Aborto impede 7 mil nascimentos de meninas por dia na Índia


escrito por: Tricia em quinta-feira, dezembro 14, 2006 às 11:58 AM.


12/12/2006 - 14:55:24
Sete mil bebês meninas deixam de nascer por dia na Índia por causa de abortos seletivos depois de exames para determinar o sexo do feto, afirmaram hoje estimativas do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância.

O problema do feticídio feminino piorou significativamente desde 1991, disse o Unicef no lançamento, na Índia, do relatório Estado das Crianças do Mundo 2007. Das 71 mil crianças que nascem por dia na Índia, apenas 31 mil são meninas, o que resulta na proporção de 882 meninas para cada mil meninos.

A proporção mundial, de 954 meninas para cada mil meninos, indica que deviam estar nascendo 38 mil meninas por dia na Índia. Apesar das leis que proíbem exames de determinação do sexo do bebê, o feticídio feminino é comum em grande parte da Índia, onde algumas famílias encaram os meninos como mais valiosos que as meninas.

"Técnicas diagnósticas modernas para monitorar a saúde do feto, como a amniocentese e o ultrassom, tornaram possível saber o sexo numa fase mais inicial da gestação", afirmou o relatório. "Em pa íses onde há uma forte preferência por filhos homens, essas tecnologias novas e sofisticadas podem ser usadas erroneamente, facilitando o feticídio feminino".

Ativistas acusam as autoridades locais de demorar para implementar as leis que estão em vigor desde 1996. Houve apenas uma condenação até agora, dentre as centenas de indiciamentos sobre a Lei de Técnicas de Diagnóstico Pré-Natal.

O Unicef diz que a Índia é um dos poucos países do mundo em que nascem mais meninos que meninas. Em 80% dos distritos da Índia, a ONU afirmou que a situação está se agravando. Em 14 distritos nos Estados de Haryana e Punjab, por exemplo, nascem menos de 800 meninas para cada mil meninos.

A discriminação continua depois do nascimento, disse o Unicef, limitando o acesso das meninas à nutrição, à assistência médica, à educação e ao cuidado materno. Apenas 67,7% das mulheres entre 15 e 24 anos na Índia são alfabetizadas. Entre os homens, a proporção é de 84,2%. Na China, na mesma faixa etária, 98,5% das mulheres são alfabetizadas.

Por volta de 45% das mulheres indianas ainda são submetidas a casamentos forçados antes dos 18 anos, num descumprimento da lei. Isso, por sua vez, contribui para a presença de taxas elevadas de mortalidade materna. A cada sete minutos, uma mulher morre na Índia por complicações da gravidez.

"A gravidez e a maternidade prematuras são uma conseqüência inevitável do casamento infantil", disse o relatório. "As meninas de menos de 15 anos têm uma probabilidade cinco vezes maior de morrer durante a gravidez e o parto que mulheres na casa dos 20 anos".

FONTE: Reuters

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