Álcool durante a gravidez triplica risco de parto prematuro


escrito por: Tricia em sexta-feira, julho 15, 2011 às 9:40 PM.

Uma taça de vinho por dia já faz mal para o bebê

Controle-se quando o assunto em questão é álcool na gravidez. Uma pesquisa do Trinity College Dublin, na Irlanda, indica que beber muito (pelo menos 20 unidades de álcool por semana ou uma taça grande de vinho por dia) pode triplicar o risco de parto prematuro e representar 50% de probabilidade do bebê nascer com pouco peso ou morrer logo após o nascimento, como informou o jornal Daily Mail.
Os cientistas entrevistaram mais de 60 mil mães para saber quanto elas ingeriram de álcool ao engravidar e durante as primeiras semanas de gestação. Segundo o site Science Daily, 71% delas admitiram beber ocasionalmente; 10%, quantidade moderada (6 a 20 unidades por semana); duas em 1 mil, consumia grande quantia (mais de 20 unidades). Cada unidade equivale a 10 gramas de álcool.
Foram relatados três casos de síndrome alcoólica fetal (que pode causar problemas físicos e mentais), sendo um deles em uma criança com mãe que declarou consumir pouco álcool.
A equipe disse ao jornal Daily Mail que precisa de mais levantamentos para abordar especificamente os efeitos da ingestão leve de álcool na gravidez para que possa ser considerado algo seguro. A publicação BMC Pregnancy and Childbirth divulgou esses dados.

Fonte: Terra

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Cesariana, uma distorção na obstetrícia brasileira


escrito por: Tricia em terça-feira, agosto 05, 2008 às 10:26 AM.

GILDA DE CASTRO

Desde os anos 80, o Ministério da Saúde tenta diminuir o número de cesarianas no Brasil, mas não obtém sucesso, pois há vários problemas que condicionam essa situação, que é vergonhosa no quadro da obstetrícia no mundo contemporâneo. A Organização Mundial de Saúde insiste que o parto cirúrgico não pode ultrapassar 15% dos casos que abrangeriam todas as intercorrências desfavoráveis ao processo natural da parturição.

Isso não sensibiliza, entretanto, os médicos nem convence as mulheres de que elas e seus rebentos passariam por procedimentos muito mais saudáveis se o parto fosse normal, pois ele se refere à situação estabelecida pela natureza e testada pelas fêmeas de todos os mamíferos através dos tempos. Optamos, desde meados do século XX, por medidas mais invasivas, que oneram os serviços de saúde e podem acarretar danos irreparáveis ao bebê ou ao organismo materno.

Os profissionais argumentam que é o melhor caminho diante do desenvolvimento da tecnologia médica e as gestantes dizem que, no terceiro milênio, não podem dar à luz como Eva. Isso acontece, infelizmente, apenas em nosso país, indicando que temos mais essa distorção no serviço de saúde.

O anúncio de que será oferecido à gestante que optar pelo parto normal um quarto específico para o procedimento, com leito e banheiro, não reverterá essa estatística perversa, porque há muitos interesses em jogo que condicionam a escolha insensata. Isso fica facilmente demonstrado na situação das maternidades que atendem as classes privilegiadas, pois a cesariana ocorre em 80% dos nascimentos.

Há, nesse caso, um acordo entre o médico e a gestante, com agendamento prévio da cirurgia no início do pré-natal, resguardando-se ambos do incômodo do parto no meio da madrugada, em fim de semana ou na época de importantes compromissos sociais. O profissional obtém mais vantagens porque cobra mais caro, desincumbe-se da sua tarefa em menos de duas horas, garante sua paciente e faz obstetrícia com dia e hora marcados.

Trata-se de uma rotina oposta do que age na outra vertente, que precisa conferir, diariamente, a lista das gestantes que estão prestes a dar a luz, condicionando suas viagens e mesmo seus outros compromissos profissionais ao chamado emergencial na maternidade. Fica muito fácil justificar a primeira postura, diante do leigo, em cima de considerações teóricas sobre possíveis intercorrências para uma mulher que sofre alterações significativas em seu organismo vinculadas ao processo da gestação.

Ela não consegue questionar os argumentos técnicos e prefere assegurar que será atendida pelo responsável do pré-natal, que conhece o seu caso e oferecerá um tratamento personalizado.
Nenhuma medida oficial será, portanto, suficiente para mudar os rumos da obstetrícia brasileira se o alvo não for o médico. Norte-americanas que vêm residir aqui são advertidas quanto à incompetência dos nossos profissionais para assistir a parto normal que demanda acuidade superior para intervir adequadamente no momento certo. Ou seja, os obstetras brasileiros apresentam falhas na sua formação e isso exige mudanças significativas nos cursos de medicina.

Torna-se imperioso também cobrar que cada profissional apresente sua própria estatística, demonstrando sua capacidade para atuar num fenômeno natural sem intervenções bruscas e desnecessárias em gestantes saudáveis. Isso será possível se ele for mais transparente, magnânimo e sensato diante da vida, da sociedade e da especialidade médica que escolheu livremente.

Publicado em: 02/08/2008

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Brasileira luta pela humanização do parto


escrito por: Tricia em sexta-feira, julho 18, 2008 às 10:56 AM.

Brasileira luta pela humanização do parto

Adriana Tanese oferece apoio a gestantes interessadas em transformar o nascimento dos filhos em uma experiência natural

No mundo moderno e em tempos de cotidiano cada vez mais corrido, está se tornando um hábito que as crianças venham ao mundo com hora marcada – em cesarianas que garantem a comodidade de médicos e mães, mas nem sempre representam o melhor para os bebês. Na contramão desta tendência, uma psicóloga paulista que vive em Boca Raton luta, há anos, pela humanização dos partos. Adriana Tanese Nogueira, que em 2003 fundou uma Ong no Brasil (a ‘Amigas do Parto’), tem oferecido à comunidade aqui nos Estados Unidos um trabalho de preparação de gestantes para o momento mais sublime e mágico da vida: a chegada de uma criança – e de forma natural.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente o procedimento cirúrgico é adotado em mais de 70% dos nascimentos, enquanto que a taxa recomendada sugere apenas 15%. “Com as cesarianas ou partos com anestesia, os bebês já vêm ao mundo drogados”, alerta Adriana. Ela ressalta que há casos em que a intervenção é necessária, para não expôr mãe e filho a riscos de saúde, mas afirma que jamais a exceção deveria se tornar a regra. E, mesmo com todo o aparato tecnológico na hora do parto, as taxas de mortalidade materna e infantil em países como o Brasil, por exemplo, continuam altas.

Não pense o leitor que Adriana está fazendo apologia a partos de cócoras no escuro, em banheiras de água ou com parteiras. “A humanização não tem, necessariamente, relação com o tipo ou posição usada no parto, mas envolve um processo que começa na gestação e se estende para depois do nascimento da criança”, explica a brasileira, citando que aspectos importantes nesse sentido são a informação, a preparação física e o suporte emocional. Estes, aliás, são os pilares do trabalho que ela realiza com as gestantes, compartilhando suas experiências e expertise durante a gravidez.

Para Adriana, mulheres que têm seus filhos de forma natural não sofrem de depressão pós-parto, pois começam a maternidade de forma intensa e plena. Outra vantagem é o fato de que mãe e filho podem ficar juntos imediatamente. “A cesariana provoca dores por vários dias, até a cicatrização do corte, o que impede a mãe de cuidar do filho adequadamente”, explica Adriana, mãe de Beatriz, que nasceu de forma natural em sua casa. Há estudos que mostram ainda que o procedimento cirúrgico no parto, e todo o estresse que ele provoca, pode deixar as mulheres sem leite para amamentação.

Mais do que desacelerar o processo do parto, Adriana quer conscientizar as gestantes de que a técnica não pode ser mais importante do que as pessoas envolvidas no ato. “Este é o momento em que a mulher tem a chance de resgatar a condição de personagem principal do parto. Trata-se de uma experiência libertadora e realmente pode ajudar a construir um mundo melhor para todos nós”, finaliza Adriana.

Uma história rica

Adriana é filha de mãe imigrante italiana e de pai revolucionário brasileiro, que integrou o grupo do guerrilheiro Carlos Lamarca. Quando ela tinha cinco anos, a família fugiu para a Itália por força da perseguição da ditadura militar. “Vivi 25 anos em Milão, mas senti a necessidade de voltar ao Brasil, pois o ciclo havia se encerrado”, conta, com um leve sotaque italiano.

Desde 2006, Adriana vive em Boca Raton com a filha e, apesar da bagagem de cursos e da prática em psicologia pós-junguiana, filosofia e ciências da religião, sua atividade principal aqui na América tem sido em favor do movimento pela humanização do parto. Ela coordena as atividades gerais da Ong Amigas do Parto (www.amigasdoparto.org.br), inclusive organizando alguns cursos online. A brasileira lançou seu primeiro livro em co-autoria com Ciça Lessa, “Mulheres contam o parto”, onde ela descreve as experiências de 15 gestantes e como o parto mudou suas vidas. “Mas estou agora também trabalhando num livro autobiográfico”, revela. Adriana pode ser contatada através do e-mail adrianatnogueira@uol.com.br.

FONTE: Achei USA

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São Paulo aprova licença-maternidade de 6 meses para servidoras


escrito por: Tricia em quinta-feira, julho 03, 2008 às 3:44 PM.

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, na terça-feira, projeto de lei complementar encaminhado pelo governador José Serra que aumenta o período de licença-maternidade para funcionárias públicas estaduais de quatro para seis meses.

A lei complementar diz que a licença será concedida a partir do oitavo mês de gestação e, durante o período de afastamento, a servidora não poderá exercer outra atividade remunerada. A criança também não poderá ser mantida em creche ou organização similar. O projeto também assegura a licença às servidoras que adotarem crianças com até sete anos de idade.

Oito Estados (Amapá, Rondônia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Espírito Santo) já aprovaram o benefício para suas funcionárias. O Rio de Janeiro aprovou o projeto para empresas privadas mediante incentivos fiscais; e o Maranhão aprovou a proposta apenas para as funcionárias do Judiciário.

"Ampliar o período de aleitamento materno é ampliar uma política preventiva de saúde pública que garante os direitos fundamentais da criança. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a criança alimentada pelo leite materno até os seis meses de idade tem o seu sistema imunológico fortalecido", afirmou o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo.

Prefeitura e país

Em maio, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2513/07, vindo do Senado, que concede incentivo fiscal a empresas que prorrogarem a licença-maternidade por 60 dias. Com a prorrogação, a licença pode chegar a seis meses.

Pelo projeto, para ter direito ao benefício, a empregada deverá requerer a prorrogação da licença até o final do primeiro mês após o parto. O projeto também estende o direito à mãe adotiva.

Já na cidade de São Paulo, em fevereiro, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vetou o projeto de lei aprovado na Câmara Municipal que ampliaria de quatro para seis meses a licença-maternidade das funcionárias municipais.

Folha

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Alto índice de cesáreas no País preocupa governo


escrito por: Tricia em quarta-feira, junho 25, 2008 às 9:37 AM.

15/06 - 12:46, atualizada às 18:30 16/06 - Luísa Pécora
Em sua primeira gravidez, a psicóloga Andréa Esteves Coelho Costa, 27 anos, passou 39 semanas se preparando para um parto normal. Um ultra-som mudou seus planos: segundo a médica, o cordão umbilical contornava o pescoço da criança e o parto normal seria muito arriscado. Assustada, Andréa aceitou fazer a cirurgia naquele mesmo dia e só depois, com a filha nos braços, descobriu que a menina não tinha circular de cordão. A cesárea fora desnecessária.

Um ano e sete meses depois, grávida novamente, Andréa decidiu fazer qualquer sacrifício para ter o segundo filho da maneira como sempre sonhou. O primeiro desafio: encontrar um médico que aceitasse fazer o parto normal em uma mulher que já havia tido cesárea. Só na quarta tentativa, conseguiu o que queria. O trabalho de parto de 16 horas foi, segundo ela, a melhor experiência de sua vida. “Na cesárea eu fiquei parada enquanto os médicos faziam tudo. No parto natural era eu e minha filha. Foi incrível ver o quanto nós nos esforçamos para ela nascer.”

O caso de Andréia é comum no Brasil, onde 43% dos partos são cesáreas, média muito acima da recomendada pela Organização Mundial da Saúde (15%). O índice chega a 80% entre as mulheres que utilizam planos de saúde (no SUS, 26% dos partos são cirúrgicos), fazendo do país o campeão mundial de cesarianas.

Números tão altos levaram o Ministério da Saúde a iniciar, em 2008, uma campanha para conscientizar a população de que o parto cirúrgico deve ser utilizado apenas quando necessário. Os alvos da campanha não são apenas as mulheres, mas também os médicos. Pesquisa realizada em três hospitais do Rio de Janeiro revelou que, no início da gestação, 40% das mulheres dizem querer o parto normal. No entanto, apenas 15% delas mantêm a decisão ao final da gestação.

Segundo a Dra. Lena Peres, diretora-adjunta do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde, é um sinal de que as mães são convencidas a optar pela cesárea. “Há um desestímulo, que pode estar ligado à relação da mulher com o médico e com seus familiares”, explica. “

Tempo e dinheiro

A ginecologista Carolina Ambrogini acredita que os maiores desestimuladores do parto normal são os médicos. Para ela, a razão de os índices de cesárea serem maiores entre as usuárias de plano de saúde é simples: os convênios pagam a mesma quantia para os dois tipos de parto.

A diferença é que, no parto normal, a paciente requer cuidado por muito mais tempo, de seis a nove horas, enquanto uma cesárea sem complicações leva de uma a duas horas. “É questão de tempo e dinheiro”, afirma Ambrogini, mãe de parto normal que concorda com a campanha do Ministério, mas não a julga suficiente. “Enquanto os médicos não receberem por hora de trabalho, vai ser muito difícil reverter a situação.”

O medo de errar também é um dos motivos que leva tantos médicos a preferirem a cirurgia. “Ninguém nunca vai perguntar para o médico: ‘por que você fez cesárea?’”, diz a ginecologista. “Mas se o bebê de parto normal nascer com algum problema, a primeira pergunta será: ’por que você não fez cesárea?’”.

Assim, qualquer pequena anormalidade se torna razão para optar pela cesárea. Indicações absolutas, no entanto, são poucas: a posição do bebê (quando ele está sentado ou atravessado no útero), sofrimento fetal durante o trabalho de parto (a cesárea acelera o nascimento e encerra a dor mais rapidamente), algumas más formações e complicações relacionadas à placenta, que são consideradas emergências obstetras.

A circular de cordão que motivou a cesariana de Andréa, por exemplo, pode ser facilmente retirada no parto normal. Da mesma forma, hipertensão e peso do bebê nem sempre são motivos para parto cirúrgico.

Segundo Ambrogini, apenas casos de hipertensão não-controlada e bebê muito grandes (acima de 4kg) pediriam a cesárea, que como toda cirurgia, apresenta riscos. Mulheres que optam por esse tipo de parto têm mais chance de sofrerem lacerações em artérias, veias e bexiga, e de sofrerem hemorragias, infecção e embolia pulmonar.

A mortalidade materna é de 4 a 20 vezes maior nas cesáreas, dependendo da região do país, e há a possibilidade de a cicatriz causar má implantação da placenta na próxima gravidez. Os bebês que nascem de cesariana têm mais dificuldade para respirar, pois é no momento em que passa pelo canal de parto que a criança libera a água que tem no pulmão. O maior tempo de internação de mãe e filho faz com que o custo institucional do parto cirúrgico seja mais alto.

No parto normal, mãe e bebê costumam ter alta em 24 horas. Na cesárea sem complicações, ficam no mínimo 48 horas no hospital.

Bem de consumo

Além da pressão do médico, existe uma espécie de cultura da cesárea no país. É o que acredita a terapeuta ocupacional Carla Cristina Costa Arruda, 24 anos, que trabalha como doula, profissional treinada para dar suporte físico, apoio emocional e orientações para mulheres ou casais durante a gestação, o parto e o pós-parto.



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Aula de orientação para gestantes
Aula de orientação para gestantes

Para ela, a desinformação pode levar as mulheres a aceitar qualquer opinião que lhe traga a certeza de que o bebê nascerá bem. Além disso, muitas mães optam pela cesárea por comodismo (para escolher a data do parto) ou preconceito. “Na nossa cultura, cesárea é coisa de rico e dor é o que se sente no SUS”, afirma Carla.

Lena Peres, diretora-adjunta do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde, afirma que a cesárea se tornou um “bem de consumo”. “Houve uma época em que era bonito comprar leite de lata, e não amamentar. Com campanhas de esclarecimento, mudamos o paradigma brasileiro. É isso que precisamos fazer com a cesárea”, explica.

Um dos maiores desafios é acabar com os mitos populares que assustam as mulheres. Um deles é o de que, uma vez cesárea, sempre cesárea. Segundo a ginecologista Carolina Ambrogini, não há problema em optar pelo parto normal depois de um cirúrgico, como fez Andréia.

Depois da segunda cesariana, no entanto, um parto normal pode causar rompimento de cicatriz. A tese de que o parto normal alarga a vagina depende da musculatura de cada mulher. Para que o quadro de fragilidade muscular seja acentuado, é preciso ter pré-disposição a isso e, geralmente, muitos filhos ou bebês muito grandes. “Mas é algo individual”, ressalta a doutora. “Tem mulher que tem 20 filhos e não acontece nada”.


"Parto é só alegria"


O que mais assusta as mulheres ainda é a dor do parto, motivo que levou a dona de casa Priscila Santos, 24 anos, a contrariar o médico, que indicava parto normal, e pedir cesárea em suas duas gestações. Na segunda cirurgia, a cicatriz ficou infeccionada, o que lhe causou 25 dias de muita dor. Nem isso fez com que ela se arrependesse da escolha.

“Só não faria a cesárea se fosse proibida”, diz Priscila. “Eu até admiro as mulheres que têm parto normal. Precisa ter muita coragem, coisa que não tive e não tenho.”

A doula Carla Cristina garante que a dor do parto pode ser manejada com ambiente calmo, luz menos agressiva, massagens, mudança de posição, acupuntura, cromoterapia, água morna e apoio emocional tanto do marido quanto dos profissionais envolvidos.

A ginecologista Carolina Ambrogini aprova o trabalho das doulas e também acredita que uma mulher bem orientada sofre menos durante o parto. “As contrações são de fato muito dolorosas, mas hoje já temos anestesia de parto, não é uma coisa que não dá para suportar”, explica. “A mulher que já vai assustada, acreditando no que colocaram na cabeça dela, não se mantém lúcida e se desespera com qualquer dor.”

Os relatos de algumas mulheres podem servir de incentivo para quem tem sente medo. Alessandra Godinho, 29 anos, doula, educadora perinatal, consultora em aleitamento materno e mãe de dois filhos, é categórica: “Parto é só alegria”, classifica ela, que compara as sensações do parto com as provocadas por uma relação sexual.

“Assim como ter uma primeira relação sexual pode doer, também existe possibilidade de prazer. O parto é um evento sexual, social, espiritual e fisiológico, um rito de passagem onde uma mulher se torna uma mãe”, conclui, recomendando às gestantes o documentário “Parto Orgásmico”, que pode ser assistido no site www.orgasmicbirth.com

A advogada Adriana Poças Rezende, 38 anos, reforça o coro com o relato de seu parto que, depois de muita divergência com a médica que insistia na cesárea, foi realizado em casa, em uma espécie de piscina que a doula armou em seu banheiro, embaixo do chuveiro. “A dor não é pouca, mas passa. As três últimas contrações, quando acabaram, foram prazerozíssimas. Na hora da expulsão, gritei ‘é agora’ e não senti absolutamente nada”, conta ela, que diz ter tido não um, mas três orgasmos durante o parto. “Três orgasmos e recebi meu filhote sem remédios, anestesias, mãos estranhas e luvas geladas”, completa.

Segundo a ginecologista Carolina Ambrogini, a sensação de prazer é causada porque, durante o parto normal, ocorre uma grande elevação de um hormônio chamado ocitocina, que é associado ao orgasmo e responsável pela contração do útero.

E até quando o assunto é vaidade as defensoras do parto normal têm argumentos. Segundo a doutora Lena Peres, a mulher que não faz cirurgia pode voltar as atividades físicas mais rápido, e já começar a queimar os quilinhos ganhos durante a gravidez. Ser natural tem suas vantagens.

fonte: ultimo segundo

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Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que bebês recém-nascidos sentem mais dor do que se pensava.
A equipe, do University College London, afirmou que os bebês demonstram dores ou desconforto não apenas quando choram, mas também quando dobram pés e pernas, arqueiam as costas, esticam os dedos e fazem caretas.

Os especialistas monitoraram a atividade cerebral de 12 bebês, alguns deles prematuros, durante o teste do pezinho --um procedimento médico que consiste em retirar algumas gotas de sangue do bebê para detectar possíveis doenças genéticas e infecciosas que poderão afetar seu desenvolvimento.

O estudo, divulgado na publicação científica "Public Library of Science: Medicine", detectou que expressões faciais, como caretas, olhos espremidos e testa franzida já eram suficientes para indicar que os bebês estavam sentindo dor. O choro, afirmaram os pesquisadores, apontava que a dor estava muito forte.

Mas o monitoramento do cérebro revelou ainda que alguns recém-nascidos tiveram reações cerebrais associadas a dor, porém não as expressaram por meio de respostas físicas --o que, na avaliação dos especialistas, levanta suspeitas de que os médicos podem estar "subestimando o quanto os bebês sofrem com dores".

A coordenadora do estudo, Rebeccah Slater, espera que o trabalho ajude médicos e pais a melhor identificar os sinais de dor por meio de expressões e movimentos corporais.

"Apesar de nosso estudo ser limitado, aumenta a preocupação sobre as ferramentas que são utilizadas pelos médicos para estabelecer o nível de dor em recém-nascidos", disse a médica.

Ainda segundo a pesquisadora, o choro das crianças não é a melhor forma de avaliar sua dor. "Elas choram quando estão com dor, mas também o fazem quando estão com frio, fome, cansadas ou estressadas", declarou. "Então, só porque um bebê está chorando, não significa que esteja com dor. Além do mais, alguns nem choram quando sentem dores."

FONTE: FOLHA

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"The Business of Being Born" 2007 Trailer


escrito por: Tricia em quinta-feira, junho 12, 2008 às 2:26 PM.

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La teta


escrito por: Tricia em sábado, maio 31, 2008 às 3:06 PM.

5 mistakes women make at the doctor's office


escrito por: Tricia em às 2:57 PM.

By Elizabeth Cohen
CNN Medical Correspondent


Empowered Patient, a regular feature from CNN Medical News correspondent Elizabeth Cohen, helps put you in the driver's seat when it comes to health care.

ATLANTA, Georgia (CNN) -- For 10 years, Barbara's gut told her she needed to get a new doctor for her daughter, and for 10 years, she didn't listen, even as her daughter got sicker and sicker.

The doctor had diagnosed irritable bowel syndrome when Barbara's daughter was 13. Day after day, year after year, she had bloody diarrhea.

At age 23, weighing just 112 pounds at 6 feet tall, her daughter became so sick and malnourished she ended up in the hospital. Barbara's intuition told her the doctor wasn't giving her daughter the right treatment, but she just couldn't tell him.

"It was like my tongue was bolted to my bottom mouth, and I couldn't get the words out. I didn't want to offend him. I was paralyzed," said Barbara, a high-ranking university administrator.

"I'm well-educated. I have a Ph.D. I make decisions easily, and I say 'no' easily. But in this situation, it was like I had a different personality. I felt like I'd reverted to childhood," she added.

Research on women's interaction with doctors is limited, but a number of women's health experts say they had noticed trends among female patients that didn't see as frequently in men.

Feeling paralyzed and voiceless in the doctor's office is one of the major health care mistakes women make, says Dr. Christiane Northrup, author of "Women's Bodies, Women's Wisdom: Creating Physical and Emotional Health and Healing."

"Even very well-educated women freeze up and don't speak up" in some cases, she said.

Here, from Northrup and other women's health specialists, are five mistakes women make at the doctor's office.

1. Women don't question doctors

"Being at a doctor's office often puts the patient in the position of 'child' and the doctor in a position of 'parent,' " Northrup said.

Northrup's solution: "Always take someone with you who will ask the questions you are afraid to ask."

When you're alone, Robin DiMatteo, a distinguished professor of psychology at the University of California, Riverside, has this suggestion. "Say to the doctor, 'I realize I don't have the medical skills that you do, but this doesn't make sense to me logically. Can we think this through together?' "

2. Women tend to over-research

According to the Pew Internet Project, women are more likely to look up health information on the Internet. In a telephone survey, 69 percent of women said they'd looked up information about a specific disease or condition, compared with 58 percent of men.

Although doing your own research is a good thing, Dr. Pamela Peeke says her female patients are more likely to become overwhelmed by what they read.

"Women are much more likely to come in with hundreds of pages of Internet printouts under their arms, and they've become convinced they have all sorts of diseases," she said.

The solution: Some experts recommend doing research on the Internet and writing down the most important points rather than carrying in numerous printouts. That way, you can have a more focused conversation with your doctor.

3. Women don't recognize gender bias

Several studies have shown that women's medical problems are more likely to be interpreted as emotional issues or complaining.

"You should recognize that there is doctor bias," advised Dr. Nieca Goldberg, author of "Women are Not Small Men." "You don't want to go to a doctor who says, 'Now, honey, it's not all that bad.' "

Goldberg says she remembers going to a doctor who made a remark like that. "I said, 'I don't think we'll be continuing this visit,' " she remembered.

4. Women interpret their own symptoms

Goldberg says she's seen this over and over again: Instead of just giving the doctor the facts, women sometimes also offer their own interpretations, which can put their own health at risk.

For example, she's seen women who are having heart attacks tell the doctor that they think it's just indigestion. "This could be dangerous if you're in the ER having a heart attack," Goldberg says. "You don't want to lead the doctor down the wrong path."

Goldberg's advice: Just state the facts, and let the doctor do the interpreting. There'll be time for questions afterwards if you think the doctor's diagnosis is wrong.

5. The mother of all mistakes: Women don't trust their intuition

This is what happened to Barbara, who asked that her last name not be used for fear of retribution from other doctors in her small town.

She says her gut told her that her daughter's doctor didn't have the right diagnosis. When she and her daughter finally found a new doctor, he said her daughter didn't have irritable bowel syndrome at all; she had ulcerative colitis.

Last year, surgeons removed her daughter's colon. Her bloody diarrhea is gone, and her daughter now weighs a healthy 158 pounds.

"There are literally hundreds of situations in which a woman's gut intuition is spot-on, but she talks herself out of it so as not to make waves," Northrup said. "We women are suckers for wanting to be loved."

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Autora: Laurie Barclay
Publicado em 02/05/2008


Os resultados de um estudo prospectivo de coorte publicado no volume de maio
do Epidemiology sugerem que o consumo de chocolate durante a gestação pode
diminuir o risco de pré-eclâmpsia.

Dra. Elizabeth W. Triche, PhD, do Yale Center for Perinatal, Pediatric and
Environmental Epidemiology, em New Haven, Connecticut, e colaboradores
explicaram que a pré-eclâmpsia é uma grave complicação gestacional com
manifestações cardiovasculares. Os autores lembram que estudos recentes
sugerem que o consumo de chocolate pode ser benéfico para a saúde
cardiovascular.

A amostra do estudo consistiu em 2.291 pacientes grávidas que pariram um
nascido vivo entre setembro de 1996 e janeiro de 2000. Os pesquisadores
mediram o consumo de chocolate por auto-relato no primeiro e terceiro
trimestres da gestação e pela concentração sérica de teobromina no cordão
umbilical, que é a principal metilxantina presente no chocolate. Uma revisão
detalhada dos dados de 1.943 pacientes determinou o diagnóstico de
pré-eclâmpsia. Modelos de controle por regressão logística para potenciais
confundidores foram usados para determinar os odds ratios ajustados (OR) e
intervalo de confiança de 95% (IC).

De 1.681 mulheres, 63 (3,7%) desenvolveram pré-eclâmpsia. As concentrações
de teobromina no cordão umbilical são inversamente associadas à
pré-eclâmpsia (para o quartil mais altos versus o quartil mais baixo [OR,
0,31; IC 0,11-0,87]).

As estimativas de consumo de chocolate auto-relatadas, também, foram
negativamente associadas à pré-eclâmpsia. O risco de desenvolvimento dessa
condição diminuiu em mulheres que consumiam cinco ou mais porções por semana
versus mulheres que consumiam menos de uma vez na semana (OR, 0,81; IC
0,37-1,79 para consumo nos primeiros três meses de gestação e OR 0,60; IC
0,30-1,24 nos últimos três meses).

“Nossos resultados sugerem que o consumo do chocolate durante a gestação
pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia”, declaram os autores. “Contudo, uma
relação inversa de causalidade também pode contribuir para estes achados”.

As limitações para este estudo incluem: dificuldades de padronizar o
autoconsumo de chocolate, possível causalidade reversa se mulheres
diagnosticadas com pré-eclâmpsia reduzirem sua ingestão calórica após o
diagnóstico, possível confundidor individual devido ao tabagismo ou índice
de massa corporal, pequeno número de mulheres com pré-eclâmpsia ou erro de
classificação da exposição.

“Devido à importância da pré-eclâmpsia como uma complicação grave da
gestação, são necessários outros trabalhos prospectivos com detalhes sobre o
consumo de chocolate”, afirmam os autores do estudo. As medidas da exposição
ao chocolate devem ser desenhadas para permitir um exame cuidadoso da
relação temporal entre o consumo de chocolate na gestação e o subseqüente
risco de pré-eclâmpsia.

Epidemiology. 2008;19:459-464.

Fonte: MEDCenter

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QUEM  SOMOS
 



Quatro colaboradoras da Ong Amigas do Parto que pensam num tipo de humanização diferente. Quer conhecer? Seja bem vindo!


obs.: os textos deste blog expressam a opinião pessoal das participantes, e descrevem fatos noticiados pela midia internacional e nacional. Lembramos que em nenhum momento o conteudo que está publicado aqui reflete a posição oficial da ONG Amigas do Parto.


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