbito lateral, reduzem-se os falso-
positivos tão freqüentes quando se asculta o bebê com a parturiente em decúbito dorsal.

por: Dra. Melania Amorim

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Quem tem medo de Mecônio?


escrito por: Tricia em às 11:08 AM.

"Comecei a procurar um texto sobre mecônio que eu tinha escrito para a lista
há mais de um ano, porém não encontrei, vou tentar escrever sem recorrer à
tradução simultânea:

Mecônio nada mais é senão o cocô fetal. Há dois motivos para que ele seja
eliminado ainda durante a gravidez, ou seja, para que o feto faça cocô
dentro do útero: MATURIDADE FETAL, porque o intestino está funcionando a
contento, o que é um bom sinal, e SOFRIMENTO FETAL, porque quando o feto
está mal oxigenado aumenta a contratilidade dos intestinos e relaxam-se os
esfíncteres (como quando estamos em uma situação de estresse).

Em um feto bem oxigenado, que elimina mecônio apenas porque está maduro, sua
presença não traz maiores (aliás, nem menores) problemas. Esse feto
maduríssimo e pronto para evacuar a cada instante também faz xixi dentro da
barriga. O xixi fetal é a principal fonte de produção do líquido amniótico,
e quanto mais líquido mais fácil fica de o mecônio se diluir. Um bom volume
de líquido amniótico indica que os rins fetais estão funcionando a contento,
bem perfundidos (ou seja, o sangue chega lá e irriga bem os rins). Esse
mecônio diluído dá o aspecto que chamamos de "tinto de mecônio" ou "mecônio
fluido". Aí, também, sem repercussões desfavoráveis. Evidências
ultra-sonográficas sugerem que o feto pode evacuar algumas vezes dentro do
útero e, ao nascimento, encontrar-se líquido CLARO,

Se o líquido amniótico está diminuído, não há como diluir o mecônio, aí
temos o MECÔNIO ESPESSO, podendo mesmo assumir o aspecto característico de
papa de ervilhas". A preocupação nesse caso é com o motivo pelo qual o
mecônio está espesso, porque o líquido amniótico pode estar diminuído
fisiologicamente no final da gravidez e nas gestações pós-termo (que
ultrapassam 42 semanas) ou por insuficiência placentária, reduzindo o fluxo
sanguíneo para os rins fetais.

O risco de aspiração do mecônio e desenvolvimento de um quadro de pneumonite
grave (Síndrome de Aspiração Meconial) é a maior preocupação nesses casos de
mecônio espesso. Entretanto, o quadro só ocorre em bebês em sofrimento, que
fazem movimentos de 'gasping' dentro do útero e, ao nascer, não têm os
mecanismos fisiológicos para 'clarear' o mecônio. Bebês hígidos, saudáveis,
podem até aspirar mecônio mas os mecanismos pulmonares normais entram em
ação para eliminar esse mecônio.

Concluímos, portanto, que o fundamental é distinguir se o bebê se encontra
ou não em sofrimento. A ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF)
continua sendo a forma não-invasiva mais eficiente de se monitorizar o
bem-estar fetal, podendo ser realizada de forma intermitente (com o sonar
Doppler) ou contínua (pela cardiotocografia). Uma boa ausculta fetal durante
o trabalho de parto é tranquilizadora. Se há alteração dos batimentos e a
freqüência cardíaca fetal assume um padrão "não-tranquilizador", está
indicada a antecipação do parto, que pode ser por cesariana ou, se o evento
ocorre no período expulsivo, através de fórceps ou vácuo-extração.

Alguns estudos apontam para um possível efeito benéfico da amnioinfusão (instilação de soro na cavidade amniótica por via cervical), no sentido de prevenir as desacelerações freqüentes nos casos de oligo-hidrâmnio, porém ainda não há evidências suficientes para apoiar sua indicação rotineira. De acordo com a revisão sistemática da Cochrane, o procedimento pode levar a redução das taxas de cesariana por 'sofrimento fetal'."

por: Dra. Melânia Amorim

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Bolsa rota (rompimento da bolsa das águas)


escrito por: Tricia em às 11:01 AM.

Sobre bolsa rota e antibióticos - 10 de maio de 2006
por: Dra. Melania Amorim

Existem evidências de boa qualidade recomendando a profilaxia intra-parto para Streptococcus do grupo B em todos os casos de ruptura prematura das membranas durando mais de 18 horas (penicilina cristalina ou ampicilina, sendo a primeira preferível em termos de minimizar o impacto sobre a flora intestinal do recém-nascido) ou em casos de parto prematuro (abaixo de 37 semanas), exceto se a paciente tem cultura vaginal NEGATIVA recente para esse germe. Outras indicações seriam febre materna durante o trabalho de parto ou história de recém-nascido anterior afetado por Streptococcus grupo B. Não há evidências apoiando a administração rotineira de antibióticos com a finalidade de prevenir corioamnionite/endometrite a partir de 6 ou 12 horas de bolsa rota.

Limites arbitrários como 6, 12, 24 ou 72 horas foram propostos sem evidências convincentes de seu impacto sobre o prognóstico materno e perinatal. Um estudo não-randomizado publicado em 1995 incluiu 566 mulheres e evidenciou que aguardar 12 ou 72 horas eram opções comparáveis em termos de complicações infecciosas e prognóstico gestacional (Shalev et al, 1995).

O maior estudo conduzido sobre o tema foi o TERMPROM Study Group (1996), publicado no New England Journal of Medicine. Realizou-se um ensaio clínico randomizado incluindo 5041 mulheres com bolsa rota, comparando indução (com ocitocina ou prostaglandina) com expectação por até 4 dias. As taxas de infecção neonatal (em torno de 2 a 3%) e de cesariana (em torno de 10%) foram semelhantes nos dois grupos, porém infecção materna foi mais freqüente quando se adotou conduta expectante. A taxa de corioamnionite foi 4% no grupo que recebeu ocitocina e 8,6% no grupo em que se expectou até quatro dias. Existem outros estudos do mesmo grupo analisando grau de satisfação materna, impacto econômico e comparação de expectação em regime de
internamento versus domiciliar, posso disponibilizar para quem tiver interesse.

Interessante como poucos estudos estão disponíveis. O tempo "ideal" para se aguardar o início do trabalho de parto em casos de amniorrexe prematura a termo ainda permanece por ser estabelecido. Enquanto evidências de melhor qualidade não estão disponíveis, há que se considerar as características individuais e a vontade materna, depois do esclarecimento sobre possíveis riscos e benefícios pertinentes à indução versus expectação.

Amniorrexe prematura = ruptura da bolsa das águas (perda de líquido
amniótico) ANTES de se iniciar o trabalho de parto. Inclui todos os casos em que o trabalho de parto não se desencadeia nas primeiras duas horas depois da ruptura.

Amniorrexe precoce = ruptura da bolsa das águas no início ou até
duas horas antes do trabalho de parto.

Amniorrexe prematura A TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto mas a gravidez já atingiu ou ultrapassa as 37 semanas de gravidez.

Amniorrexe prematura PRÉ-TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto ANTES de 37 semanas de gravidez.

Corioamnionite = infecção da câmara âmnica, ou seja, das membranas e do líquido amniótico. Pode complicar os casos de bolsa rota prolongada e é mais freqüente quanto maior for o número de toques e maior o tempo entre o primeiro toque e o parto, donde o axioma que repito: SE TOQUE - NÃO TOQUE!

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Descoberta pode levar à cura da pré-eclâmpsia


escrito por: Tricia em segunda-feira, outubro 02, 2006 às 4:11 PM.

A incidência de pré-eclâmpsia no Brasil é de cerca de 10%

Cientistas americanos anunciaram uma descoberta que pode levar à criação de um teste e uma cura para a pré-eclâmpsia, mal que afeta mulheres grávidas e pode causar hipertensão e problemas renais.

A equipe do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos descobriu que mulheres com pré-eclâmpsia acumulam altas concentrações de duas proteínas vários meses antes de desenvolver o problema.

A pesquisa, publicada no New England Journal of Medicine, foi concluída depois de analisados resultados de exames de sangue de 4,5 mil mulheres grávidas.

Especialistas ressalvaram, porém, que a perspectiva de ter um teste antecipado e a eventual cura ainda é distante.

A pré-eclâmpsia é causada por um defeito na placenta, que fornece nutrientes e oxigênio para o feto. O problema ocorre no período final da gravidez.

Uma em dez

Até uma em dez mulheres grávidas pode ter pré-eclâmpsia, e uma em 50 sofre de graves problemas de saúde em decorrência da doença.

A incidência no Brasil é de cerca de 10%, segundo o Consenso Brasileiro de Cardiopatia e Gravidez, e é a principal causa de morte materna no país.

Os cientistas ainda não compreendem totalmente o que causa o defeito da placenta, embora se saiba que o risco esteja ligado a fatores como ocorrência de casos prévios numa família, ter idade acima de 40 anos. A primeira gravidez também apresenta um risco maior.

Os pesquisadores que trabalharam no estudo descobriram que 120 mulheres que participaram dos testes e desenvolveram pré-eclâmpsia mais tarde na gravidez tinham no sangue concentração alta da forma solúvel de duas proteínas - endoglina e tirosina-quinase 1 tipo fms - em comparação com as que não desenvolveram pré-eclâmspia.

Níveis elevados das proteínas podem ser encontrados até três meses antes do desenvolvimento da pré-eclâmpsia.

Cura

Pesquisadores dizem que não ficou esclarecido exatamente como o desequilíbrio causou a pré-eclâmpsia, embora tenham sugerido que isso pode privar vasos sangüíneos de nutrientes essenciais, levando-os à debilidade e à morte.

"Esta descoberta parece ser um passo importante no desenvolvimento da cura da pré-eclâmpsia", disse o diretor do Instituto Nacional de Saúde, Elias Zerhouni."Isto também pode proporcionar a base para se prever se uma mulher vai ou não desenvolver o problema."

FONTE: BBC News

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Tricia Cavalcante: Doula na Tradição, formada pela ONG Cais do Parto, mãe de três, e doula pós-parto.Moro em Fortaleza-CE.


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