Atividade na gravidez deixa essa etapa mais leve


escrito por: Débora, em domingo, março 18, 2007 às 3:07 PM.



Faz tempo que a mulher descobriu que ‘‘gravidez não é doença’’, a ponto dessa frase já ter virado lugar-comum. O que não quer dizer, no entanto, que a futura mamãe não deve levar em consideração as intensas mudanças que acontecem em seu corpo e os cuidados necessários para que ela desfrute de uma gestação saudável e tranquila. Como em qualquer fase da vida, a prática de uma atividade física e boa nutrição são aspectos importantes. A mulher deve dar preferência aos esportes aquáticos e procurar um trabalho direcionado para gestantes, pois as necessidades e as respostas do seu corpo passam a ser diferentes. A bióloga Andréia Mortensen, na décima semana de gestação, pretende começar a praticar Yoga, além de retomar a natação e a hidroginástica, pois quer um parto natural. ‘‘Sei que essas medidas, junto com informação, mais profissionais que incentivam o parto natural e o apoio do marido, são importantes para que eu consiga essa meta’’, disse Andréia. Para quem deseja um parto normal, os exercícios contribuem bastante, mas o maior benefício é mesmo uma melhor recuperação.É importante desfazer mitos relacionados ao parto normal, alerta a médica Yasha Barros. Dentre eles está o medo de uma série de problemas que podem acometer o bebê, caso ele ‘‘passe do tempo’’ de nascer. Atualmente existem vários recursos que podem ser utilizados para monitorar o feto até o final dos nove meses, o que tranquiliza a mulher e mostra que não existe nenhum risco em esperar um pouco mais. Em existindo indicação, o obstetra realiza um parto cirúrgico.De acordo com a psicóloga Tatiana Schefer, os conflitos psicológicos dependem de como as mudanças do período afetam a mulher, pois surgem diversas fantasias e expectativas, que terminam mexendo com toda a família. É comum que a mulher sinta tristeza devido à mudança do corpo, insegurança em relação ao companheiro, medo de dor ou complicações durante o parto ou incerteza em relação à capacidade de cuidar bebê. Quando a mulher já tem outros filhos, pode questionar se conseguirá dar conta de mais um e como irá ‘‘dividir’’ o amor entre eles. A recepcionista Ana Célia Souza contou que, após a confirmação, seu marido ficou radiante, mas ela sentiu um misto de felicidade e apreensão,‘‘por ser a primeira gravidez e ter apenas 18 anos’’. O acompanhamento psicológico passa a ser necessário se existir um sofrimento acentuado e a mulher não conseguir resolver os conflitos sozinha. Para Yasha Barros, obstetra, o ideal seria começar os cuidados antes mesmo da concepção, mas não sendo possível, a mulher deve procurar o médico ao perceber o atraso da menstruação, para iniciar o pré-natal. Faz parte do acompanhamento pesquisar a eventual ocorrência de algumas doenças, dentre elas a anemia, diabetes, infecção urinária e hipertensão arterial. Também é verificado se a gestante tem imunidade à rubéola, toxoplasmose e hepatites B e C. Além disso, é feito o exame do HIV, mas a mulher precisa estar ciente de que está sendo pedido e concordar. A detecção precoce contribui para o sucesso no tratamento, destacando o caso do HIV, que a transmissão da mãe para o feto pode ser evitada.A jornalista Valéria Candidio sentia-se sem disposição no início da gravidez e passou a se cuidar após ser alertada, pela sua cardiologista, de que havia risco para ela e para a filha, devido ao seu quadro hipertensivo. Passou a seguir uma rigorosa dieta, aboliu os doces, reduziu drasticamente o sal, só consome massas integrais e quase nenhuma gordura. Hoje, aos 5 meses e meio de gestação, Valéria recuperou a disposição e conta, em tom de brincadeira, que ‘‘se não fosse o barrigão, nem sabia que estou grávida’’, disse.A médica Yasha Barros recomenda que a mulher evite dirigir no fim da gravidez, não por prejudicar o bebê, mas porque o impacto de um eventual acidente pode ter consequências graves, devido à proximidade da barriga com o volante.Aline Antunes, preparadora física, explicou que a gestante deve dar mais atenção às atitudes corriqueiras, como sentar, dormir, trabalhar e realizar as tarefas domésticas Procurar melhores formas de desenvolver as atividades do dia-a-dia ajudam a amenizar alguns desconfortos típicos do período.
Fonte: Diário de Natal

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